Contra as regras da corporação

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Mikoto

- ISSO É RIDÍCULO! MESMO ESTANDO ENVENENADO ELA CONSEGUIU ME DERROTAR TÃO FACILMENTE, NÃO É POSSÍVEL! - O oni grita antes de sua cabeça começar a evaporar.

Meu corpo...

Meu corpo estava degradando...

Eu sentia o ácido do demônio queimando minha pele, sentia todo o veneno correndo nas minhas veias...

Respiro fundo e mantenho a concentração total. Isso retarda o veneno, mas então...

- AAAAHHHH! AHHH NÃO, NÃO, PARAAAAA!

A dor era terrível, meus músculos pareciam se dilacerar, eles apertavam e davam nós, além dos choques e choques que fazia sangue e mais sangue sair da minha boca.

Eu não conseguia parar de gritar, não conseguia parar de me revirar com a dor terrível!

A dor...

A dor...

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- MANHEEEEEE! TÁ DOENDO MUITO!

- Mikoto! Calma, calma! Por favor, não conta pra ela! - Yuishirou tentava me acalmar.

Estávamos brincando de pega-pega, até ele sem querer me empurrou forte demais... eu cai, e torci meu pé.

- O que está acontecendo?! - Tamayou vinha como um trem por conta do choro, Yuishirou sabia que ia tomar uma surra. - Eu já disse pra vocês tomarem cuidado! O Yuishirou é muito mais forte que você!

- Mas, mas, maaaaaaaaa - O choro continuou até que ela pode finalmente enfaixar meu pé.

- O que eu falei pra você fazer quando brincar com ele?

- Tomar cuidado...

- E você tomou?

- Não...

- E então, o que aconteceu?

- Eu... eu cai e me machuquei...

- Exatamente. Você precisa tomar cuidado, meu bem. Você sempre acaba se machucando!

Olho para o chão. Minha pequena cabecinha de 7 anos não entendia que Yuishirou era tão mais forte.

- Eu sou fraca demais pra brincar com ele... mamãe, você pode me fazer ser forte igual a ele?

Foi nesse dia. Foi nesse dia que ela me contou sobre os onis.

Me contou tudo sobre eles. E me falou por qual motivo eu não ia querer ser como ela. Mas eu ainda queria aquilo.

Me lembro que ela saiu para ver a lua comigo naquele dia. Estava tão bonita, tão brilhante...

Do mesmo jeito que está agora, no leito da minha morte.

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Eu estava com calor, mas o calor que me envolvia parecia tão... bom.

A lua estava ficando estranha. Aquilo era a imagem de uma mulher?

Ela era tão parecida comigo... e estava cantando uma música...

Aos poucos, consigo reconhecer, e cantar junto com ela.

- Kon kon
koyama no... ko usagi wa
Naze ni o mimi ga nagaugozaru...

"Mikoto..."

- Mamãe... é você?

"Mikoto!"

- Você veio... me buscar?

- MIKOTO! VOCÊ TÁ BEM?!

Pequeno Oni Histórias para pegar e não largar. Descubra agora