Melissa
Passou uma semana desde o meu date e muita coisa começou acontecer.
Tinha começado uma guerra daqui do morro com um outro morro rival e eu não entendia muito, meu pai me explicava mas não conseguia entender. Só sei que o negócio tava sério, todo mundo tava numa agitação, meu pai que antes já não parava em casa, agora eu só vejo ele de madrugada. Eu queria saber oq tava acontecendo e eu fui perguntar pro Pk e ele me falou que eles tavam ameaçando invasão aqui e que podia ser a qualquer momento, então eles estavam se preparando pra isso. E que um tal de Sant, o dono desse morro, tinha guerra com meu pai e meu tio de anos, pq parece que foi ele que tinha matado meu avô, na frente deles. Eles já estavam planejando essa vingança a tempos, mas só agora tinha fluido. Confesso que fiquei com medo pq nunca tinha acontecido algo parecido antes, no máximo um tiroteio mas nada demais e ainda mais pelo fato de todo mundo que amo estar envolvido nisso, me deixa com medo.
Passei a semana todo trabalhando e tinha recebido o resultado do exame do Henrique e tinha dado que ele tinha diabetes mesmo, chamei ele aqui pra contar como ia ser os tratamentos, cuidados e ele ficou meio pra baixo falando que não queria passar por essas coisas tudo dnv e que não ia fazer nada.
Eu expliquei pra ele que ele não tinha que querer e que a gente ia começar a fazer os tratamentos aqui mesmo, toda semana e ele aceitou, mas falou q não sabia se ia conseguir vir toda semana.
Depois de sábado eu e o Jv se falamos pouco e agora que tá acontecendo essa invasão se falamos só de vez em nunca. Confesso que senti um pouco de falta pq a gente tava muito próximo e do nada se afastamos de novo.
Meu pai me ligou e me pediu pra fazer um almoção pq ia vim geral almoçar aqui e fazer churrasco pra comemorar alguma coisa e eu fui lá pro terraço fazer, lá tinha uma cozinha e uma mesona pra dar pra todo mundo.
Ia fazer arroz, maionese e salpicão só que não tinha todos os ingredientes então ia ter que ir no mercadinho, resolvi mandar mensagem pro Jv pra ver se ele podia me levar só que ele disse que estava ocupado e que não ia poder.
Desci pro mercado andando mesmo só pensando na minha pcxota mesmo, ainda vou comprar minha moto escondida do meu pai, tô nem aí, vai ser com meu dinheiro mesmo.
Comprei tudo que ia precisar e comprei coisa pra fazer pavê também. Pra minha felicidade o Henrique passou na hora de carro e me deu uma carona.
Henrique: Fala tu doutora.– Me deu um beijo na bochecha.
Mel: Oii, como você tá?
Henrique: Hm to bem né, só esse bagulho aqui que tá me incomodando.– Falou do medidor de glicose.
Mel: Mais isso incomoda mesmo, mas fora isso, tá sentindo alguma coisa?
Henrique: Até que não, tô suave.
Ele perguntou pra onde eu ia e eu falei que ia ir pra casa e ele me deixou lá, falou que ia querer um beijo de agradecimento, e eu só ri saindo do carro.
Mel: Amanhã é dia, não esquece.
Henrique: 10h tô lá, né segredo.– Dei risada e dei as costas e senti ele me olhando até eu entrar em casa.
