- Só você pra me infiltrar no camarote do Palmeiras. - Também te amo. - Murmurei vestindo meu uniforme descendo as arquibancadas do Garrincha. - Vai lá.
(...)
O jogo começou com um pênalti do Gabigol, mesmo completamente focada na câmera conseguir ouvir insultos dos jogadores e torcedores contra ele no instante em que mostrou sua camisa para a arquibancada.
A fúria no olhar dos jogadores foi lindo de se fotografar também.
(...)
Veiga marcou o segundo gol da partida e acertou um chute em direção a bandeira do seu adversário, agora, ele quem exibia sua camisa para a torcida.
Quando se virou novamente para a sua torcida ergueu sua camisa sem a tirar, onde a branca por baixo mostrava.
"Feliz aniversário, Maya! O Palmeiras chorará de saudades"
Meu olho se encheu de lágrimas quando eu conseguir ver o que estava escrito através das câmeras.
Meu contrato iria até junho por não acharem substitutos, mas conseguiram encontrar uma mulher para preencher meu lugar, então, aquela era a minha última partida fotografando o Palmeiras.
(...)
4x3 foi o placar final, a taça era erguida pelo Palmeiras. Era exatamente esse a final que eu gostaria de fotografar.
- Maya? - Diz. - Murmurei para a presidente. - Pode ir lá. - Eu sorri para Leila com a autorização de entrar em campo.
(...)
- Você conseguiu. - Veiga me abraçou. - Você tá suado. - Eu te disse. Caralho, Maya. Você vai fazer tanta falta aqui. - Choramingou.
- Garanto que pra você, nem tanta. - O que quer dizer com isso? - Não sei.. - Ergui minhas mãos em sinal de redenção.
- Hoje a gente tá em festa! - Menino gritou. - Maya finalmente vai embora. - Idiota! - Gargalhei.
(...)
- Vocês sabem o quanto eu odeio discursos.. - Mas é o último! - Respirei fundo puxando microfone.
- Que vergonha. - Vi Piquerez abri a boca. - Se poupe. - Aquilo fez todos os presentes rirem.
Eu e Piquerez estávamos de bem, ele havia falado com Richarlison e esse mal entendido finalmente se desfez e eu tinha meu amigo de volta.
- Eu entrei no Palmeiras, porque precisava de dinheiro, o porque vocês sabem muito bem.. então, fiz a entrevista e o bobão do Veiga disse que eu era a melhor. - O homem lançou um beijo no ar. - E nesse meio tempo, eu não tenho convivido só com um time, um elenco de futebol, eu tenho convivido com os meus amigos, uma parte de mim.. porque toda vez que eu chegava aqui no Allianz, emburrada e triste, não durava cinco minutos. - Eles riram.
- Eu assisti muita coisa de vocês, o Allianz me encantou e eu quero que cada um, que sabe o que fez por mim, entenda que não importa o que aconteça, eu vou estar ali.. se vocês quiserem uma amiga, pra tudo. - Eu vou chorar! - Dudu se jogou na mesa.
- E eu não vou dizer tchau, porque eu sei que é só uma questão de tempo pra eu ver vocês denovo. Eu vou estar aqui denovo e denovo.. você não vai se livrar de mim tão cedo, menino. - Que merda! - Nós dois rimos. - Vê se vira adulto logo. - Idiota.
- Que coisa triste. - Acolham a nova fotógrafa. - Foi o que eu disse largando o microfone.
- Nenhuma vai ser você! Mas vamos tentar, juro. - Eu tenho medo de vocês. Lembram do meu trote? - Como esquecer? Enchemos você de farinha. - Eu odeio vocês por isso até hoje. - Reclamei.
- Eu joguei cola e Veiga a farinha. - Rony comentou. - Foi hilário, mas mais ainda foi quando ela fez a mesma coisa com a gente.. e vocês ainda ajudaram! - O que vale é a humilhação gratuita, não importa quem.
- Vocês são patéticos. - Sua cara sempre vai ficar na minha mente, tenho a impressão que odiava a gente logo quando chegou. - Você eu ainda deixava passar, por conta do emprego, mas o resto, eu tirava as fotos dos piores ângulos possíveis, aí sim. - Era de propósito! - Acontece, amigão. - Dei um gole em minha água vendo o jogador me olhar com uma expressão indecifrável, mas logo voltou a rir também.
(...)
- Maya! - Uma repórter questionava. - Como é deixar o Palmeiras, agora que se tornou tão querida entre o público. - É difícil, mas eu sei que estou fazendo tudo isso por um bem maior. - Eu sorri adentrando o hotel.
(...)
- Você chegou. - Oi, amor! - Eu sorri para ele.
- Foi legal lá? - Sim, queria que tivesse ficado. - Era um momento mais de vocês. Não senti a necessidade de ficar. - Eu assenti.
- Vou sentir tanta falta deles. - Eu imagino. - Eu esperava que fosse durar mais, sabe? Eu passei tanto tempo, mas parece que foi tão pouco. Me senti feliz depois de muito tempo com eles. - Você vai sempre voltar para eles, quando quiser. - Beijou meus cabelos. - Eu tenho certeza que eles sentem o mesmo, você é incrível e inesquecível, deu pra ver só pela dedicatória do Veiga.
Eu segurei as mãos do meu namorado que me envolvia em um abraço.
- Obrigada.
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The Invitation acaba essa semana, juro que eu tô enrolando, estou detonada.
Eu já escrevi o epílogo e chorei muito, muito.
E pravocês que aindanão leram eu tenho fanfic nova no perfil!