I AM A PROBLEM

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  Joaco Piquerez

Após ganharmos um clássico fora de casa com direito a pancada na cabeça, a minha mente só conseguia pensar em encontrar com a portuguesa mais rápido possível, alguns dias sem sua presença e me sentia um completo estranho, é um fato que ela tem dominado a maioria dos meus pensamentos durantes esses três meses.

Estaciono o carro de frente Lounge Tennis, no endereço que a tenista tinha me enviado quando depois da partida perguntei se podíamos nos encontrar.

O lugar estava completamente vazio, tranco o carro e sigo caminho para a entrada do local.

— Ela está te esperando, senhor Piquerez. — porteiro disse, ele abriu a porta dando um sorriso em minha direção.

— Obrigado.

Escuto os barulhos do tênis rugindo quadra, ela está treinando no meio da noite.

Quando eu era mais novo acompanhava mais o esporte, admirava Roger Federer e a mentalidade do Nadal, assim que fui ficando mais velho perdi um pouco do interesse, entretanto sabia muito bem quem era Catarina Ferreira. Aliás, era quase impossível não saber quem era ela. O mundo inteiro gostava da sua elegância parecida com a de Federer e a postura da Serena Williams. Assim que a tenista começou a ganhar títulos em uma enorme facilidade, parecia determinada a ser a maior da história, por contar sua força e mentalidade não iria demorar muito para acontecer.

Me sinto nervoso cada vez que o barulho aumenta, coloco minhas mãos nos bolsos da calça para não transparecer minha ansiedade em vê-la. De longe, consigo observar sua intensidade em cada jogada, seus fios loiros presos no topo da cabeça, a roupa preta da Nike e a pele brilhando por conta do suor.

— Seu amigo chegou. — treinador disse, quando ela finalizou a última jogada.

— Não queria interromper vocês. — digo, culpado.

Catarina me olhou brevemente com um sorriso estampado em seu belo rosto, logo em seguida se virou pegando uma toalha no banco.

— Ele já estava ansioso para ir embora, Joaco. — ela disse, limpando seu rosto.

— Estamos aqui desde 20:00, criança. — Antonelli disse, mordo meus lábios para não rir da cena deles. — Como seu amigo chegou, essa é minha hora de partir.

— Amanhã às 7:00? — ela perguntou, ele apenas acenou com cabeça positivamente, pegando suas bolsas e colocando no ombro para ir embora. — Boa noite, Matteo.

— Boa noite para você dois também. — treinador disse, seguindo caminho até a saída.

— Dois treinos em um só dia? — pergunto, aproximando da tenista que estava sentada no banco descansado.

— Estou tentando pegar o ritmo. — ela disse, dando ombros. — Seu nariz está melhor?

— Sim, foi apenas um sangramento rápido. — digo, ela me deu aquele seu típico olhar que tinha desejo misturado com curiosidade.

— Não pareceu um sangramento rápido na hora. — ela disse, seriamente. — Sentiu dores de cabeça?

Nego com a cabeça, ficando parado em sua frente enquanto ela me encarava descaradamente.

— Estou bem, Kika. — digo, em tom de voz mais firme. — O que você achou do jogo?

— Você está jogando muito bem, auxiliando time e garantindo pontos. — ela disse, dando os ombros.

— Está falando igual o seu pai. — digo, ela revirou seus olhos.

— Você é um idiota. — ela resmungou, puxando delicadamente minhas mãos para me sentar ao seu lado.

— Senti sua falta, cariño — admito, olhando em seus olhos fixamente.

— Foram apenas três dias fora, Joaco. — ela disse, coloco uma das minhas mãos em seu rosto alisando de forma singela. — Eu também senti.

Encaro alguns detalhes do seu rosto completamente hipnotizado pela sua beleza rara, sinto meu coração palpitar apenas por estar ao seu lado.

Inferno, eu gostava dela.

Eu não tenho muito tempo, cariño. — sussurro, inclinando o meu rosto para beijar seus lábios.

— Não? — ela perguntou, entre meus lábios.

— Tenho um voo daqui algumas horas, corazón. — digo, ela desceu seu olhar para minha boca. — Maldita hora em que me viciei em você.

Impaciente como eu era, não espero uma resposta esperta da jogadora, grudo os meus lábios nos seus, em outro beijo intenso, sua língua disputava com a minha na procura de espaço e domínio, entretanto consigo conduzir o beijo de uma forma que ela me deixei tomar todo controle.

Seguro seu corpo colocando em meu colo, desço minha mão para sua bunda volumosa e a outra para cintura apertando algumas vezes ao decorrer do beijo.

Era incrível como essa mulher despertava todos meus piores instintos.

{...}

Depois que fomos expulsos do clube de tênis pelo senhorzinho simpático da entrada, decidimos passar no drive thru já que nós dois estávamos com bastante fome.

Encosto o carro em uma rua aleatória para comermos tranquilamente.

Observo portuguesa encostada na porta do veículo comendo suas batatinhas fritas com seus pés por cima das minhas pernas. Estávamos em silêncio agradável depois de conversamos sem parar sobre os últimos acontecimentos nestes dias que passaram.

— Posso perguntar algo? — pergunto, ela assentiu. — Por que está aqui?

— No seu carro? — ela perguntou, em tom de voz brincalhão.

Conhecendo a portuguesa melhor que ninguém, sabia que ela usava apenas esse tom quando estava na defensiva, era nítido como odiava demonstrar fraqueza de alguma forma.

— Kika.

— Se eu voltasse para casa, teria que encarar olhares de pena. E ir para Portugal, estava fora de cogitação pois não aguentaria minha mãe com seus comentários críticos a cada passo que dou. — ela disse, soltando um suspiro alto.

— Desculpe tocar nesse assunto. — digo, arrependido.

— Está tudo bem. — ela disse, pensativa. — Sinto vontade de conversar com você sobre esses assuntos.

— Não estava falando da boca para fora, sobre você se segurar em mim. — digo, entrelaço nossos dedos.

— Piquerez, pelo seu próprio bem. Quanto antes você puder se afastar de mim, é melhor. — ela disse, franzo minha testa.

— Cariño, todos nós temos problemas. Alguns tem familiares, outros românticos ou até mesmo mentais, o caso é não deixar isso ser a única coisa de nossas vidas. — digo, enquanto ela me encarava com aqueles pares de olhos azuis. — Eu sigo um lema: se isso não vai fazer diferença daqui a quatro anos, então não devo me importar ao ponto de não aproveitar a vida.

— Se fizer diferença? — ela perguntou, sua voz saiu mais baixo do normal.

— Pediria ajuda, não tem coisa pior do que passar por certas coisas sozinho. — digo, honesto.

— Eu sou literalmente um enorme problema, isso não te assusta? — ela perguntou, conseguia sentir sua insegurança em seu tom de voz.

— Nunca te contei que quase fui físico, né? — pergunto, ela riu. — Estou falando sério, sou bom em matemática, gosto de resolver problemas.

— Você está impossível.

— Sendo bem sincero para eu me afastar de você, nem o seu pai ameaçando tirar minha titularidade. — digo, ela riu. — Estou falando sério, Kika.

— Eu te odeio muito. — ela disse, inclinando seu rosto em uma tentativa de roubar selinho, entretanto segurou seu rosto forçando ela olhar para mim.

Eu te achei, cariño. — sussurro, olhando em seus olhos que brilhavam por conta das lágrimas. — Não pretendo ir embora nunca mais, pode confiar.










NOTA:
COMENTEM POR FAVOR!!!!
comentários me ajudam fazer mais capítulos...

THE ARCHER - JOACO PIQUEREZHistórias para pegar e não largar. Descubra agora