Hannah está de volta e o Homem Sem Rosto aparentemente está morto. As coisas aparentemente estariam voltando ao normal, ou pelo menos deveriam estar voltando ao normal.
Amy e Richy estão mortos e o caso de Jennifer Hanson nunca esteve tão vivo. Jake...
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Eu sou Phil Hawkins e eu sei de um segredo que pode foder a vida de muita gente se eu deixar vazar.
Jake, o hacker, está vivo e está andando livremente por Duskwood. O babaca que me libertou da cadeia com a desculpa de que precisava da minha ajuda, mas eu sei muito bem que ele só fez isso porque April me queria fora de lá e ele não consegue dizer não a ela.
Desde então tudo o que tenho feito é ajudar ele e Alan com algumas investigações. Bom, ajudar não seria a palavra certa já que eu não faço a mínima ideia do que os dois estão investigando, embora suspeite de que eles também não. Eu apenas fico ouvindo conversas no bar e o que acho relevante conto a eles.
Me sinto um inútil para ser bem honesto.
- Ei, mais um pouco de gin aqui, por favor - ouço alguém gritar na mesa perto da entrada.
Suspiro e pego a garrafa indo até a mesa, normalmente meus clientes iam até o balcão pegar as bebidas, mas muitas vezes alguns ficavam bêbados demais para tentar me poupar o trabalho e eu tinha que ir até eles.
Deus, eu preciso contratar alguém o mais rápido possível para me ajudar com essa bagunça já que o imprestável do Anderson não apareceu nem no primeiro dia de trabalho.
Chego até a mesa e vejo o cabelo ruivo esparramado pela mesa, mesmo com o rosto enfiado no objeto de madeira eu sei exatamente quem é que está praticamente em coma na mesa do meu bar.
- Jessy, o que você está fazendo aqui? - Suspiro tentando encontrar paciência no meu interior.
Eu sei que posso parecer um imbecil quando falo com a minha própria irmã desse jeito, mas eu não podia me importar menos. Ela sabe muito bem o que fez e que eu tenho minhas razões, por isso fica correndo atrás de mim como um cachorro atrás do osso. O que, diga-se de passagem, é irritante pra cacete.
- Isso é um bar, não é?! Vim beber - retruca mal-humorada.
Franzo o cenho. Jessy não falava comigo daquele jeito a um bom tempo.
- Você já está bêbada.
- Quero ficar mais.
Suspiro e aperto os punhos. Tento lembrar a mim mesmo que ela está bêbada que ser grosso com ela agora não vai adiantar. Mas ela me irrita tanto.
- Não vou te dar mais bebida, liga para um dos seus amiguinhos e cai fora.
Tento ser o menos rude possível. Não acho que tenha tido sucesso.
- Não pode me odiar pra sempre - choraminga.
- Te odiaria menos se você parasse de ficar fazendo bagunça por aí - cruzo os braços.
Minha irmã parece completamente alheia às minhas palavras, está bêbada demais para prestar atenção a qualquer coisa que eu diga sem ter que usar o pequeno cérebro dela.