CAROLYNA POV.
- Se cuidem ok? Nós vamos ligar assim que chegar então é melhor atenderem. E cuidem da Carolyna por favor! - Acho que Adriana já havia repetido aquilo umas cinco vezes desde que desceu com as malas. Eu estava achando engraçado sua preocupação com os filhos sozinhos em casa.
- O táxi chegou. - Mike avisou e então eles entraram no táxi, indo embora em seguida.
- Graças a Deus meu pai. - Priscila resmungou fechando a porta e eu ri baixinho, fui em direção ao sofá e me sentei. - O que vocês vão fazer hoje? - Ela olhou para Rafael e Ananda.
- Eu vou ficar no quarto jogando vídeo game.
- Lê-se batendo punheta. - Priscila revirou os olhos, arregalei os meus sentindo meu rosto corar, ela falava essas coisas com tanta naturalidade.
- Não queima meu filme! - Ele gritou indignado.
- Como se você tivesse chance. - Ananda gargalhou, olhei-os sem entender. - Enfim, vou sair com a minha amiga, vamos ao cinema. - Deu de ombros.
- Você quer fazer alguma coisa? - Priscila perguntou para mim, sentando-se ao meu lado.
- Eu?
- É, já sei! Vou te levar para o shopping e nós vamos comprar váriassss roupas para você. - Ela sorriu animada.
- Não precisa disso, Priscila. - Neguei com a cabeça, eu não queria que eles gastassem dinheiro comigo.
- Fala sério, você gosta de usar minhas roupas? Eu vejo na sua cara que você odeia esse preto todo. - Ela riu e eu corei, eu deixava tanto na cara? Não era que eu não gostasse, mas eu achava muito mórbido.
- Mas...
- Nada disso, vamos nos arrumar. - Ela se levantou e me puxou pelo braço, olhei para Ananda pedindo ajuda mas ela apenas riu e negou com a cabeça, eu estava ferrada!
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- Aqui! - Priscila me puxou com força até me fazendo quase cair, arfei me recompondo e andei atrás dela entrando na loja, deixei Priscila escolher tudo, as poucas que eu lhe mostrava ela fazia careta então vi que não tinha um bom gosto, ela com a ajuda da vendedora foi pegando várias peças, eu estava assustada, porque eu teria que vestir tudo aquilo.
Demorou quase uma hora para ela se dar por satisfeita e me mandar para o provador, eu provei primeiro uma blusa branca que deixava minha barriga à mostra e uma calça também branca que estava um pouco curta, mas dei de ombros, sai para mostrar para Priscila e ela disse que ficou perfeito, me mandando separar, quando voltei vesti uma calça preta, uma blusa igual a outra mas preta e com um detalhe branco na gola, e um blazer preto. A terceira foi também uma blusa curta só que com mangas, não existiam mais blusas sem mostrar a barriga? A calça era branca mas tinha um rasgo no joelho. A outra foi uma calça preta de couro com uma blusa que mostrava também a barriga preta lisa e uma jaqueta verde por cima.
Também provei uma calça preta com um 'cropped' foi o que a Priscila chamou, ele era meio transparente e brilhante, mostrava meu sutiã. Um cropped amarelo com mangas e uma calça jeans escuro, a outra calça era clara e tinha vários rasgos até a coxa, com uma blusa parecida com a antiga só que cinza. Eu estava morrendo de cansada já mas era a última, era uma calça jeans e uma blusa de seda azul com mangas, Priscila mandou eu colocar ela enfiada na calça que ficava melhor, ela ainda me fez comprar roupas básicas como camisetas, regatas, leggings, shorts, pijama e sim, ela me fez comprar roupa íntima, eu nunca fiquei tão envergonhada em escolher cuecas e sutiãs na minha vida, só então finalmente saímos da loja com todas essas roupas em sacolas.
Passamos numa loja de sapatos e compramos uma sandália de salto alto bege, eu não sabia andar de salto mas Priscila prometeu me ensinar, compramos dois saltos pretos mas um era de fechar no tornozelo e o outro era sem, um Ai Force branco, um salto fechado com tiras o peito do pé todo, e um coturno preto, quando finalmente saímos dessa loja fomos comer, eu estava muito cansada, eu não sabia o quão cansativo era, e com certeza nunca mais viria com Priscila. Nós paramos num restaurante japonês e Priscila me prometeu que não era tão nojento quanto parecia, eu fiquei com um pouco de nojo quando comi o primeiro sushi mas depois fui gostando, eu praticamente colocava todo o shoyo neles, ficava melhor com ele. Quando terminamos de comer Priscila nos assustou dando um grito, eu olhei-a sem entender.
- Meu Deus, já são oito da noite. - Eu arregalei os olhos.
- Eu pensei que estávamos almoçando. - Olhei para os lados tentando achar alguma janela e no teto encontrei o céu aberto, estava escuro.
- Vamos embora. - Ela se levantou e eu a segui, peguei metade das sacolas e ela a outra metade, fomos em direção à saída do shopping.
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Christmas - Capri
FanfictionEra para ser apenas mais um Natal solitário, Carolyna já estava se acostumando a essa vida. Você pode dizer que não existe nenhuma ação altruísta hoje em dia, mas o que Michael Caliari fez parecer ter algum interesse? Isso é apenas uma adaptação, to...
