Chapter Five - Present

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"Adivinhe quem está de volta, de volta novamente.
Eu estou de volta, conte a um amigo
Adivinhe quem está de volta,
adivinhe quem está de volta
Adivinhe quem está de volta, adivinhe quem está de volta."

Without Me - Eminem

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Assim que adentro os portões da Royal LeBlanc, o silêncio toma conta dos corredores

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Assim que adentro os portões da Royal LeBlanc, o silêncio toma conta dos corredores. Cada olhar se volta a mim. Alguns me observam com horror, outros com puro choque, uns poucos com aquele medo instintivo que paralisa, e ainda há as garotas que me encaram com malícia, como se o perigo não fosse suficiente para frear seus desejos. Os olhares não me incomodam. Pelo contrário, me alimentam.

Sempre que caminho pelos corredores ou entro em uma sala de aula, sinto os olhos delas grudados em mim, famintas. Os rapazes, no entanto, desviam o olhar como se encarar-me fosse um convite para a própria execução. E não estão errados.

Eles me encaram sem descanso, e eu sigo adiante, ignorando-os. Observam-me porque sabem, cumpri dois anos e meio de prisão. Ninguém sabia quando eu sairia. Nem eu mesmo tinha certeza. Sete dias atrás, as grades se abriram para mim.

Saí numa segunda-feira à noite. Mas deixarei que todos pensem que foi ontem. Faz parte do plano.

Vou aniquilar a família Fisher. Para isso, preciso que não desconfiem de imediato que sou eu por trás de tudo. Talvez descubram. Não me importa. Minha vingança não se interromperá.

Assim que pus os pés fora da prisão, segui Ava do cemitério até sua nova casa havia dois anos desde sua mudança. Já sabia de sua rotina porque, no primeiro ano preso, mandei Ryan segui-la. Eu precisava de cada detalhe.

Fiz questão de deixá-lo sempre distante, porque a simples ideia de Ryan se aproximar dela já me enchia de fúria. Ele me relatava que Ava permanecia até tarde no estúdio de dança, e isso se intensificou após a morte da irmã dela. Antes, frequentava uma ou duas vezes por semana; depois da tragédia, quase todas as noites.

Ordenei a Ryan que, sempre que ela saísse tarde da escola, a seguisse até em casa, não por confiança nele, mas porque eu precisava dela intacta. Ele reclamava no início, mas logo se acostumou.

Ainda assim, odiava ter de ordenar isso a ele.

Ava é minha para observar.

Minha para perseguir.

Minha para destruir.

Deixei claro, se ele ousasse se aproximar dela, amargaria mais cinco anos de prisão. E eu mesmo o mataria sem pestanejar.

Dark NightOnde histórias criam vida. Descubra agora