PRISCILA POV.
Eu estava em níveis incontáveis de tédio, além de estar sozinha em casa nenhuma das meninas queria vir até aqui ficar comigo, minha namorada estava trabalhando e eu jogada na cama olhando para o teto e tentando não morrer de tanto tédio.
Já era umas quatro horas da tarde e eu sabia que Carolyna largaria logo do trabalho, estava com dó de fazê-la vir até aqui só pra ficar comigo, sabia o quanto ela ficava cansada por ir direto do colégio pro trabalho. Resolvi espantar a preguiça e ir buscá-la hoje no trabalho, percebi que nunca tinha feito isso o que era bem insensível da minha parte, ela praticamente sempre me fazia surpresas.
Me arrumei bem rápido para não perder o horário de saída dela e fui até o hospital ansiosa, gostava de agradar Carol e mesmo fazendo uma pouca coisa dessas, sabia que arrancaria um sorriso lindo do rosto do meu neném, e isso já bastava o dia pra mim. Estacionei bem na entrada e esperei, pelo horário ela sairia a qualquer minuto e eu não estava errada, cinco minutos depois vi minha namorada atravessar a porta do hospital mexendo no celular, ela estava com uma blusa branca de manga curta e uma jardineira clara, eu amava quando ela se vestia assim toda jovenzinha, ficava linda.
- Precisa de uma carona? - Buzinei e aumentei a voz para ela escutar, ri vendo-a dar um pulo pelo susto mas logo abrindo um sorriso largo ao me reconhecer, era disso que eu precisava pra ter um dia maravilhoso. , Amor! O que está fazendo aqui? - Ela veio animada até o carro e eu senti minhas bochechas doerem pelo sorriso largo, eu a amava tanto!
- Vim te buscar, quero dar um passeio com a minha namorada. - Ela sorriu tímida e eu me derreti, puxei seu rosto levemente e biquei nossos lábios num selinho casto. - Linda. - Sorri vendo suas bochechas corarem.
- Pri, eu estava pensando em algo, acho que podíamos fazer agora. - Ela propôs mordendo o lábio inferior e eu arqueei a sobrancelha.
- O qué?
- Sabe, ainda vai demorar um pouco pra você se mudar lá pra casa e eu fico tão sozinha às vezes, eu estava pensando em adotar um gatinho. - Quase apertei suas bochechas com o bico manhoso que se formou enquanto ela falava.
- Quer ir dar uma passada lá? Eu te ajudo a escolher um. - Sorri, ficando animada com a ideia de um animalzinho para cuidarmos juntas, eu sempre quis ter um gato.
- Vamos!
Entramos no carro e eu dei a ela meu celular para pesquisar os lugares próximos de onde estávamos, ela achou um de dez minutos de distância então fomos direto nele, no caminho começamos a conversar sobre qual raça ela preferia, eu nunca tive uma raça preferida pra gato, acho que é questão de conexão, quando você olha para um animalzinho e sente um amor instantâneo por ele, não importa se é de raça cara, vira-lata, fêmea ou macho, e fiquei feliz por Carol pensar parecido, decidiríamos na hora.
Entramos no canil e fiquei feliz pelas condições serem boas, era bem limpo e organizado, tinha alas para idades diferentes de cachorros e gatos, como não sabíamos qual idade queríamos fomos começar pela de filhotes. Ao chegar eu quase desfaleci ali mesmo, eram tantos filhotinhos miando fraquinho ou apenas dormindo, fiquei apaixonada por todos, Carol não estava diferente, mas eu ficava triste a cada ala que passávamos, conforme as idades cresciam eles pareciam mais tristes, quietos, devia ser tão difícil para um animalzinho viver enjaulado e sem amor, eles nos olhavam com um olhar vago e eu senti que poderia chorar a qualquer momento, queria poder ter condições e tirar todos dali, mas não era fácil.
- Esses são os vira-latas, são os menos requisitados infelizmente. - A diretora do canil suspirou triste e nos deixou entrar na sala, eles começaram a miar na mesma hora que nos viram entrar e eu sorri fraco com isso, gatos eram tão amorosos.
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Christmas - Capri
FanfictionEra para ser apenas mais um Natal solitário, Carolyna já estava se acostumando a essa vida. Você pode dizer que não existe nenhuma ação altruísta hoje em dia, mas o que Michael Caliari fez parecer ter algum interesse? Isso é apenas uma adaptação, to...
