PRISCILA POV.
- M-Mãe não é nada disso que você está pensa... - Tentei falar mas o que recebi foi uma porta fechada na cara, eles saírem sem falar nada, eu to muito fodida.
- Eles vão me expulsar daqui... Meu Deus, foi bom te conhecer eu nunca vou te esquecer adeus. - Carolyna como sempre dramática, tentou sair do quarto mas eu a segurei rindo, meus pais não iriam expulsar ela, no máximo nos constranger com uma conversa séria.
- Para de besteira, Benzinho. - Encostei nossos corpos e abracei-a bem apertadinho, ela suspirou fraco e me apertou de volta, sentia muito bem algo cutucar meu quadril mas resolvi não falar nada para não constrangê-la, tadinha só um beijo já fica assim, imagina outra coisa.
- Eu estava esperando eles chegarem de viagem para falar sobre alguma oportunidade de emprego mas agora eu estou com medo de olhar para eles. - Ela sussurrou e eu ri afastando o rosto para olhá-la, a bichinha estava mesmo com medo.
- Eles no máximo só vão querer conversar com a gente ok? Pôr limites, essas coisas. - Dei de ombros e ela assentiu, ainda hesitante. - Agora... hum, a gente pode nunca mais falar daquilo? - Olhei-a quase suplicando e ela franziu o cenho, até entender o que eu dizia e assentir rapidamente, sorri agradecida, eu deletaria aquele vídeo imediatamente.
Desci as escadas com cuidado, olhando para a sala e vendo se não tinha ninguém, suspirei aliviada e me virei para Carolyna dando passo livre, nós corremos até a cozinha e sorrimos vitoriosas. Talvez nós estamos tentando evitar meus pais o dia todo, mas chegou uma hora (no caso agora) que já é de noite e eu não aguentou mais a fome, provavelmente eles devem estar no quarto.
- Você quer comer o que? - Perguntei ainda com a cabeça enfiada no armário e Carol disse qualquer coisa, a única coisa ali que eu sabia fazer era macarrão então tinha que ser isso mesmo. Levantei a cabeça já com o pacote de macarrão em mãos e me virei para Carol, senti minhas bochechas corarem ao perceber que ela estava olhando minha bunda, safada! - A vista é boa? - Cruzei os braços fingindo seriedade e Carolyna pulou no lugar parecendo sair do transe e me olhou vermelha, prendi a risada e me virei ou eu riria dela.
- Desculpa! - Ela pediu afobada e eu não aguentei e gargalhei, as reações dela quando era pega fazendo algo que não podia' eram engraçadas, ela ficava morta de vergonha.
- Eu estou brincando, pode olhar a vontade. - Pisquei rindo e ela arregalou os olhos, virei para a pia e enchi a panela de água.
Deixei a água no fogo com sal e óleo e voltei para perto de Carol abraçando-a novamente, eu estava ficando seriamente viciada em seus abraços mas não conseguia me segurar, eu amava ter seus braços ao meu redor e seu cheirinho de sabonete de morango sempre me deixando relaxada, ainda mais ouvindo seu coração batendo calmamente.
- Você parece um coala, sempre agarrada. - Ela riu baixinho e eu a acompanhei, o engraçado era que quando Carol me abraçava ela que era o coala, ela se pendurava no pescoço e colocava as pernas em volta de mim, eu amava esses abraços.
- Benzinho... - Chamei-a num sussurro após alguns minutos e ouvi seu som nasal. - Você quer sair na sexta? - Perguntei ainda com o rosto enfiado em seu pescoço, eu estava com vergonha, porque eu nunca chamei alguém para sair, era ao contrário sempre.
- Claro Pri. Vai chamar as meninas?
- Não, é tipo um... encontro. - Ela ficou em silêncio me fazendo ficar ansiosa por sua reação, tirei o rosto do seu pescoço e ela me olhou com as bochechas coradas, não pude deixar de sorrir.
- U-Um encontro? - Ela gaguejou e eu senti vontade de apertar aquele rosto e encher de beijinhos, ela ficava linda nervosa.
- Uhum, eu levo você para algum legar legal, a gente come, conversa, beija. - Sussurrei arrancando-lhe um selinho e ela sorriu. - Você quer?
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Christmas - Capri
FanfictionEra para ser apenas mais um Natal solitário, Carolyna já estava se acostumando a essa vida. Você pode dizer que não existe nenhuma ação altruísta hoje em dia, mas o que Michael Caliari fez parecer ter algum interesse? Isso é apenas uma adaptação, to...
