Aterrissei na parede dos alojamentos da VISIONS, vejo uma janela perto de mim e percebo que está destrancada, primeiro avalio o quarto antes de entrar para não acabar sendo pega por invasão, depois que percebo que o local estava vazio, aproveito para ir até o banheiro e tirar meu uniforme para voltar a sala.
Depois de um pouco de dificuldade para tirar aquele traje, já que collant não era nada fácil de sair, abro a porta vendo se não há ninguém perto para perceber minha presença, não há ninguém no corredor, fecho a porta e saído correndo para chegar sem que meus pais suspeitasem.
Estava quase chegando só tinha que virar o corredor ir direto para sala, mas assim que viro quase sou atropelada por alguém, mas sou ágil o suficiente para desviar, olho pronta para dar um sermão em quem seja a pessoa, até perceber que era meu irmão que para em minha frente.
_ Miles, onde você tava? Tá atrasado, e muito mano. Digo observando o garoto agachado tentando recuperar o fôlego pela corrida.
_ Eu sei, eu sei, acha que tão muito bravos? Ele pergunta para mim se referindo a nossos pais.
_ Dizer que a mame está brava seria um eufemismo. Respondo com toda a sinceridade que possa transmitir, ele suspira pesado reunindo toda coragem que ainda resta em si indo em direção da porta da sala e o sigo.
Assim que chegamos perto da porta podemos ouvir aquela senhora falando sobre Miles e seu provável futuro se continuasse chegando na hora errada.
_ Não dá para ter as duas coisas a o mesmo tempo. Diz a senhora e logo em seguida a porta é aberta por Miles e eu.
_ Só num universo paralelo. Responde Miles se referindo a fala da senhora.
_ Miles. E repreendido por nossos pais.
_ E ele gosta de comédia. A senhora continua.
Derrepente meu celular começa a tocar, peço licença e saio novamente da sala que eu acabará de entrar.
_ Alô, quem me perturba? Pergunto
_ É a sua consciência, faz um tempo que a gente não bate um papo. Responde, eu reconheço aquele voz de longe.
_ O que foi Vicente? Tô no meio de um lance aqui. Vicente era meu colega de trabalho, podia até chama- lo de amigo se as vezes ele não fosse uma irritação inevitável.
_ Tendi, então desmarca porque o chefe tá querendo aquelas fotos que você disse que tinha para agora e ele também quer mais fotos sobre aquele tal de homem aranha. Mordo meu lábio e bufo, eu trabalhava como fotógrafa para um jornal local, o salário não era muito mas pelo menos era alguma coisa.
_ Chego aí em sete minutos. Respondo
_ Beleza, tchau. Ele desliga o telefone, passo a mão pelas minhas tranças um pouco estressada, e demais pedir uma folga? Entro novamente na sala.
_ Eu vou ter que ir embora agora, meu chefe precisa das fotos que tirei pra hoje.Aviso aos meus pais.
_ Ele poderia te cobrar um valor justo por isso, você tem trabalhado tanto. Diz meu pai.
_ O Sidney? Que isso, ele me paga um valor justo. Digo com sarcasmo na voz.
_ Tanto faz, tome cuidado por aí tá bom? Pronuncia minha mãe.
_ Belê, volto mais tarde para o churrasco no prédio. Digo correndo para fora do prédio para conseguir chegar a tempo no trabalho.
_ Olha só, achei que não fosse chegar no horário. Diz Vicente assim que me vê entrando pela porta principal com minha câmera e pasta de fotos na mão, ele estava sentado na sua cadeira que ficava em sua mesa.
O visual do Vicente nunca muda, ele sempre vestia uma camisa branca social, o mesmo relógio que parou de funcionar a anos, seus cabelos cacheados eram uma bagunça de uma forma bonita, ele preferia dizer que seu cabelo era assim por conta dele ser livre e selvagem, ele também usava sempre uma calça jeans preta.
_ Você me subestima. Ele levanta as mãos em sinal de rendição.
_ Morales, para minha sala agora. Escuto meu chefe gritar de longe para mim assim que me vê, vou em direção a porta de correr de vidro, me sento em uma cadeira em frente a sua mesa.
_ Onde estão as fotos que disse que iria me entregar e até agora não estão aqui? Ele pergunta sem nem olhar para mim, ele estava concentrado em algo em seu laptop, engulo seco a vontade mandar ele para um lugar específico, abro minha pasta tirando umas nove fotos de dentro dela e o entregando, ele parece examinar meu trabalho.
_ Lhe- dou 150 dólares. Ele oferece
_ Não, é muito pouco e sem querer me gabar, as fotos são de ótimas qualidades. Retruco
_ Pois é, mas quem precisa do dinheiro é você, eu posso arrumar outro fotógrafo. Ele diz, apenas lhe envio um sorriso debochado.
_ Eu também posso encontrar outro jornal, pela qualidade das fotos tenho certeza que eles podem me oferecer um valor melhor. Ele me encara com ódio.
_ 500 nada mais, nada menos e quero também que tire fotos da celebridade mas falada do momento o homem aranha. Ele oferece, reviro sutilmente os olhos pelo o fato de ninguém lembrar que existe uma mulher nesse cargo de herói.
_ Feito, com licença. Digo saindo, já tinha resolvido tudo alí no jornal, enfrente do prédio ficava uma confeitaria,vou até lá comprar alguns doces para o churrasco no terraço do prédio para comemorar que meu pai foi promovido para capitão da polícia.
Saio da loja com umas duas caixas cheias dos doces favoritos do meu pai, pego um metro para voltar para casa, assim que chego vou direto ao terraço onde já estava ocupado por parentes e amigos da família, comprimento algumas pessoas no caminho até a mesa onde deixo as caixas com os doces junto de outras comidas.
Nesse meio tempo que eu estava lá jogo cartas com as crianças que estavam lá, converso com algumas pessoas, percebo que minha mãe está procurando Miles, onde esse garoto se meteu dessa vez?
Tento ligar para o Miles mas caí na caixa postal, escuto algumas pessoas gritarem repetidamente " discurso, discurso" e vejo o microfone na mão da minha mãe, aí não.
Minha mãe se atrapalhava pra falar, do nada ela começa a falar sobre quantos quilos meu pai tinha quando nasceu, meu pai vai até ela evitando que ela espalhe mais informações, agora era ele que fazia o discurso, sinto meu peito queimar quando ele menciona o tio Aron, olho para o muro de tijolos um pouco acima vendo a pixação que eu e o Miles com a ajuda do nosso pai fizemos em homenagem a ele, aquela tinha sido minha última pixação desde que o tio Aron se foi apenas deixando um vazio dentro de mim que me consumia diariamente,as vezes voltava para a rua do prédio onde ele morava e ficava parada só olhando para a janela esperando que provalmente ele aparecesse lá, notaria minha presença e acenaria para mim.
Pego meu celular abrindo minha caixa postal onde vejo uma mensagem deixada pelo tio Aron horas antes de morrer, nunca tive ou tenho coragem de ouvir a mensagem deixada, eu queria seguir em frente mas é como se meu passado sentisse prazer em me atormentar, observo a mensagem na tela do meu celular, sinto meus olhos queimarem querendo liberar minhas mágoas através do choro, mas não, chega de desmontrar fraqueza, enterro tudo o que sentia dentro de mim e trancava a sete chaves.
Era melhor assim.
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Just a universe away
AdventureOnde Isabel Morales carrega o penso da frase " com grandes poderes, vem grandes responsabilidades" em suas costas. Todo dia e noite parece a mesma coisa, sair pela rua caçando criminosos, escondendo segredos de sua família,lidar com perdas e decisõe...
