maybe after

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passaram 2 dias depois da festa, axl terminou e está muito mal. descobri que nikki contou tudo que eu disse, para joey. muita coisa daquela festa...foi incrível, e totalmente inesquecível.

são mais ou menos umas 08 da manhã, e tá todo mundo na enorme mansão de dave, lá vamos nós, ensaiar ritmos e riffs para nosso novo álbum; Peace Sells...but Who's Buying?

estamos no fundo de sua casa, sendo sincera, dave está um pouco chapado, e o resto também. mas que diabos aconteceu com eles?

— Dave..essa nota tá errada - tentei ir com calma.

— é, eu sei, mas fica melhor assim - justificou olhando para o chão.

— vamos tentar novamente, ok?

— ok... - disseram em uníson.

foram milésimos, segundos, minutos, horas ensaiando casa vez mais, várias vezes, várias e as mesmas músicas. algo estava dando errado, e dessa vez, não era um erro meu, eu via isso. e sim, de Dave, ele estava pior do que todos ali.

— Foi mal gente, preciso ir. - David disse cortando o silêncio horroso que sobrou depois da última nota de minha guitarra.

— bom, até a próxima, galera - Gar disse saindo, e David foi em seguida, sobrando só eu e dave.

— Dave, o que aconteceu com você hoje, cara? - perguntei me sentando ao seu lado, mas ele permaneceu olhando para o chão.

— Anne, eu passei dos limites... novamente - disse olhando para mim. seus olhos estavam vermelhos, dave estava drogado.

respirei fundo, no fundo, eu sabia porque ele está a devastado dessa forma, a ponto de afundar nas drogas em busca de ajuda ou refúgio. dave não sabia pedir ajuda.

— tá tudo bem, ok? você comeu alguma coisa hoje? - perguntei o abraçando de lado.

— não, não comi - disse segurando minha cintura, afundando o rosto em meu pescoço.

— ok, que tal vc ir tomar um banho enquanto eu cozinho algo para você?

— hmm...gostei, aceito - dave disse levantando e subindo correndo para seu quarto suíte.

ri da animação de Dave. ele parecia sério, e ele é as vezes, mas ele também é um amor.

olhei os armários e tinha de tudo que eu imaginei..decidi fazer fricassê, e de sobremesa iria fazer mousse de maracujá.

o fricassê estava quase pronto, o arroz também. dave estava finalizando seu enorme cabelo, por isso demorava tanto. comecei a preparar o mousse, já que já tinha refrigerante, decidi não fazer suco.

— hmmm, mamãe está fazendo mousse? - disse rindo descendo as escadas.

— e seu prato do momento também, fricassê!

os olhos de Dave brilharam, ele desceu rapidamente e me pegou no colo, me abraçando fortemente. eu passei minhas pernas por volta de seu quadril, e o abracei também.

— de verdade, obrigado por tudo que você faz por mim e pela banda, Ann. - disse olhando em meus olhos.

— não é nada, faço por você e pelos meninos!

dave sorriu quando eu disse " por 𝘃𝗼𝗰𝗲̂ e pelos meninos.."
seu olhar foi triangular, passou por meu olho direito, depois a minha boca...e meu olho esquerdo. aquilo era tipo um fatallity pra mim, dave e eu já ficamos algumas vezes, mas nunca levamos muito a fundo. eu teria esse tipo de lance com joey..mas agora não é hora de pensar nele, não é?

segurei o pescoço dave, e o beijei. ele aprofundava o beijo, segurando minha nuca. nós beijávamos com desejo, emoção e armonia.

após o fim indesejado do beijo, roubei alguns selinhos dele, e ele me colocou no chão. conversamos sobre a comida enquanto comiamos, ele lavou a louça e eu sequei.

— E o que você achou da galera do Slipknot? - dave perguntou se encostando na parede, enquanto eu guardava o último prato.

— eles são legais, eu já tinha conversado com Jim e mick antes, eu gosto deles.

— Qual deles você mais gostou? - eu já sabia onde iria acabar aquilo, só pela pergunta de Dave.

— Joey - disse colocando o pano para lavar.

— hmm...o baterista.. - dave disse tipo "iiiii"

— Ele é legal, tipo, ele toca muito! ele tem uma personalidade incrivel, uma voz perfeita, um cabelo lindo e hidratado, e olhos profundos... - disse lembrando de seu olhar.

— amor a primeira vista?? - dave disse rindo e eu bati com o outro pano nele.

— eu seria facilmente amiga dele

— você é - afirmou indo para a sala, e eu fui atrás.

— quem disse?

— o próprio.

— ata, e como essa conversa iniciou? -- perguntei com dúvida e talvez desconfiassa.

— "conhece a Anne, do megadeth?"
"sim, conheço"
"e como você conhece? já tiveram algo?"
"não, ela é só minha amiga"

não entendi o motivo ou sentido, mas esse "só minha amiga" me deixou chateada.

— caralho...

— beleza, mas vai ter um evento e chamaram a gente pra tocar, o evento é enorme

— quem vai tocar lá? - perguntei ansiosa

— Mötley crüe, judas priest, Queen, Black Sabbath, metallica.. Slipknot, korn e o megadeth!

— C-A-R-A-L-H-O

— vamos encontrar o restante da banda e decidir as músicas

— beleza! - disse me encostando em seu ombro.

passamos o resto do dia conversando, comendo, tocando e falando sobre o evento.

confesso, talvez eu estava ansiosa para ver joey novamente..

All Mine | Joey Jordison.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora