Chapter Ten - Present

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"Eu posso ter essa dança?
...
Querida, você é a pior
Querida, você é a pior, garota, e
Mais ninguém importa"

L.e.s. - Childish Gambino

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O som do motor rasgando a pista era quase um rito: metálico, previsível, reconfortante

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O som do motor rasgando a pista era quase um rito: metálico, previsível, reconfortante. Esta era a minha primeira vez.

Minha primeira vez no racha depois de dois anos sem pisar naquele ambiente.

Saí da liderança, fui o melhor jogador, tanto no futebol quanto nas corridas destas pistas. O melhor em tudo. Líder, capitão, uma referência. Mas agora eu não era considerado nenhum desses; não mais.

Não desde o dia trinta e um de outubro. Mas não importa o que os outros pensem de mim agora, reconquistarei meu lugar, onde sempre pertenci. Serei novamente o líder por onde eu passar.

Posso não estar no último ano por ter repetido dois anos depois de ficar preso; agora sou o mais velho daquela sala, mas, mesmo estando dois anos a menos, não serei temido

Nunca mais.

No começo, irritei-me ao saber que teria que repetir o ano; não era justo. Mas pensei no lado bom: agora estaria na sala de Ava. Estaria ali para observá-la e destruí-la. Irei atormentá-la; terei mais chances de arruiná-la estando perto dela o dia inteiro.

Neste momento estou parado, a alguns metros da pista de dança, aguardando minha vez de correr. Mas algo que me desconectou e me irritou foi quando olhei de lado e me deparei com a garota por quem eu nutria rancor

Ava.

Dançando na porra da minha frente, rebolando como uma stripper.

Sei que aquilo era para me provocar; percebi que ela notara meu olhar e, mesmo assim, continuou a dançar sensualmente. Ela queria causar alguma reação; tentava provar um ponto: que não abaixaria a cabeça para mim. E fico grato por isso, porra, não quero que ela se renda, quero que ela e a família dela paguem por tudo. Quero que ela me enfrente; mas quando eu a destruir, sei que acabará por ceder, incapaz de suportar a pressão.

Se agora ela tenta me provocar, não conseguir-á; não morderei a isca. Será ela que se perderá, e eu me certificarei de que ela trace exatamente o caminho que alimentará minha vingança.

Ava pode dançar o quanto quiser na minha frente, achando que isso me irritará, mas o que ela não sabe é o que está por vir. Algo cruel e feio a alcançará e a destruirá.

Ava me encara assim que se vira; mantenho o olhar e ela retribui. Ava não mudou muito fisicamente, mas sua atitude mudou, está diferente.

Agora mantém a cabeça erguida, como sempre disse a ela para manter; o olhar, neutro. Por mais que se disponha a dançar, não vejo felicidade. Está distante, como se tudo o que faz agora fosse apenas um gesto mecânico, nada divertido; como se apenas honrasse uma promessa de viver pela irmã.

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