025: Art Deco.

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— Eu estava pensando em ir visitar Driftmark, estou com muita saudade de passar o tempo lá... — Baela resmungou enquanto comia suas uvas, acompanhada de Joffrey e de Daeron.

Este último citado havia se tornado uma pessoa muito importante depois do casamento que houvera, ele se tornou uma ótima companhia e se mostrou diferente de seus outros irmãos, exceto Helaena que não os havia feito mal algum.

— Estou com saudade de conversar com Rhaena, ela é alguém muito inteligente. — A gêmea olhou na direção dele com um sorriso de lado, e ele logo percebeu, negando com a cabeça diversas vezes. — Não é isso que você está pensando Baela.

Ela deu de ombros enquanto ria debochada.

— Ainda não entendo de onde surgiu a aproximação de vocês... — Olhou momentaneamente para Joffrey, que continuava a desenhar em seu caderno.

— Ela estava em um momento difícil, eu a distraí com histórias bobas e continuamos a conversar após isso... não foi algo esplêndido. — Cruzou os braços em frente ao peito, lembrando de que teria algo para fazer. — Bem, estou indo, se precisarem de mim... não precisem.

Se levantou, dando um tchau para eles, que retribuíram com um aceno, e então caminhou para fora do cômodo.

— Então... o conselho finalmente conseguiu o que queria? — Largou o caderno sobre a mesa, olhando atentamente para Baela, que respirou fundo e passou a mão por seus cachos olhando para qualquer lugar que não fossem os olhos de Joffrey.

— Eu fiz o que deveria ser feito Joff, eu e seu irmão temos um dever a seguir. — Abraçou o próprio corpo, abaixando a cabeça.

— Bom, só tenho que desejar a você boa sorte para parir sete filhos, e não seja negligente com alguns deles. — Levantou-se rapidamente, pegando seu caderno e começando a caminhar para fora dali, mas antes parou e se virou para ela. — Mas dessa vez seja mais esperta e coloque uma coleirinha no seu marido, faça com que ele trate-a pelo menos com respeito.

Virou-se costas para ela novamente, caminhando para longe dali, deixando-a sozinha para trás.

[...]

Um pouco mais tarde, Baela sobrevoava o Porto Real com Moondancer quando foram surpreendidas por Vermax e Jacaerys, que deu um rasante perto delas.

— Maluco! — Gritou com ele, conseguindo escutar sua gargalhada.

— O que foi, amor? Você precisa prestar atenção durante o voo, não é a única que tem um dragão. — Falou ao se aproximar da mulher com Vermax, que estava ainda maior e esperto.

— Pelo o que eu saiba não há pessoas com dragões querendo me matar. — Gritou para ele, que deu de ombros enquanto carregava um enorme sorriso no rosto. — Por que está sorridente seu palerma?

— Porque iremos voltar para a casa hoje mesmo, já se despediu de seu pai e de minha mãe? — Franziu o cenho, e tentou puxar em sua memória a última vez que conversará com os dois, mas conseguia se lembrar somente de sua última conversa com Joffrey.

O que fez a dragão rugir desconfortavelmente.

— Iremos agora? — O respondeu com outra pergunta, e ele deu de ombros.

— Iremos no momento em que a princesa de Dragonstone decidir. — Respondeu com seu sorriso galanteador, ignorando o fato da dragão estar descontente.

— Podemos ir agora mesmo. — Ela não teria coragem o suficiente para se despedir deles, muito menos de Joffrey. — Sōvēs Moondancer.

Ordenou, puxando as cordas da dragão, fazendo-a voar mais rápido que Vermax.

Queria chegar em seu lar o mais rápido possível.

[...]

Enquanto isso, em Driftmark, estavam Lucerys e Aemond revisando algumas papeladas sobre tudo o que havia acontecido com a política.

Como um Lorde não havia assumido o governo por muito tempo algumas coisas ainda estavam em pendências e eles precisavam resolver o mais rápido possível, por sorte conseguiram organizar a maioria em menos de um mês.

— Bom, eu acho que merecemos um vinho por isso. — Aemond sugeriu, largando as papeladas arrumadas sobre a mesa de madeira, e Lucerys precisou concordar.

— Eu preciso de uma noite de misericórdia. — Jogou-se sobre a cadeira dramaticamente, enquanto isso Aemond caminhou até uma garrafa de vinho que estava em cima de uma das mesas dali e a pegou, juntamente com dois copos limpos.

Colocou-os sobre a mesa e serviu-os, enquanto sentava-se de frente para o mais novo, que pegou a taça rapidamente.

Lucerys finalmente iria se satisfazer, sentia que merecia aquilo, merecia beber até cair e não precisava de ninguém em seu pé dizendo que não poderia fazer aquilo.

Ele precisava sentir-se bêbado igual, ou pior que seu tio Aegon.

— Como eu sentia saudade disso... — Saboreou o vinho, quase gemendo quando o gosto atingiu seu paladar.

Aemond assistia aquilo atentamente, quieto e apenas  prestando atenção nas ações do menor, em como seu pomo-de-adão se movimentava a cada gole que ele dava na bebida.

Sua maior vontade era de avançar contra ele, agarra-lo, puxa-lo contra si e não deixá-lo escapar por nada.

Sua maior vontade era fazer de Lucerys, seu, seu Lucerys e de mais ninguém.

Tomou alguns goles da bebida, sem tirar o olhar do mais novo.

— Está olhando demais para mim... Aemond. — A voz do garoto saiu levemente baixa, enquanto se servia com mais vinho. — Há algo que queira perguntar?

Subiu aqueles lindos olhos na direção do mais velho, que colocou a taça rente aos lábios e ingeriu mais um pouco de sua bebida, logo pousando a taça sobre a mesa e sorrindo de lado.

— Não há muitas perguntas... eu acho melhor ações... — Mordeu o lábio inferior, levantando-se e tomando a mão do garoto para si, puxando-o para também levantar-se.

Lucerys se surpreendeu com o ato repentino mas não tentou se soltar em momento algum, somente permaneceu calado, somente aguardando as ações do mais velho.

— E afirmações... — Levou uma de suas mãos até a mandíbula do menino, agarrando-a fortemente enquanto puxava em sua direção, fazendo com que ele ficasse com o rosto rente ao seu. — Mas primeiro eu tenho uma pergunta.

O mais novo parecia perdido no olhar do Targaryen, praticamente sendo hipnotizado por o mesmo.

— Diga... — A única coisa que saiu de seus lábios.



— Você deseja ser meu, Lucerys Velaryon?

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