Grito a plenos pulmões enquanto sinto o vento bater contra meu rosto enquanto o homem aranha versão metaleiro nos balança em sua teia saltando de prédio em prédio, até parar em uma sacada de uma casa de três andares,eu parei de gritar assim que ele para de saltar comigo junto.
Sinto minhas pernas bambas e doloridas assim que ele me solta no chão da sacada, o que foi um erro já que minhas pernas estavam doendo e formigando então caio de bunda no chão.
Meu sentido apita e vejo o aranha se agachar do meu lado se aproximando eu rastejo com a intenção de ficar longe dele mas eu sabia que ele poderia facilmente acabar comigo aqui e agora tendo várias vantagens para si.
_ Calma aí, paz e amor moro. Ele diz estendo as mãos em sinal de rendição, sua voz era um pouco rouca, mas ainda mantenho uma distância entre nós.
_ Não chega perto de mim. Digo tentando manter minha voz firme, tento me levantar mas meus músculos estavam tensos pela correria.
Derrepente minha visão começa a embaçar e vou perdendo o ar nos pulmões, eu tremia e não conseguia parar parecia que eu estava morrendo, sinto o desespero bater trazendo-me lágrimas, eu tentava engolir o ar que me faltava.
" Por favor chega, eu não estou aquentando mais isso" Essas palavras passavam repetidamente na minha cabeça, eu apenas queria que aquela tenebrosa sensação cessasse, eu não queria morrer alí.
_ Eu ei, foi mal se te assustei, mas cê tem que se calma moro, respira fundo, engole o ar com calma e depois solta. Escuto ele dizer mesmo em estado de desespero.
Ele começa a engolir o ar e depois soltar me mostrando o que eu devia fazer, começo a emitar o que ele fazia até me recompor, eu sinto ele sentar do meu lado, sinto minha respiração voltar ao normal e meu corpo para de tremer, ficamos sentados alí por um tempo em completo silêncio, eu podia sentir o olhar dele para mim mas eu não tinha coragem de encara-lo.
_ Melhor? Ele pergunta mas eu não respondo apenas encaro o chão onde estava sentada.
_ Eu não tinha uma crise de pânico desde que era criança. Apenas respondo ainda encarando o chão não erquia o olhar por nada até porque meus olhos estavam pesados pelo choro.
_ É um bagulho chato mesmo. Ele diz e eu finalmente erguo meu olhar para espia-lo, ele também encarava o chão eu volto meu olhar para lá.
_ Quem é você? Eu pergunto me sentindo mais calma mesmo que eu estava sentada ao lado de um desconhecido com habilidades sobre-humanas.
_ Eu que pergunto. Ele diz.
_ A única coisa que posso dizer é que eu não sou daqui mas eu devia exigir perguntas, foi você que me seguestrou. Digo.
_ Aí, eu te salvei. Ele responde como se fosse óbvio.
_ Aí depois me seguestrou. Digo óbvia olhando com deboche, vejo as lentes de sua máscara me encarar e depois seu olhar volta para frente.
_ Eu sou o homem aranha. Ele diz.
_ Não me diga, eu nem imaginava. Respondo com a voz carregada de ironia e ele volta a me encarar.
_ Aposto que não. Ele diz com o mesmo tom irônico eu apenas reviro os olhos.
_ Não estou para suas brincadeiras cara. Digo séria já estava sem paciência.
_ Mas eu não tô brincando. Ele responde me encarando, porque ele não parava de me encarar? Era estranho.
_ Vocês não pode ser o homem aranha, o homem aranha é diferente, esse lugar é diferente, eu tô diferente. Digo examinando,examino o lugar em meu redor, a casa que nós encontramos parecia mais um prédio rústico, a tinta que era usada nas paredes estava seca e descascando e havia uma porta de vidro estilo francesa, depois abaixo minha cabeça como se os meus pensando pesassem de forma absurda e isso doía.
_ Como mudando? Ele pergunta e eu suspiro.
_ Eu tava fugindo de uns caras, tipo esses que nós demos uma surra, só que foi a um tempo e eram caras diferentes, resumindo eu fugi parei num pego e do nada brotou uma aranha esquisita que me mordeu ai eu comecei a.... Eu falava até ele me interromper.
_ Cê ficou mais rápida e seus reflexos também, assim como seu sentido e seu corpo começou a grudar nas coisas como super cola, tô ligado. Ele diz exatamente o que aconteceu comigo como se tivesse vivido isso, deve ser porque ele também é um aranha né Isabel.
_ Exatamente, a única coisa que esqueceu de mencionar é que a gente passa por isso sozinho e acaba sendo sugado por um portal mágico tentando se livrar disso. Digo sem se importar muito com as palavras que uso.
_ Como é que a fita? Ele pergunta parecendo confuso, da para chutar isso pelo tom de voz já que não dava para adivinhar sua expressão com ele usando máscara.
_ Eu poderia dizer que é irrelevante mas eu taria mentindo sabe. Respondo com sinceridade.
_ Qual foi, pode contar, nós parece que já tem muita intimidade, eu já te salvei, te vi correr de mim, te ouvi gritar, te vi chorar só nesses 28 minutos. Ele diz , junto as sobrancelhas percebendo que uma parte de sua fala parecia mais com uma descrição de sequestro, mas pensando bem aquilo foi basicamente um sequestro.
_ Não vá achando vamos ser amiguinhos não garoto, agradeço por me salvar mas não quer dizer que confio em você, não te conheço e não sei quais são suas verdadeiras intenções. Respondo me levantando e desta vez consigo ficar em pé me afastando dele, percebo ele se levantar também, ficamos um tempo em silêncio até ele levantar a mão, examino cada movimento seu alerta para qualquer movimento brusco que ele fisser.
Vantagens de ser filha de polícia.
Ele leva sua mão em direção a sua nuca e tirando sua máscara, sinto algo em meu peito assim que vejo seu rosto, ele era preto, tinha cabelos crespo bem grande, tipo Black Power, ele também tinha piercing no lábio de baixo, nas orelhas, nas sombrancelhas e no nariz, ele tinha uma cara de bravo, parecia até aqueles bad boy do Brooklin.
_ Pra contestar, eu não fico mostrando o rosto pra qualquer um não tá, tu é diferente eu senti isso, eu posso te ajudar, só precisa confiar moro? Ele pergunta, seu rosto estava relaxado enquanto falando, fazendo até um bico no final de sua fala mas a cara de bravo não o deixava.
_ Como exatamente? Eu retruco com outra pergunta, ele dá de ombros encostado as costas nas barras de proteção na sacada esticando seus braços e os cruzando atrás de sua cabeça olhando para cima e depois para mim novamente.
_ Eu já passei por esse lance de aranha e cê tá me vendo aqui vivo então eu meio que tenho experiência nisso, te mostro como controlar. Ele diz e eu começo a pensar na sua oferta mas meu pai sempre me ensinou a nunca confia em gente suspeita, para ele todo garoto que tinha aproximadamente a minha idade era suspeito.
Mordo os lábios olhando para a cidade enquanto me apoiava nas barras da sacada, sinto vontade de passar as mãos pelos meus cabelos mas o medo das minhas mãos grudarem ainda estava lá, apenas me viro para ele não acreditando que vou aceitar isso mas eu não tinha outra opção.
_ Eu topo mas isso não significa que está me ganhando. Digo e ele dá um sorrisinho de lado.
_ Poxa achei que estava rolando um clima. Ele diz provocativo.
_ Sonha. Debocho, derrepente escuto alguém abrir a porta de entrada da casa.
_ Acho que tá na hora de ir. Ele diz colando a máscara e me puxando com sua teia para perto dele me segurando pela cintura com um braço enquanto o outro atirava uma teia em um poste a frente saltando comigo da sacada grito assim que me sinto ser lançada com ele.
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Just a universe away
MaceraOnde Isabel Morales carrega o penso da frase " com grandes poderes, vem grandes responsabilidades" em suas costas. Todo dia e noite parece a mesma coisa, sair pela rua caçando criminosos, escondendo segredos de sua família,lidar com perdas e decisõe...
