Jotave
Depois que eu peguei a visão que eu quase ia comer a Mel eu decidi que ia me afastar dela, melhor forma. Ja tava me envolvendo muito com essa garota, e sabia desde o início que não tinha que tá acontecendo isso mas era foda, filha da puta era irresistível, do jeito que qualquer vagabundo se amarra. E ela percebeu, percebeu que eu tava evitando ela, no começo ela ainda me mandava mensagem, perguntava aonde eu tava e eu não respondia aí ela parou. Todas as vezes eu morria de vontade de responder, mas digitava e apagava.
Desde o dia que o Guilherme voltou pra casa a mãe dele não parava de tontear, perguntando de Melissa, quem era pq ele não parava de falar dela e se eu tava namorando, nem dei assunto só falei que não tava namorando com ninguém não.
Melissa
Passou uma semana do dia do churrasco e desde então eu estou recebendo ligações anônimas de alguém me ameaçando, falando que vai matar meu pai, meu tio, Patrick e eu junto, que coisa né rs.
O cara falava umas coisas tipo "vou te matar vagabunda" "teu pai tá fudido na minha mão" fiquei apavorada né. Óbvio que eu contei pro meu pai e ele surtou, mandou eu trocar de numero e não atender mais ninguém.
Se antes ele já estava me proibindo de fazer as coisas, agora então tô fudida.
Pelo o que eu entendi provavelmente era o Sant, que que era o cara que tinha matado o pai do meu pai e do meu tio, no caso meu avô, ou o filho dele o Brayan que estava envolvido nisso, esses bofe não tem o que fazer mesmo né.
Meu pai mandou um vapor, que pra minha tristeza não era o Jotave, pra andar comigo pra cima e pra baixo, me levar nos lugares, só falta ele ter q ir junto comigo dentro do banheiro também. Mas o p7 era um comédia, ô garoto pertubado cara, era trem do ódio, relíquia barra, até que eu gostei dele como meu segurança, passava o dia todo rindo das merda que ele falava.
P7: Bol dia cara de pêssego.– Falou de cima da moto.
Melissa: Bom dia bebê.– Subi na garupa dele e ele saiu dali atropelando tudo pela frente.
P7: Chamou de bebê vai ter que cuidar.– Falou achando maior graça.
Melissa: Para com essas cantada de vô, por isso tu não deve pegar ninguém.
P7: Fia o tanto de mulher que eu já peguei tu não tá ligada.– Dei risada não acreditando no que tava ouvindo.– Ri não, tô falando o papo reto.
Melissa: Tá bom putifero.
P7: Hum deixa tu brechar pra mim pra tu ver o putifero.
Pra começar a semana bem o infeliz do Pedro fez a gente cair de moto, sorte que foi uma queda suave, ele se ralou mais que eu pq tava de short e eu de calça. Eu só sabia rir dele todo preocupado comigo e com medo do meu pai. Eu falei pra ele ficar tranquilo que eu não ia deixar meu pai fazer nada com ele.
Como eu já estava a caminho do trabalho ele foi junto comigo e aproveitou da minha boa vontade pra limpar os ralado dele.
P7: Caralho mano, não tô acreditando que eu conseguir cair de moto contigo.– Sentou na maca todo duro com dor.– E tu malucona só sabia rir.– Falou e eu comecei a rir de novo lembrando da cena.
Melissa: Cara foi muito engraçado, você levantando todo preocupado e geral vindo pra cima ver.– Falei pegando as coisas pra limpar e fazer curativo.
P7: Claro Melissa, eu não queria nem saber se eu tava machucado, com a cabeça quebrada, queria vê se tu não tava nada disso. Porra, primeira semana fazendo tua segurança, vou lá e caio contigo.– Ele falava e falava e eu não conseguia parar de rir.– Cara para de rir, to indignado.
Melissa: Já falei pra você ficar suave, aconteceu ué, podia acontecer com qualquer um, foi só um ralado na barriga, nada demais.
Tava limpando o machucado, que tava bem superficial e ele finalmente calou a boca.
Como eu tava de calça jeans minha perna não ralou nem nada, mas minha blusa rasgou um pouco e ralou minhas costas.
P7: Tomar no cu to indignado.– Levantou da maca e eu levantei a blusa pra ver onde tava o arranhado e vi que não ia conseguir limpar ali.– Quer ajudar doutora brinquedo.
Melissa: Vai se fuder palhaço, mas eu quero.
P7: Tá, tira blusa aí.– Olhei sério pra cara dele e ele abriu os abraços.– Ué filha tua blusa tá toda suja, vai ficar trabalhando com ela?
Melissa: Por acaso eu tenho outra pra usar imbecil?
P7: Só tu usar esse bagulho aí, avental sei lá.– Falou do meu jaleco.
Melissa: Até que você pensa um pouco.– Tirei minha blusa e comecei a explicar pra ele como fazer e ele me mandou calar a boca.
P7: Filha eu já sei fazer, eu fiz curso de médico quando tinha 15 anos.
Melissa: Sério?– Olhei pra ele com a sobrancelha arqueada.
P7: Óbvio que não, parei de estudar na quinta serie.
Melissa: Imbecil do caralho.– Falei e ele riu passando o remédio no meu machucado.
O Pedro começou a apertar a minha cintura e em segundos ele me beijou e eu travei, eu não tava esperando, foi muito do nada e eu meio que deixei mas logo separei quando ele começou a acelerar muito.
P7: Qual foi?– Sai de perto dele com vergonha e alguém bateu na porta me chamando, mas reconheci a voz, que era do Jv, mas achei estranho pq desde o dia do churrasco ele não me responde, não me manda uma mensagem.
Melissa: Entra.– Gritei e ele abriu a porta, mas assim que entrou logo olhou pra mim, que estava de sutiã, eu esqueci completamente e depois pro Pedro.
Jv: Foi mal, depois eu volto.– Falou com a voz grossa e virou as costas.
Melissa: Porra.– Peguei meu jaleco e coloquei.
P7: Qual foi da dele? Tu fica com ele?– Perguntou e eu logo neguei.
Melissa: Não, claro que não.
P7: Parece que o menor ficou puto com o que viu.– Deu risada e eu fiz "tsc"
Melissa: P7 já fiz teu negócio já, deixa eu trabalhar.
P7: Iala, suave, me expulsando.– Virou as costas e foi embora também.
