Mestre da Mansão (Pt 2)

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                          Mikoto

— Muito bom dia a todos. — Ubuyashiki cumprimenta assim que o sol toca seu rosto, imediatamente, fico de joelhos em respeito ao mestre — O tempo está agradável hoje, não é? Talvez o céu esteja azul... encontrar todos aqui, em nosso encontro semianual, com tantos rostos conhecidos, me traz satisfação.

Como ele sabe que tem rostos conhecidos se nem consegue ver...?

Olho para Tanjiro, que se mantinha de cabeça erguida, encarando o mestre.

Que idiota!

Arrebento as cordas que amarravam minhas mãos, apenas para meter um tapão na nuca de Tanjiro e fazer ele se abaixar.

— Eu fico muito feliz em ver que o senhor está com boa saúde, mestre. — Diz o Shinazugawa, parecendo até uma pessoa civilizada — Continuo rezando todos os dias para que mantenha a saúde bem firme.

— Eu agradeço, Sanemi.

— Se me permite, mestre... — Sanemi continua — Por acaso, antes de começarmos este encontro, poderia nos elucidar deste jovem espadachim aqui? Que tem seguido viagem na companhia de um oni, meu mestre?

Ele ignorou minha existência?! Que sujeitinho mais filha da puta! Ainda usando palavras difíceis como se não tivesse quase matado Tanjiro!

— Mas é claro, eu peço mil perdões pela confusão. — Ubuyashiki responde — O Tanjiro e a Nezuko, a Mikoto e o Zenitsu, a permanência deles aqui tem a minha permissão. 

 Todos presentes entram em choque, é claro, até eu fico boquiaberta. Esse tipo de permissão é como receber um convite da realeza. 

— E eu ficaria muito feliz se todos aceitassem isso. 

 A alegria de receber um passe livre para não ser morta me invade, quase perco a postura, se não fosse o som de pedras sendo esfregadas e a voz do maior Hashira estremecendo minha espinha. 

— Ah, mestre... Mesmo que seja algo que o senhor tenha permitido, eu não consigo aceitar esse tipo de coisa. 

— Eu também sou contra isso! — O extravagante gay exclama — Um caçador viajando com um oni é inaceitável!

— Claro, eu farei tudo que for da sua vontade, mestre! — A Hashira rosa afirma, sendo uma das únicas mulheres, esperava alguém mais imposta. Não estou reclamando do apoio, mas, poxa! tenha opinião própria!

— Eu vou esquecer mesmo... então, pra mim, tanto faz. — Justo, vou aceitar essa. 

— Eu não confio neles nem um pouco. — Cascavel, sabia que ia nos odiar assim que o vi — Antes de mais nada, odeio oni! 

— Tudo bem que eu o respeite do fundo de minha alma, mestre, mas eu não posso aceitar isso! — Esse cara que parece uma fogueira grita desnecessariamente, será que ele é meio surdo? — Me recuso com todas as minhas forças! 

— O trabalho do esquadrão é aniquilar os oni, eu peço para que puna esses dois e o Tomioka! — Na hora da punição, claro que o sanemi iria lembrar de mim.

— Por favor, a carta. — O mestre pede a uma das crianças. Ele não respondeu diretamente a nenhum deles, espero que seja um bom sinal. 

 A menina da direita pega uma carta do quimono e a abre. Todos curiosos, com olhos vidrados no papel, como se tentassem ler através dele. A garota puxa ar para falar e todos se atentam a ela. 

— Esta é uma carta que recebemos do ex-hashira Sakonji Urokodaki. Eu irei ler um pedaço dela: "Tanjiro kamado. Eu peço que permita que sua irmã oni possam viajar juntos. Por conta de sua mente resiliente, Nezuko não perdeu, ainda, sua essência humana. Mesmo quando esta com fome, ela nunca devorou um humano, e isso é algo que tem durado por mais de dois anos. Apesar da situação parecer impossível, é fato que isso vem acontecendo. Se, por um acaso, Nezuko vir a devorar um humano, então, neste momento, Tanjiro Kamado, eu, Urokodaki Sakonji e Tomioka Giyu, cometeremos seppuku na mesma hora". 

Pequeno Oni Histórias para pegar e não largar. Descubra agora