- Como é trabalhar com uma equipe de futebol assim, Maya? - A entrevistadora perguntava. - É, uma experiência boa e cansativa, o time tá sempre se locomovendo e eu consequentemente tenho de ir, mas por outro ângulo, sempre são pessoas animadas que deixam o ambiente melhor. - E você torce pro Palmeiras? - Eu não vou dizer meu time, mas é óbvio que o Palmeiras tem um espaço enorme no meu coração.
- Esses tempos saiu um boato seu com um jogador, procede? Na verdade, você tem saído muito na mídia, até como grávida. - Proceder, ele procede. Mas eu e o Piquerez somos ótimos amigos e isso já é passado. E sobre a gravidez, era verdade, verdade também como eu perdi meu bebê, e como eu processei eles. - Você processou?! - Aí gente, todo dia eu saia, de formas não agradáveis, então a solução mais plausível para mim foi proibir que tocassem em meu nome de uma vez.
- Então, vamos para as perguntas de fãs! Quem é seu melhor amigo na seleção? - Essa ai é difícil, porque eu tenho um carinho por todos, mas se eu tiver que falar de apego eu falaria de Neymar e Antony. - Meu sonho ser amiga dos dois. - Eu sorri.
- Qual foi o comentário mais absurdo que você já recebeu? - Me acusando de golpe do baú, nossa, tipo, você está passando por uma fase difícil, aí você espera apoio e escuta "aposto que é golpe." - Você escutou isso? - Definitivamente ainda escuto, ainda mais nesses últimos dias. - E como o Richarlison reage a isso? - Richarlison é neutro, ele sabe que eu vou tomar a decisão certa, por isso, deixa a meu ver, mas, quando ele vê que já saiu do limite ele sempre posta algo e essas coisas.
- Com quem foi seu primeiro beijo, Maya? - Vish, essa aí eu não respondo. - Sério? Por ser traumático? - Não, só é passado. - Eu sorri. Meu primeiro beijo havia sido com Maria, com 13 anos e estávamos testando para eu poder sair com meu namoradinho da sala de aula.
(...)
- Como fui? - Perguntei para o meu namorado que me esperava escorado no carro do lado de fora. - Você é incrível. Foi uma entrevista ótima de assistir. - Ele sorriu juntando nossos lábios.
- Você tá bem? - Por que eu não estaria? - Sei lá. Você disse que não vinha e também parece confuso. - Ele me encarou. - Sua mãe me chamou pra conversar, May. - Você foi?! - Ele assentiu. - Eu não estou acreditando.
- Fui por você, ela me disse que não ia te deixar em paz, então eu resolvi acabar logo com isso. - E o que ela queria? - Por que você não me contou que as câmeras do assassinato do seu pai eram manipuladas? E que colocaram uma gravação falsa no lugar? - Por que eu deveria te contar isso? - Porque veio do seu computador. - Eu arqueei as sombrancelhas.
- Como? - É. - Eu não sei, certo? Eu nem sabia desse porém aí, era pra ser um dia legal. Não era pra ser assim. Olha, se você quiser ir, pode ir, eu vou almoçar aqui pela rua e depois eu vou fazer os exames. - Mas eu vim pro Brasil pra ficar com você, Maya. - Eu mordi o interior da minha bochecha respirando fundo, eu não ia estragar mais meu dia.
- Certo, onde você quer ir? - Richarlison suspirou, aliviado e abriu a porta do carro.
(...)
- Antony assistiu sua entrevista. - Ele me mandou mensagem, aquele ridículo, está se gabando aos quatro cantos por eu ter dito que era bastante próxima dele. - Eu disse sorrindo para o celular.
- Você não quer conversar sobre o que sua mãe disse? - Eu pensei que você ia deixar esse assunto de lado. - Ela me disse também que ficou muito animada para ser avó e que sente muito. - Richarlison, ela faz assim, ela manipula e achei que você melhor que ninguém ia saber disso. - Eu sei. Mas ela tá tão, sabe? - Sem dinheiro ela não é nada. Eu não quero falar da minha mãe e eu quero que você respeite isso, eu sei que você me entende, não é? - Claro que eu te entendo, minha intenção nunca foi deixar você desconfortável, desculpa. - Ele se reencostou na cadeira.
- Tudo bem, eu sei que você tá intrigado, mas eu só não quero que leve ela a sério, porque ela mente muito. - Eu sei. - Ele segurou minha mão por cima da mesa. - Desculpa, hoje é seu dia de comemorar. Como foi? A sensação?
Ele sorriu iniciando um assunto bem longo.
(...)
- Como você entrou aqui? - Meu namorado perguntou pra Maria. - Pela porta, ué. - Engraçadinha. - Murmurou para ela.
- Maria pode entrar, eu já autorizei na portaria. - Você fez isso comigo também? - Claro que fiz. Eu te disse desde quando você chegou. - Tá, certo, eu preciso da ajuda de vocês.
- Com.. - Digamos que eu e Neymar estejamos em uma briguinha aí. - Vocês brigaram? - Belisquei o ombro de meu namorado o lançando um olhar mortal. Por que eu sabia o que acontecia quando faziam essas perguntas a Maria.
- Não fui eu. - Hum. - Ele não gostou de umas coisas aí e a gente brigou. - Sei. - Mas eu tô arrependida, e eu quero falar com ele. - Troquei um olhar com Richarlison. - Vocês vão falar alguma coisa?
- Que tal o motivo? - Ciúmes. - Eu respirei fundo. - E você tá errada? - Eu não! - Maria você está falando é comigo. - Tá, tô meio errada sim. - Richarlison sorriu com a rapidez que a mulher cedeu. - Eu não tenho culpa de ser bonita e já ter ficado com muita gente simpática.
- Acho que se começa com desculpas. - Richarlison murmurou. - Mas eu já pedi! - Mas Neymar às vezes é meio cabeça dura. - Maria bateu com a testa no joelho.
- Você mandar um desculpas pelo WhatsApp não ajuda, sabia? - Como você sabe? - Por que é o que você faz, Mah. Você tem que entender que vocês namoram! E que nem sempre as coisas são fáceis e você ficar se lamentando não vai trazer ele de volta. Então, você vai pensar em algo que seu namorado goste e daqui a dez minutos eu te ajudo. - Entreguei seu celular para que ela pudesse pesquisar e segui para o quarto.
- Boa sorte. - Richarlison murmurou.
- Ela vai fazer tudo sozinha, só joguei pressão. - Murmurei tirando meu blazer. - Prende meu cabelo? - Richarlison sorriu concordando.
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Faltam 7 capítulos para finalizar, porque visto de agora os capítulos terão quebra de tempo de maisde uma semana. E eu tôtãotriste, amo muito essa fic aqui!