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Mello 🎭

Deixei a Melissa no trabalho e fui direto para aonde iria ser a reunião. Chegou no meu ouvido que os vermes responsáveis pela morte do meu pai estão ameaçando invasão. Já fiquei pilhadão na parada e tornou a minha maior meta, matar eles, principalmente o que atirou.

Antes eu nem dava muita ideia no bagulho, era menor e como ele estava nunca mais ameaçaram, larguei de mão. Já o Robô transparecia muito ódio guardado sobre o assunto, ele não falava muito sobre, mas na época que aconteceu ele ficou muito frio, seco, começou a fazer merda pra caralho, droga pra caralho e era foda ver meu irmão daquele jeito.

Quando aconteceu eu e Maicon tinha uns 13/14 anos e eu lembro do meu pai falar que esse briga entre eles existiam a muito tempo. E a agora pelo visto vai passar de geração.

Foi maior covardia o que ele fez, matou nosso pai na nossa frente mermo, obrigando a gente ver aquela cena.

Naquela época nós não era "envolvido" completamente, minha mãe não "deixava" ainda, diferente do nosso pai que sempre influenciava a gente, levava a gente pra reunião, treinava tiro, ensinava a gente a administrar, tudo isso escondido. Parecia que ele sabia que estava prestes a morrer, e talvez ele tinha certeza.

"No crime a única forma de sair é preso ou morto."

A mais pura verdade, mas antes fosse preso do que morto.

Depois daquele dia, depois dele morrer a gente começou a entrar nessa vida de verdade, antes dele morrer ele falou pra mim assim "Assume meu lugar, você e seu irmão, cuida da sua mãe meu filho"

Nossa mãe morreu alguns anos depois com câncer de mama, um pouco depois deu descobrir que a Mariana estava grávida e eu iria ser pai. Ela não teve tempo nem de conhecer a Melissa.

Robô: Esse é o filho dele, Bryan o nome.– Mostrou a foto de um menino, parecia novo.

Mello: Idade?

Robô: 17/18 anos, começou no crime agora, braço direito do Sant.

Mello: Só tem ele de filho?

Robô: Não, mas essa é a mulher dele, tá gravida.– Mostrou foto de uma morena.

Mello: É dentro.

Robô: Muita coisa.

Mello: Quero mais informações sobre ela e o Bryan, tudo que conseguir.

Robô: Tem um informante lá no morro, ele tá passando o que consegue.

Mello: Pode crê.– Me levantei pra ir embora.– Qualquer bagulho novo me aciona.

Robô: Jae.– Fiz toque com ele.

Mello: Tamo junto irmão.– Sai de lá e tava o Patrick e uns vapores do lado de fora.– Trabalhar ninguém quer.

Pk: Ja trabalhei po, fiquei de plantão a noite toda.

Mello: Por isso que tá com essa cara acabada.

Pk: Tomar no cu pra lá, cadê meu velhote?

Mello: Ta ai dentro.– Falei e ele entrou na boca.

Fui pra casa e quando cheguei tava a Melissa e uma garota na sala cheio de sacola de coisa.

Melissa: Oiê papi, tava aonde ein?- Falou com uma roupa estranha no corpo e um sapato que parecia dois tijolo no pé.– Eu e minha miga Bia fomos às compras.

Bia: Oii tio.

Mello: Oioi, tava resolvendo umas paradas, mas ja vou voltar pra rua de novo.

Melissa: Ta ne, a Bia vai dormir aqui hoje porque mais tarde a gente vai sair.

Mello: Sair pra onde?

Melissa: A gente não decidiu ainda.

Mello: Hm, mas não vai com esse tamanco ai se nao vai passar vergonha.– Ri da cara feia que ela fez cruzando os braços.

Melissa: Cara, você só julga minhas roupas, já percebeu? Meu TAMANCO é lindo ok, é da melissa e ta na moda.

Peguei a chave do meu carro e nem dei bola pra essa doidinha.

Até o final.Onde histórias criam vida. Descubra agora