020: To People You Don't.

1.1K 151 92
                                        

Quem shippa Lucerys e Cregan não leiam isso

-

Eles pousaram no que parecia ser Driftmark, na visão de Cregan. Quando desceram Lucerys estava mais quieto que o normal, havia aberto a boca apenas para chamar um meistre para cuidar dos ferimentos do nortenho.

Eles estavam em um quarto, Lucerys observava ele de longe enquanto brincava com seus dedos.

— Eu preciso ir ver minha avó. Descanse, amanhã de manhã iremos fazer algo. — Falou, e ao menos esperou uma resposta de Cregan ao sair do cômodo rapidamente.

Ele estava ansioso, seu peito doía e a vontade de chorar era grande. Haviam poucas pessoas ali então ele permitiu as lágrimas sairem até sua chegada em frente ao quarto de sua avó.

Os guardas não se preocuparam pois aquele era evidentemente Lucerys, mas ficariam com guarda alta para impedir qualquer coisa ruim de acontecer.

Ele se vestiu com alguns tecidos grossos, usando um véu em frente ao rosto, e então entrou no quarto, logo na cama estava uma Rhaenys respirando com dificuldade enquanto o suor escorria por seu rosto.

Rhaenys infelizmente havia sido infectada com a Febre do Inverno, algo que aniquilava muitas pessoas e era considerada algo normal ali.

— Princesa? — Se aproximou-se, sentando-se ao lado dela, na beira da cama.

— Lucerys? — Indagou com a voz rouca, tossindo segundos após. — Achei que... não voltaria a vê-lo antes de minha morte... uma pena não... poder olhá-lo perfeitamente.

Ele sorriu triste por baixo do véu, Rhaenys era uma mulher forte apesar da idade. Ela incrivelmente estava mais tempo viva do que muitos que foram infectados.

— Não se preocupe. Estou a mesma coisa. — Ela deu um pequeno sorriso, seus fios de cabelo estavam soltos, caindo por seus ombros.

— Duvido... mas... o que está fazendo aqui? Ouvi que hoje era seu casamento... — Ela estava se forçando a concluir a frase e ele pode perceber aquilo.

— Aconteceram coisas... eu fiz besteira, muita besteira e eu não irei sair impune, uma guerra provavelmente acontecerá e eu serei o culpado. — Ele choramingou, quase chorando em frente a sua avó. — Eu não pensei muito eu apenas agi, eu não poderia ver ele morto ele feliz muito por mim e eu seria um ingrato.

Despejava tudo para ela, que segurou sua mão por cima da roupa.

— Me diga... o que você fez de tão ruim?

— Eu quebrei um vaso na cabeça de Aemond, deixei ele sangrando e fui embora. — Até mesmo os meistres olharam em sua direção, mas ele tentou não ligar para aquilo.

— Pelo menos não arrancou seu outro olho, não? — Ela tentou aliviar o clima, o que arrancou um pequeno sorriso aliviado do menor. — Mas... você já é um adulto saberá o que fazer... lembre-se dos ensinos de seu avô...

Ela tinha razão, Corlys e Viserys nunca deixaram ele em paz quando era criança, sempre tentavam lhe ensinar o que era correto, e o que deveria ser feito para converter os erros feitos.

— Você tem razão... eu já sou um adulto. Tenho que arcar com minhas ações e... assumir minhas responsabilidades. — Respirou fundo, abaixando a cabeça. — Eles me ensinaram muito sobre política, mas para lidar com meus sentimentos estou tendo que aprender sozinho, não é fácil.

Admitiu, olhando para ela, que concordou com a cabeça levemente antes de tossir.

— É a coisa mais difícil sem... dúvidas.

Generation of DragonsHistórias para pegar e não largar. Descubra agora