- May? - Maria bateu na porta do quarto, eu tinha acabado de lavar meu cabelo, estava procurando qualquer coisa que distraisse minha mente.
Quando eu abri a porta ela mexia em suas unhas.
- Richarlison tá aqui, eu vou sair. - Maria.. - Maya, você sabe. - Eu respirei fundo concordando, afirmando que ela podia mandar ele vir.
(...)
- Oi. - Oi. - Acenei, sabia que Richarlison havia visto pelo reflexo do espelho do banheiro.
- Eu queria te ver. - Já viu. - Você não pode ficar assim comigo. - Dei de ombros agora me virando para ele enquanto me apoiava na grande pia de mármore.
- Eu? Sério? - Eu não tô concordando com a Elisa, o que ela fez ali, não tem perdão. - Respirou fundo. - Mas, porque nunca me contou? - Porque eu estava solteira, meu lance com Piquerez nunca foi segredo, os jogadores sabiam, a gente sempre postava juntos.. não falei porque achei desnecessário, passado. - Dei de ombros.
- Você não sente nada por ele? - As vezes parece que a gente não namora. - Maya, eu amo você, só você e por mais que você seja minha namorada me consome esse pensamento de saber que você já foi de outras pessoas, que outras pessoas já te tomaram pra elas. - Você também. - Murmurei.
- Mas agora eu sou seu. - Eu abri a minha boca para refutar mas não saiu nada, Richarlison chegou mais perto, o homem segurou meu rosto entre suas mãos. - Sou só seu. - Juntou nossos lábios em um beijo calmo mas que logo se tornou quente e desesperado, eu explorava cada canto da boca do rapaz assim como ele fazia comigo.
Richarlison desceu os beijos por cada milímetros do meu pescoço me fazendo arfar. O mesmo parou para me olhar, seus olhos transmitiam pura luxúria, desejo.
- Me diz que eu posso. - Disse enquanto se abaixava beijando minha coxa e a acariciando com as mãos, eu assenti freneticamente. Só por um mísero segundo sua feição se transformou em alívio, mas logo o desejo voltou a preencher ela.
Richarlison me pegou em seu colo, eu me arrepiei quando minhas pernas se chocaram com o mármore gelado da pia. Ajudei o homem a poder retirar minha blusa eu estava de lingerie, só havia vestido uma blusa para que ele pudesse entrar.
- Caralho.. - Sussurrei enquanto ele mordiscava a pele dos meus peitos, me fazendo arrepiar. Eu quase gritei quando sem nenhum aviso prévio e ainda em meus seios Richarlison enfiou dois dedos em mim, por sorte, eu já estava molhada o suficiente para não existir dor.
Richarlison fazia movimentos de vai e vem com seus dedos. Quando eu estava perto de um orgasmo certeiro ele retirou.
- Richarlison, porra. - Ele me encarou. - Faz isso logo. - O quê? - Caralho, eu ia surtar com aquele homem, mas ele parecia bem orgulhoso. - Me fode, Richarlison! - Ele arregalou os olhos, era uma resposta já esperada, mas no tom que eu disse qualquer um ficaria surpreso.
Richarlison retirou meu corpo da pia transferindo até a cama, não era um caminho longo, cinco passos no máximo. O rapaz puxou uma camisinha do bolso antes de retirar seus shorts, o que me fez cerrar meus olhos. Richarlison se posiciona novamente entre minhas pernas se apoiando em seus braços fazendo com que sua corrente fina e prata batesse em meu queixo.
Senti meu corpo se contorcer no meio da cama quando o homem adentrou seu pau em mim, nossos gemidos ecoaram em um unissono pelo quarto, eu teria me apavorado se Maria não soubesse o que estava fazendo e tivesse saído.
Arqueei minhas costas quando Richarlison deu uma estocada forte.
- Se estiver doendo, eu paro. - Tá tudo bem. - Mas o homem ficou parado até eu poder me acostumar com a dor.
Richarlison uniu nossos lábios enquanto voltava com seus movimentos, sua corrente gelada em minha pele, seus movimentos, minhas unhas percorrendo suas costas, eu tava maluquinha já..
- Richarlison.. - Agora você pode. - Beijou meu maxilar e isso foi o suficiente para eu me desfazer em um orgasmo juntamente ao rapaz. Richarlison saiu de dentro de mim se desfazendo da camisinha no lixo do banheiro e logo voltando para meu lado. Eu me cobria com o cobertor até acima do peito.
- Como você sabia? - Questionei ele fez uma careta confusa mas logo soube que eu me referia a camisinha. - Ela sempre tá aqui, com uma namorada como você, acho que é inevitável ter pensamentos impuros. - Eu dei um tapinha em seu ombro.
- Eu amo tanto você. - Beijou meu pescoço. - Eu amo muito você. - Entrelacei nossa mãos as erguendo no ar.
- Teve uma coisa que você não me disse. - Esse papo agora? - Não, eu te disse que era seu e você Maya? - Não tem nem precisão de dizer isso. - Ele arqueou as duas sombrancelhas. Eu me apoiei em um dos meus braços para poder o olhar. - Sou sua, toda sua. - Sussurrei contra seu ouvido, Richarlison sorriu orgulhoso enquanto eu beijava seu pescoço. Novamente o prazer começou a me preencher, beijei os lábios do mesmo ficando por cima tentando buscar mais contato.
- A gente acabou de sair de uma. - Você não aguenta? - Provoquei. - Tá maluca.. - Agarrou meus cabelos enquanto eu me prendia aos seus lábios novamente, Richarlison segurou meus quadris para que o contato fosse direto. - Estamos sem camisinha. - Reclamou.
- Na gaveta, do seu lado. - E eu que sou errado? - Estendeu a sua mão para pegar enquanto eu ainda apreciava seu corpo.
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Esses aí, viu.
Não tem muito o que falar desse aqui não, fazer o que.