Acordei com o meu celular tocando, quando vi a foto era claramente a minha mãe.
- Alô? - Maya Oliveira! - O que foi, acontece alguma coisa? - Desde que você chegou aí no Qatar só tenho 3 mensagens suas e você me pergunta se aconteceu alguma coisa? Tenho que saber da minha filha por sites de fofocas, é isso? - Me sentei na cama.
- Aí, mãe, desculpa. - Você acha que desculpas resolvem tudo? - Não, mas é o que eu posso te oferecer agora. - Respondi tentando não me estressar.
Eu amava a minha mãe, muito. Acho que nunca amaria ninguém como eu amava ela. Mas ela tinha seus traços tóxicos, e isso era inegável, eu tentava ignorar por conta da dor que ela sente pelo meu pai, mas às vezes ela libera esse gatilho em mim.
- Sua irmã estava me atualizando, Maya. - Eu não tenho culpa! Pelo menos a senhora sabe. - Olhe o tom, Maya. - Era só isso? Acabar com minha manhã? - Me alterei.
- Se parece tanto com ele nesse sentido. - Meu pai nunca foi vilão, mãe. - E morreu atrás das grades? Sem te dar um futuro decente? - Eu juro por Deus que quando eu pegar aquele diploma, vou agradecer ao meu pai primeiro. - Você não é louca. - Desliguei.
Meu pai havia sido culpado por um crime que não cometeu, o prenderam, e só depois que ele morreu de desnutrição na cadeia foi inocentado porque o verdadeiro autor se entregou.
Mas mamãe sempre achou que ele tinha ligação. Isso fazia ela o odiar um pouco. Mas eu nunca desacreditei dele e isso fazia raiva nela.
Me levantei da cama seguindo para a sala.
(...)
Passei o dia sentada no sofá, Mah pareceu feliz por eu não ir embora, mas preocupada pelo meu estado.
Eu não queria preocupar ela, não mesmo.
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richarlison pov's
Estava conversando com Neymar quando senti meu celular vibrar em meu bolso.
- Quem é? - A amiga da Maya. - Maria? - Essa aí. - Ele fez uma careta.
- Alô? - Richarlison? Foi mal interromper. - Tá de boa, que que tá pegando? - A Maya, ela resolveu ficar.. - Meus lábios se curvaram em um sorriso.
Porra, Maya havia ficado mesmo? Ela realmente havia pensando, e decidiu ficar.
- Mas.. sei lá, tá estranha, parece que estava chorando e não quer conversar. - Ah.. eu vou tentar falar com ela ou eu vou aí, obrigada Maria.
Quando teve certeza que a ligação caiu Neymar voltou a falar.
- O que a May tem? - A Maria disse que ela tá estranha. Eu vou ver ela depois. - Traz ela pra cá.. - Sugeriu, mas eu dei um sorriso sacana pro meu amigo.
- É a Maria, né? Ih, pô, investe. - Sei lá.. - Vai que é sua. - Pra ficar na mesma estaca que você e Maya? - Estamos evoluindo, usamos até a mesma pulseira agora. - Neymar riu.
- Bora comigo? - Fazer? - Vou comprar flores pra minha gata e levar alguns doces e pizza para ela, aí você pega o embalo e fica com a Maria lá. - Vamos.. Pela Maya! - Eu ri, como era sonso.
(...)
Eu estava com mão cheia, então Neymar que tocou a campainha.
- Neymar.. oi?! - Não me pergunte. - Richarlison.. - Ergui o buquê para ela.
- Entra vai. - Ela cheirou as flores. - Oi, meninos! - Maria cumprimentou.
- O que tão fazendo aqui, afinal? - Maria comentou que você andava bem tristinha hoje, então viemos te animar. - Aí, gente, valeu. - Foi a primeira vez que ela não resistiu, aceitou de primeira.
Ela admirava as flores em sua mão, o que me fez sorrir.
(...)
Neymar e Maria foram no mercado comprar mais algumas bebidas e isso me gerou um tempo as sós com Maya.
- May? - Hm? - O que aconteceu? Por que tava tão triste? - Ela se virou para mim.
- Minha mãe. - Ela ficou brava por você não voltar? - Mais ou menos.. mas isso não importava, eu resolvia, mas ela disse que eu era igual ao meu pai.. observação legal: ela odeia ele.
- Por quê? - Meu pai foi culpado por um crime que não cometeu, o prenderam, e só depois que ele morreu de desnutrição na cadeia foi inocentado porque o verdadeiro autor se entregou. Mas minha mãe nunca acredita nessa versão, ele é sempre o cara ruim.. - Ela levantou o olhar para se impedir de chorar.
Pô, eu gostava tanto da Maya e ver ela assim é de quebrar meu coração de gelo.
Minha única atitude foi abraçar ela, ela retribuiu.
Eu nunca mais queria soltar Maya. Seus cabelos eram tão cheirosos como aparentavam, agora eu podia sentir de perto o perfume que sempre exalava quando ela chegava em algum lugar.
- Tô aqui, Maya.. pra tudo. - Ela se desprendeu mas juntou minhas mãos com a dela.
Eu estava desnorteado.
Podia ter dos pensamentos mais puros aos mais impuroscom Maya ali.
(...)
- Ah, ela dormiu? - Maria perguntou abrindo a porta. - Vocês demoraram duas horas, pô! 'Tavam fazendo o quê? - Os mercados estavam fechados e aí a gente teve que ir lá do outro lado, loucura, não é?
- É. - Você vai deixar ela aqui ou quer que eu leve pro quarto? - Leva.. - Dei um sorriso sacana quando percebi que a real intenção de Maria era passar mais um tempinho as sós com Neymar.