*AVISO: CAPÍTULO EXTENSO!*
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-Agradeço a presença de vocês. É um prazer receber sua visita, e voltem quando quiserem! -Hira fez um aceno de despedida para o grupo, afastando-se a passos rápidos.
Kyouka, Kenji e Fukuzawa já se encontravam novamente aguardando por algo, parados, não obstante inquietos, em meio ao grande pátio da entrada do Porto.
-Toda aquela conversa fiada para nada?! -Suspirou Fukuzawa, desapontado- esses fantoches da Máfia são mais burros do que eu imaginava...
-Eu super imaginei que iria rolar uma parada sinistra de uma luta aqui, e no fim nem isso não deu... -Kenji parecia bem decepcionado com a visita- eles são um pessoal bem chatinho, né?
Com o término do horário do almoço, vários trabalhadores retornavam às suas respectivas funções, mas desta vez em um ritmo mais tranquilo. Eram poucos os que reparavam na presença de Fukuzawa e dos detetives armados. Pelo contrário: era como se tivessem simplesmente esquecido que estes estavam ali.
-Não sei não... -Kyouka se pronunciou, de uma maneira um tanto perturbada, apertando entre as mãos o pequeno celular- mas alguma coisa me dá a impressão de que nosso grupo ômega teve problemas.
A fala fez desaparecer toda a voz e toda a convicção da equipe. Segundo breves informações que conseguiram, Dazai conseguira soltar Chuuya mais facilmente do que se esperava, e Yosano tinha a situação sob controle quanto à Kouyou, logo, certamente estes não tardariam a retornar.
Mas... e Atsushi e Akutagawa?
O céu estava branco como tinta outra vez. As nuvens espessas rapidamente encobriram qualquer traço de sol que antes havia, deixando tudo com uma aparência gélida e morta.
Fukuzawa soltou um suspiro preocupado. Em seu íntimo, compartilhava do mesmo mau pressentimento de Kyouka. Disfarçadamente, retirou seu celular do bolso e fez uma ligação diretamente para Kunikida. Apenas um toque foi necessário para que este atendesse.
-Chefe? Aconteceu algo?
-Eu é que gostaria de perguntar- a frustração era perceptível no tom de Yukichi- não temos nenhuma notícia do grupo ômega, vocês por acaso...?
Fukuzawa não teve tempo para concluir a dúvida. Doppo sabia que de nada adiantaria guardar aquela informação e prontamente replicou:
-Não irei mentir, senhor. Perdemos o contato com aqueles dois e não sabemos de nada. Ranpo concluiu que eles foram interceptados, mas ainda não temos nenhuma certeza...
-Basta. -Fukuzawa fez Kunikida se calar de imediato do outro lado da linha, afastando o celular da lateral de seu rosto.
Kyouka percebeu o gesto do policial-chefe para ocultar o telefone, mas optou por calar-se, observando o mesmo empalidecer e olhar ansiosamente ao redor. Não era uma boa hora para ao menos tentar dizer algo mais.
Não restavam questionamentos: novamente a Máfia havia sido mais esperta.
E o que fariam a seguir? Aparentemente, não havia resposta plausível para tal questionamento.
Com uma das mãos na cintura, uma expressão decididamente séria, Fukuzawa ergueu o telefone a seu ouvido novamente e anunciou para Doppo:
-Se eles não voltarem dentro de uma hora, certamente é porque o assassinato não deu certo. Só então iremos agir. De resto, estejam sempre à disposição, grupo gama, pois serão necessários para a ação de emergência. Kyouka me despertou a impressão de que algo fora do previsto está para acontecer... e não me soa nada bem...
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The Armed Street ~ {Shin Soukoku Fanfic}
Hayran KurguAkutagawa Ryūnosuke apenas procurava uma casa nova afastada dos problemas de Tokyo. Ao encontrar o lugar perfeito para se distanciar de seu passado sombrio que lhe atormentava em seus pesadelos, em uma pacata rua afastada do centro de Yokohama, ele...
