Pensou, apertando o volante com força. Lembrou-se de ontem, quando a viu nua; apenas a lembrança fez seu membro enrijecer nas calças. A pequena fenda no meio de suas pernas, lisa e convidativa... parecia que, a qualquer momento, ele teria um colapso.
Chegaram em casa e ele a sacudiu bruscamente, assustando-a. Evelin segurou a coxa dele instintivamente, mas, ao se acalmar, percebeu o que fazia e retirou a mão rapidamente. Ele não respondeu, para a felicidade dela; ter mais uma discussão não estava em seus planos. Ela saiu na frente do esposo, sem a mínima vontade de ver o asco na face dele, no entanto, não notou o interesse que despertava. O modo como ele a analisava, a forma elegante como caminhava sobre os saltos, o balanço dos quadris... Eduardo não entendia o porquê desse entusiasmo pela esposa que odiava.
Ela não falou com ele, nem lhe dirigiu um olhar quando entraram em casa, e isso o incomodou. Assim que a viu entrando no quarto, ele resolveu desviar o caminho e ir para o escritório; uma bebida lhe faria bem. Passou as mãos nos cabelos, bagunçando-os, e engoliu de uma só vez o líquido quente que desceu rasgando em sua garganta. Tomando coragem, voltou para o quarto, mas arrependeu-se no instante em que conferiu a cena à sua frente.
Sua esposa estava totalmente nua, de costas para ele, alheia a tudo ao redor enquanto ouvia música pelo celular e cantava. Ela passava um creme no corpo lentamente, o enlouquecendo. Eduardo a mediu de cima a baixo e parou no bumbum redondo. Suspirou — um pouco alto demais, acredita —, pois ela se virou, ficando de frente para ele.
Ambos travaram uma guerra de olhares. Ela esforçou-se para não se cobrir; ele queria ir até ela e tomá-la nos braços, todavia, não deu um passo. Escondendo o desejo sob a grosseria, falou:
— Se já terminou, saia!
Entrou no quarto e tirou a roupa. Quando ele já estava sem camisa, ela saiu do banheiro vestindo um babydoll dos Minions. Ele achou uma graça, mas nunca admitiria.
— Que infantil! — proferiu, maldoso.
— Eu gosto — respondeu ela, dando de ombros.
— Estou pouco me fodendo para o que você gosta! — parou na frente dela. — Saia do meu caminho.
— Ou o quê? O que fará comigo, meu marido? — desafiou-o.
— Acha que pode me desafiar? Não entre em uma guerra que não pode vencer, Evelin! — falou, pela primeira vez, o nome dela. Gostou de como soou aos seus ouvidos.
— Ainda... — ela ficou na ponta dos pés e deu-lhe um selinho, aproveitando para tirar uma casquinha no processo ao passar as mãos pelo peito e pelo abdômen dele.
Evelin saiu do quarto com o coração batendo forte no peito. Acomodou-se no sofá, pegou a mochila com seus livros e cadernos e a abriu. Estudaria até ficar exausta; só assim conseguiria deitar ao lado dele depois do que fizera. Naquele dia, ela perdeu a guerra de novo, mas, no íntimo, sabia que o importante não é vencer todos os dias, mas lutar sempre.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Sou Presa a Você
RomansaEvelin Ferreira, perdeu seus pais aos dez anos e foi morar com seu avós. Eles nunca lhe passaram amor, ou calor humano. Nunca lhe deram o que era preciso, mas exigiram muito quando a forçaram se casar com um desconhecido por contrato. Ela aceitou pa...
