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O jogo de tênis tinha acabado e como eu não pude recusar o convite do Alfa, fomos até outra parte daquele clube para tomar o famoso chá da tarde. O lugar era muito agradável, era um pequeno restaurante que tinha uma vista para um jardim muito bonito.
O alfa fez o pedido de várias guloseimas e para mim, aquilo era quase igual um banquete. Eu passei meu olhar pelo seu rosto, e apesar de estar um pouco vermelho por causa do esforço no jogo, ele estava ainda mais bonito.

— Tem dois tipos de chá, qual prefere? — ele perguntou e eu olhei para a mesa.

— Qual você me sugere? — eu perguntei e ele sorriu.

— Esse aqui, é o meu preferido! Posso? — eu assenti e ele me serviu.

— Obrigado!

— Então, você gostou do jogo? — ele perguntou e eu tomei um pouco do chá.

— Sinceramente, eu não prestei muita atenção, na verdade eu não estava entendendo muito bem, só olhava quando Jimin dava os gritos dele.

— Pelo o que percebi, o seu celular estava mais interessante. — Eu dei um sorriso tímido lembrando do que Jimin me falou.

— Eu estava respondendo algumas mensagens. — ele tomou um pouco de chá e me olhou.

— Por acaso, eu vi as suas fotos nos outdoors da cidade. — eu assenti e peguei um biscoito.

— Posso saber o que você achou das fotos? — ele sorriu.

— Um trabalho incrível.

— Obrigado! Eu estou muito satisfeito com resultado do trabalho. — eu comi um pedaço do biscoito e estava muito bom. — Hmm, que delícia.

— Sim, são deliciosos mesmo. — ele pegou um biscoito e comeu um pedaço. — Eu fiquei realmente surpreso em te encontrar aqui.

—  Eu também, não sabia que você estaria aqui. — ele me olhou com atenção.

—  Eu já terminei todos os encontros...— ele falou e eu fingir não está curioso.

—  Interessante! Como foi para você?

— Nenhum supera o nosso encontro! — eu tomei outro gole de chá. — Aliás, eu propus a sua ideia ao meu avô e ele concordou.

—  Que bom. Mas e você, o que achou dessa idéia? — Agora eu peguei o garfo e peguei um pedaço de bolo.

— Vai ser interessante. Eu gosto de conhecer pessoas.

— Entendi, isso significa que se você não arrumar um omega, pode arrumar um amigo. — ele me olhou por alguns segundos e concordou.

— Sim. Melhor casar com um amigo do que com um desconhecido.

— Existe a possibilidade de não haver casamento? — ele me olhou e colocou seus braços sobre a mesa.

— Sinceramente, não! Estou definitivamente encurralado. — ele falou de um jeito triste.

—  É o preço que se paga por deixar as rédias da sua vida nas mãos de outra pessoa.

— É verdade. Mas eu já tomei uma decisão. Inclusive eu já comuniquei ao meu avô, eu caso assim como ele quer, mas será a última vez que ele decide algo sobre a minha vida.

— E o que ele falou?

— Ele concordou, disse que com o casamento eu ia amadurecer muito e um dia ele ia entender porque ele estava agindo assim.

—  Ele pode estar fazendo isso com a melhor das intenções, porém, aínda assim é errado.

— Embora o nosso encontro tenha sido muito bom, eu ainda não escolhi ninguém. — ele falou de repente.

Um Omega Para O CEO Onde histórias criam vida. Descubra agora