Capítulo 18 - Parte I

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Aproveite agora para pegar seu laptop, acomode-se em algum lugar aconchegante e coloque sua 'playlist' favorita.

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                                                                      ___UM MÊS DEPOIS___O céu brilha um azul claro enquanto Derek olha para a mansão

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                                                                      ___UM MÊS DEPOIS___

O céu brilha um azul claro enquanto Derek olha para a mansão.

Seus olhos vagam pelas vigas e pela porta enegrecidas, pela varanda desgastada e param na janela do quarto de Cora antes de se voltarem para o ponto no telhado onde sua pipa ficou presa na terceira série, bem ao lado do pequeno terraço técnico onde ele e Laura costumavam se esconder quando estavam em apuros. Eles se voltam para o lugar onde seu pai costumava fazer churrasco perto da garagem e para jardim onde os girassóis de sua mãe costumavam se virar em direção ao sol.

Às vezes, quando a luz acabava, eles se reuniam na sala de estar e contavam histórias de fantasmas e, na calada da noite, os pequenos pés de Cora a levavam ao seu quarto e onde ela se enfiava na cama com ele. Ele se lembra de descascar a tinta da parede do banheiro do segundo andar enquanto esperava o chuveiro esquentar e da bronca que sua mãe lhe deu duas semanas depois, de como Laura deixava as almofadas do sofá desalinhadas só para irritá-lo, as mesmas almofadas que foram usadas como proteção quando seu pai insistiu em lhe ensinar a andar de bicicleta.

Quando ele era pequeno, seu pai costumava provocá-lo por ser baixo demais para olhar através da janela da cozinha, ou para colher ameixas na árvore que costumava crescer no jardim. Todo o mês de junho o ar se enchia com o cheiro de borracha queimada de pneus porque Laura insistia em dirigir em círculos na clareira à frente da casa quando seus pais viajavam de férias, julho fedia a suor lembrando a vez em que o ar condicionado quebrou e agosto não conhecia cheiro melhor do que cachorro-quente na grelha. Num verão seu pai pintou o exterior da casa de azul e três dias depois, sua mãe pintou de amarelo por cima, uma cor que não é mais visível na madeira podre.

LAR  (STEREK)Onde histórias criam vida. Descubra agora