Copa do Mundo, 2022.
Camila é apaixonada por futebol, e se vê maravilhada quando recebe o convite do Cazé Tv para cobrir os jogos no Qatar.
Assistindo ao segundo dia, ela se empolga ao comentar em seu Twitter sobre a aparência de um dos jogadores d...
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📍Rio de Janeiro, RJ 11 de novembro 2022, 17:58PM
Meu telefone vibra no bolso da calça sem parar, e eu respiro fundo tentando me mover no aperto que está o ônibus. Olho brevemente pela janela e aperto o botão pedindo a próxima parada.
Inferno de vida viu. Deus que me perdoe, mas ninguém merece andar em um ônibus cheio em plena sexta-feira.
Assim que o ônibus para, sou obrigada a empurrar quem eu vejo pela frente a fim de descer do ônibus antes que ele me arraste junto. E só quando piso o pé no chão e vejo o ônibus começar a se movimentar, eu posso respirar fundo alcançando o celular no bolso.
Há três chamadas perdidas de um mesmo número, que inclusive é desconhecido. Para minha infelicidade não tenho crédito para retornar e então terei de esperar essa pessoa me ligar novamente para saber do que se trata.
Ajeito a mochila no ombro, guardo o celular e começo a caminhar em direção a minha casa. Agradeço mentalmente pela rua estar movimentada apesar da caminhada de menos de dez minutos do ponto de ônibus até minha residência.
Aperto a campainha duas vezes seguida indicando que sou eu, e espero por minha mãe que logo em seguida destranca o portão.
— Oi mãe — digo passando pelo portão, beijando sua bochecha e retirando o tênis logo em seguida.
— Oi querida, como foi hoje? — ela pergunta, entrando na casa.
— Atividades, trabalhos, apresentações, nada fora do comum — dou de ombros, entrando também e largando a mochila no sofá que está muito bem arrumado.
— Mochila no seu quarto mocinha, já viu como a casa está limpa e organizada? — ela pergunta e eu dou um meio sorriso pela chamada. Retiro a mochila da sala e a ponho no ombro novamente. — Vai tomar banho, daqui a pouco vamos jantar — ela diz e eu assinto com a cabeça. Subo as escadas pacientemente e me digiro até meu quarto, que tem um cheirinho maravilhoso de limpeza.
Deixo a mochila na cadeira que tem de frente para a mesa de estudos, e começo a retirar a blusa e a calça cargo bege. O celular começa a vibrar incessantemente, indicando a chegada de notificações e eu o ponho em cima da cama.
Me aproximo do guarda roupa e separo um conjunto de pijama folgado e uma calcinha de tecido leve, deixando em cima da cama. Ao caminho do banheiro, retiro as peças íntimas e prendo o cabelo num coque frouxo e rápido apenas para não molhar.
Meu banho dura um pouco mais de trinta minutos, uma demora mais que o habitual, mas só porquê hoje eu estou precisando mais do que nos outros dias. Me arrumo rapidamente, passando um pouco de creme hidratante no corpo e um batom de cacau nos lábios.
Ouço conversas altas e animadas no andar debaixo e suponho que meu pai e irmão já tenham chegado para o jantar. A rotina aqui é em casa é uma loucura só.