18. A CAÇADA

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UM POR UM, ELES SAÍRAM DA FLORESTA, separados uns dez metros um do outro. O primeiro homem na clareira recuou de imediato, permitindo que o segundo tomasse a frente, orientando-se pelo homem alto de cabelos escuros que claramente parecia ser o líder do bando. O terceiro membro era uma mulher; desta distância, só o que pude ver foi que ela era absurdamente linda.

Cerraram fileira antes de continuar cautelosamente em direção à família de Lauren, exibindo o respeito natural de um bando de predadores ao encontrar um grupo maior e desconhecido de sua própria espécie.

À medida que se aproximavam, pude ver como eram diferentes dos Jauregui. Seu andar era como o de um felino, um caminhar que parecia constantemente prestes a mudar para o rastejar. Vestiam roupas comuns de mochileiros: jeans e camisas informais de tecido pesado e impermeável. Mas as roupas estavam puídas pelo uso e eles estavam descalços.

Os três estrangeiros mantiveram seus olhos penetrantes parados cuidadosamente na atitude mais educada e cortês de Henry que, ladeado por Dinah e Troy, avançou atentamente para encontrá-los.

Sem nenhuma comunicação aparente, cada um deles se endireitou numa postura mais despreocupada e ereta. O homem na frente era sem dúvida o que mais chamava a atenção, a pele embora morena possuía a palidez típica, o cabelo de um preto acetinado presos em dreads. Era de estatura mediana, musculoso, é claro, mas nada parecido com a força de Dinah. Abriu um sorriso tranquilo, expondo um lampejo de dentes brancos cintilantes. A mulher era mais impetuosa, os olhos vagando incansavelmente entre nós, o cabelo caótico vibrando na leve brisa. Sua postura era distintamente felina. O segundo homem pairava atrás deles sem atrapalhar, mais magro do que o líder, o cabelo loiro e as feições comuns sem revelar nada. Seus olhos, embora completamente imóveis, de algum modo pareciam os mais vigilantes.

Os olhos também eram diferentes. Nem dourados nem pretos, o que eu esperava, mas de um vinho profundo que era perturbador e sinistro.

O homem de cabelos pretos, ainda sorrindo, aproximou-se de Henry.

— Pensamos ter ouvido um jogo — disse ele num tom relaxado, com um leve sotaque francês. — Meu nome é Ty, estes são Megan e Machine. — Ele gesticulou para os vampiros atrás dele.

— Sou Henry. Esta é minha família, Dinah e Troy, Normani, Gal e Ally, Lauren e Camila. — Ele nos apontou como grupo, deliberadamente sem chamar a atenção para cada um de nós.

Senti um choque quando disse meu nome.

— Tem vaga para mais alguns jogadores? —  perguntou Ty socialmente.

Henry acompanhou o tom amistoso de Ty.

— Na verdade, estávamos terminando. Mas certamente nos interessaríamos, em outra ocasião. Pretendem ficar na área por muito tempo?

— Nós vamos para o norte, mas ficamos curiosos para ver quem estava nos arredores. Não encontramos companhia há muito tempo.

— Não, esta região em geral é vazia, a não ser por nós e visitantes ocasionais, como vocês.

O clima tenso lentamente se amenizava em uma conversa despreocupada; imaginei que Troy estivesse usando seu dom peculiar para controlar a situação.

— Qual é sua área de caça? — perguntou Ty casualmente.

Henry ignorou o pressuposto por trás da indagação.

— A área do Olympic, aqui, a área costeira de vez em quando. Mantemos residência permanente aqui perto. Há outra base permanente como a nossa perto de Denali.

Ty ficou um pouco surpreso.

— Permanente? Como conseguem isso? —

Havia uma curiosidade sincera em sua voz.

Twilight - CamrenHistórias para pegar e não largar. Descubra agora