SOMETHING IN COMMON

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   Catarina

Observo as paredes brancas com detalhes verdes do consultório do CT do Palmeiras, esperando pela minha consulta marcada com fisioterapeuta.

Essa ideia surgiu em um café da manhã depois do evento do Paulistão, vindo do meu pai que tinha apenas boas intenções.

Confesso que não estava totalmente confortável em estar aqui sendo que tenho uma equipe com os melhores profissionais no ramo do tênis.

Entretanto, fico empolgada com ideia de estar novamente no centro de treinamentos, assim poderia pedir para o uruguaio parar de me oportuna com suas mensagens idiotas.

Ele é um atleta, não fazemos isso.

Para minha infelicidade, a porta foi aberta pelo lateral esquerdo que abriu um sorriso largo quando seus olhos caíram sobre o meu corpo.

— Nova contratação do verdão? — ele perguntou, fechando a porta ainda mantendo seu olhar fixou em minha direção.

— Nem nos seus sonhos mais sombrios, Joaco. — digo, ele gargalhou.

— O que faz aqui? — ele perguntou, sentando na maca ao meu lado.

— Em busca de uma visão nova de outro médico. — digo, dando os ombros.  — O meu pai insistiu e aqui estou sendo atormentada por você.

— Vamos fingir que você não gosta da minha presença. — ele disse, em tom de voz sarcástico.

— Realidade é dura, querido? — pergunto, ele revirou os olhos. — E você, o que está fazendo aqui?

— Terminei o meu treino individual e também tenho uma consulta com Fred. — ele disse, encarando os meus lábios. — Ainda está doendo?

Talvez tenhamos ficado trocando mensagens depois da festa no domingo, por isso acabei comentando sobre algumas dores na região do pulso.

— Não muito. — digo, mordendo lábios. — Ansiosa para tirar esse gesso.

— O que? ele é o seu charme. — ele disse, em seu tom de voz cabisbaixo.

— Achei que era o vestido, querido. — digo, relembrando da sua fala na festa.

— Menti, eu sou um tarado em gesso. — ele disse, me fazendo gargalhar alto.

— Quando eu tirar ele, vou te entregar de recordação. — digo, ele franze a testa.

— Não tem graça sem você nele, cariño. — ele disse, me olhando seriamente.

— Piquerez, como conseguiu meu número? — pergunto, me sentindo intimidada com seu olhar.

— Catarina, tenho minhas fontes. — ele disse, com sorriso de canto. — O que vai fazer mais tarde?

— Provavelmente ler e assistir séries com as meninas. — digo, dando os ombros.

— Podemos ir comer comida japonesa, o que acha? — ele perguntou, com um sorriso travesso em seu rosto.

— Não saiu com atletas. — digo, em tom de voz mais firme.

— Só estou te convidando como um amigo. — ele disse, formando um bico fofo em seus lábios. — Você não conhece ninguém além da sua família aqui, já passei por isso antes.

— Não é um encontro. — digo, ele riu.

— Temos algo em comum, Catarina. — ele disse, levantando da maca ficando no meio das minhas pernas. — Eu não namoro ninguém.

— Sério? — pergunto, ele balançou a cabeça me encarando. — Eu gosto de namorar, ter alguém para beijar, andar de mão dadas, dormir noite inteira e ainda sexo toda hora.

Novamente, ele tinha ficado colado comigo em segundos, sua respiração quente batia em meu rosto junto com seu olhar que descia entre meus olhos e boca.

Que homem atraente...

— Menos com atletas? — ele perguntou, saiu como um sussurro.

— Exatamente, jogador. — resmungo, ele retirou os fios rebeldes do meu rosto ainda me dando aquele olhar de molhar a calcinha.

— Uma pena, eu sou muito bom em tudo isso, principalmente na última parte. — ele disse, se afastando bruscamente. — Te pegou às 19:00.

Ele tinha sumido de vista me deixando com minha respiração desregulada e alguns pensamentos impuros.

Relembro a razão de ter criado essa regra, não podia quebrar por um desejo idiota.









NOTAS:

O que estão achando?
estão gostando?
acho uma gracinha a relação deles
Comentem bastante e curta os capítulos!!!

sigam o perfil da cate: caterinaferreirag

THE ARCHER - JOACO PIQUEREZHistórias para pegar e não largar. Descubra agora