O chão dessa biblioteca fria me desperta para a dura realidade. Ele me encara e dá três tapas em cada lado de minha face sem expressão de personalidade. Ela sabe, eu minto e muito.
Anseio que traspareço beleza, na realidade mostro horror. Demonstro simpatia, sou entitulado como aproveitador. Me entrego a vida e recebo a dor.
Não dá para mentir para a mentira?
Deixa eu me apresentar
Eu sou um pouco novo por aqui
Mas vocês já me viram passar
É que venho de longe
De um tempo nada conhecido
Talvez num mundo igual este
Um tanto quanto desenfreado
Talvez até alterado de mais
Desapegado de todos
A humilhação é permitir
Ser rejeitado
Não lhe cabe descrever a mentira que acreditas que
V
I
V
E
MAS
É
B
O
M
Assumir de vez em quando
O
QUE
N
Ã
O
T
E
M
Se lembre que só temos esse tempo
E a nossa mãe tem nome
Ela se chama mentira
Parece aquilo que tanto querem hoje em dia
Se chama como mesmo?
É algo parecido com o verbo
Mas que só existe pela ação
Se sustenta pelo credo
É prisioneiro da religião
É um tal de
V
I
V
E
R
Não conheço-o
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MIL VIDAS
PoetryVocê já teve a coragem de se perguntar: "Quem Sou Eu?" O que é a vida e como buscar a sua verdadeira identidade? Qual é a sua missão neste mundo tão vasto? Em "Mil Vidas," a diversidade de gêneros literários busca revelar a essência da alma humana...
