Capítulo 46

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CAROLYNA POV.

Dois meses depois.

Me sentei na cama assustada ao ouvir o som alto do meu celular tocando e coloquei a mão no peito pelo susto, tateei a cama tentando achar ele e atendi antes mesmo de ver a tela.

- Alô. - Murmurei grogue e cocei os olhos tentando ajustar minha visão embaçada.

- Tu tá dormindo ainda vagabunda? - Suspirei alto ao ouvir a voz de Malu, por que ela sempre faz isso?

- O que você quer agora, Malu? - Gemi me jogando de volta na cama.

- Primeiro que já são duas horas da tarde, nem dormindo você deveria estar, e segundo que hoje é o aniversário daquele ser invisível, queria saber se você vai aparecer na festa surpresa?

- Eu sei que hoje é aniversário dela. - Suspirei triste e olhei para meu criado mudo vendo uma foto nossa no porta retrato, eu sentia tanta falta dela.

- Chancho? - Malu me chamou cautelosa.

- Eu... vou. - Fechei os olhos com força.

- O QUE? AÍ MEU SHIPPER VAI VOLTAR ME SEGURA QU... oi Carol a Malu não vai poder falar no momento até mais tarde. - A voz da Vivi cortou o surto da louca da Malu e eu ri alto.

Fazia dois meses desde o baile e eu preferi me manter afastada, a reforma da escola também ajudou, todos os dias penso nela, penso em nós, tento me manter sã e pronta pra conversar com ela sobre tudo isso de uma vez mas sempre aparece na minha cabeça cenas daquela noite que me abalam ainda mais, sei que tenho que escuta-la mas é difícil quando tudo o que consigo enxergar é a visão dela e da Gabriela no banheiro.

Respiro fundo e deixo meus pensamentos de lado, levanto da cama sentindo todo meu corpo protestar mas sigo em direção ao banheiro, sorrindo ao ver Fred levantar sonolento da cama dele e vir atrás de mim bocejando, somos uma dupla de preguiçosos sem igual.

Algumas horas mais tarde com Malu mais controlada, ela me enviou o horário da festa e comecei a me arrumar para não chegar atrasada, me sentia nervosa por não saber o que vestir, o que falar, qual reação ter após três semanas sem vê-la, se vai ficar um clima estranho e eu vou acabar com a festa dela, tudo passava na minha cabeça a milhão mas tentei ficar calma e focar em me arrumar, porque precisava tirar essa cara de quem chorou por três semanas seguidas.

Eu não queria parecer nem muito desleixada e nem muito arrumada, esse nervoso todo sobre o que escolher para vestir me deixava uma pilha de nervos, acabei optando por ir pelo caminho mais simples e usar roupas confortáveis mas não tão desarrumadas. Coloquei um corset tomara que caia preto, não chegava a fazer calor já que o escudo era mais fino, uma calça de cetim preta e um tênis branco por fim. Amarrei meu cabelo em um coque mais solto e coloquei um brinco de argola, esse era o melhor acessório que existia para não ficar tão básica.

Após me checar mais de três vezes no espelho decidi sair de casa antes de desistisse, Malu me disse que todos deveriam estar lá até cinco e meia por ser o horário que ela iria buscar Priscila em casa, eu estava vinte minutos adiantada o que agradeci aos céus.

Peguei um táxi na entrada do meu prédio e fui em direção a casa da Malu, não demorou muito e já estava encarando a porta de entrada, estava nervosa e com medo de ter tomado a decisão errada, talvez seria melhor a gente se ver pela primeira vez em um local mais privado onde pudéssemos conversar? A ansiedade começou a me consumir mas antes que eu pudesse dar meia volta a porta abriu e Malu me puxou com tudo pra dentro, me fazendo gritar de susto.

- To te vendo pela câmera a mais de cinco minutos parada, parecia uma louca. - Malu riu me abraçando pelos ombros e me puxando para dentro da casa.

- Você tem câmera agora? - Perguntei confusa.

Christmas - Capri Onde histórias criam vida. Descubra agora