Eu achei que estava preparada para a reação dele, me preparei para um choque de 5 segundos e depois um "o que é uma shivra?". Mas não, ele reagiu da melhor maneira possível: não teve reação. Mas depois de exatos sete segundos em que eu estava segurando a respiração com um pouco de medo do que ele iria dizer, ele respondeu.- fala sério, Allana. Fala a verdade. Você faz tudo aquilo de aparecer só para mim quando éramos pequenos, a história do DNA, o fone _mágico_, aparecer nos meus sonhos como se fosse algo normal e agora você me diz que é uma chita¹?
Eu soltei o ar que segurava e precisei rir
- não sou uma chita.
- agora tá dizendo que não é.
- sou uma Shivra. Não uma chita. Uma SHIVRA.
-tá, isso explica tudo! Como se eu soubesse o que é uma shivra
- eu vou explicar, mas é complicado de entender até para uma pessoa normal, imagina para você.
- o que quer dizer?
- nadinha, só que você é muito distraído.
Ele ficou calado, mas sua mente dizia " até você?" então eu respondi
- sim Anthony, até eu acho você distraído.
- agora você lê mentes também?
- eu sempre fiz isso, mas porque uma shivra amarela tem conexão mental com quem está próximo dela.
- e eu também posso falar na sua mente, bobinho
- mas se você pode falar na minha mente, porque tivemos que vir para um lugar "seguro" e você não me contou tudo na sorveteria?
- Keegan ouve tudo o que se diz a respeito dele, mesmo mentalmente. Por isso pouquíssimas pessoas sabem sobre as shivras. Vê como esse lugar é iluminado? Espectros não conseguem viver na luz, então caçam as shivras amarelas, que tem energia própria.
- Allana, o que é uma shivra???
- primeiro eu preciso citar: magia existe; Você não está louco; isso não é um sonho; eu preciso de você.
- acho melhor você se sentar, é uma bela de uma história
- me sentar onde?
Fechei meus olhos e respirei fundo
elfonso, isabelfa, preciso de vocês
Um segundo depois meus elfos apareceram um de cada lado.- do que você precisa, Allana? - falou isabelfa com sua voz incrivelmente fina
- não é óbvio Isabelfa? Ela precisa de uma cadeira para o Anthony. Acho que chegou a hora da história. - respondeu Elfonso e nós três olhamos para Anthony, que parecia pálido demais para ser normal.
Me aproximei dele e segurei sua mão para que ele se sentisse um pouco mais tranquilo, apesar de que talvez isso não ajudasse, porque eu que estava embaralhando a cabeça dele daquele jeito.
Enquanto eu segurava mão, olhei em seus olhos azuis e tomei para mim um pouco daquela insegurança que ele tinha e senti que ele ficou mais tranquilo, nos segundos que demorei para me conectar com Anthony, Elfonso e Isabelfa providenciaram um lugar para Anthony se sentar, mas fizeram um pouco mais que isso. Elfonso fez duas cadeiras e uma mesa brotarem dos galhos da árvore e isabelfa os enfeitou com várias flores e pôs à mesa manjar turco, macaroons, pães de queijo e suspiro. De onde ela tirou aquilo? Não sei. O que importava é que ela acertou em cheio, desde criança o Anthony fica com fome quando fica nervoso. O único erro dela foi colocar só um prato salgado, ele nunca foi muito de doces.
Me sentei com ele e enquanto ele comia eu explicava.

VOCÊ ESTÁ LENDO
Conexão Imaginária
Romancea história de amor de um garoto com muita imaginação. [leia o prólogo como se fosse uma sinopse]