CAPÍTULO 3 - O nome que ela carregava

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Séculos atrás

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Séculos atrás

Olívia Mikaelson sempre soube quem era.

Nunca esconderam seu nome.

Nunca suavizaram o peso que ele carregava.

Nunca fingiram que aquilo era pouco.

Desde muito cedo, ela aprendeu que pertencia a uma linhagem antiga, marcada por poder, escolhas extremas e consequências que atravessavam gerações. Não como uma ameaça, mas como um fato.

Ela era uma Mikaelson.

E isso significava algo.

Esther nunca tentou moldá-la à força. Era cautelosa, atenta, sempre medindo cada passo, cada feitiço permitido, cada limite imposto. Havia proteção em tudo o que fazia, como se soubesse que o mundo não perdoaria Olívia se percebesse cedo demais o que ela poderia se tornar.

Dahlia, por outro lado, via curiosidade onde outros veriam perigo. Nunca exigiu, nunca cobrou. Apenas ensinou. Tudo o que Olívia quisesse aprender, ela aprendia. Desde pequena, a magia fazia parte de seus dias como algo natural, quase orgânico. Errar nunca foi punição. Aprender nunca foi obrigação.

— Olívia, concentre-se na energia — disse Dahlia, observando enquanto a menina tentava um feitiço.

— Mas não está saindo... — respondeu Olívia, franzindo a testa.

— Está começando. Só isso já é progresso. Tente sentir, não forçar.

Ela respirou fundo, ajustou a postura, e viu a magia reagir sob suas mãos de forma mais suave. Dahlia sorriu, silenciosa, satisfeita.

Finn estava sempre ali. Silencioso, constante, inabalável. Ele não precisava falar muito para que Olívia sentisse sua proteção, mas às vezes uma palavra ou um gesto dizia mais do que qualquer coisa.

— Está indo bem — disse ele uma noite, aproximando-se dela.

— Sério? — Olívia olhou surpresa.

— Sério. Mas não se pressione. Você está aprendendo, e é suficiente.

Ela sorriu levemente. Não era aprovação vazia, era cuidado genuíno, algo que não precisava ser explicado.

Esther observava à distância, tranquila, mas sempre alerta. Cada movimento, cada gesto de Olívia passava pelos olhos atentos dela. E mesmo quando não falava, Olívia sabia que podia contar com ela.

Ela não teve uma infância comum. Mas teve uma infância inteira. Quanto à mãe... esse era um espaço diferente. Não era um segredo. Mas também não era um assunto. Olívia sabia que havia alguém. Sabia que existia uma origem que não começava ali. Mas o silêncio ao redor desse nome, ainda desconhecido, ensinou-lhe cedo que algumas verdades não eram negadas... apenas adiadas.

Com o tempo, ela deixou de perguntar. Não por desinteresse. Mas porque aprendeu que sua história começava onde estava. O passado ainda a esperava, intacto, perigoso e cheio de respostas que ninguém estava pronto para oferecer. Mas, por enquanto, Olívia crescia sob proteção, aprendizado e escolhas feitas antes mesmo de seu primeiro fôlego.

— Está cansada? — perguntou Dahlia certa tarde, vendo Olívia exausta depois de tentar outro feitiço.

— Só um pouco — respondeu ela, sorrindo.

— Então descanse. Amanhã tentaremos de novo.

Finn passou por elas, inclinando levemente a cabeça.

— Você não precisa ser perfeita. Só precisa tentar — disse ele.

E naquele momento, Olívia entendeu que não precisava enfrentar nada sozinha. Ela tinha quem se importava de verdade. Quem a guiava. Quem a protegia. Quem a deixava crescer.

Ela não sabia tudo sobre si. Mas sabia o suficiente.

Sabia que era poderosa.

Sabia que era amada.

E sabia que, quando o silêncio finalmente se rompesse, nada permaneceria igual.

E sabia que, quando o silêncio finalmente se rompesse, nada permaneceria igual

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