|59| Oh I'amour | Loki Laufeyson | Parte 2|

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Seu Nome

Enquanto caminhava pelas movimentadas ruas de Nova York, a sensação de familiaridade se misturava com a estranheza, já que mesmo após cinco anos, eu ainda sentia que Midgard não era o meu lar. Cinco anos se passaram desde que deixei Asgard, desde que me afastei de tudo o que me lembrava dele. E agora, aqui estava eu, mergulhada em uma inundação de memórias e emoções, olhando para as nuvens e imaginando o que estava se passando na minha terra natal. 
Os arranha-céus altivos me deixam observar com sua imponência, enquanto o burburinho da cidade ecoava ao meu redor. Mas tudo isso se  tornou um borrão quando meus olhos se fixaram na figura que se aproximava. Loki. Ele estava ali, como se o tempo não tivesse passado, com sua aura de mistério e charme que sempre me atraiu. 
Meu coração parecia congelar no peito enquanto nossos olhares se encontravam. Ele simplesmente parou de andar e assim como eu, pude perceber o quão surpreso ele estava. Em um instante, todas as lembranças inundaram minha mente, como se um filme estivesse sendo projetado diante dos meus olhos. As risadas compartilhadas, os momentos de ternura, as discussões acaloradas. Tudo voltava à tona, tão vívido como se tivesse acontecido ontem. 

“Apressei meus passos pela enorme escadaria que dava acesso ao palácio, cumprimentando alguns soldados e ladys pelo caminho. Apressada, era fato que comentavam sobre a falta de postura da princesa de Asgard, mas eu precisava chegar a Odin o mais rápido possível e contar-lhe o que havia descoberto. 
Não me importei em nenhum momento de como comentários rudes e prepotentes surgiram pelo castelo e a possível bronca que eu levaria da rainha, mas não ligaria de ouvi-los se eu pudesse impedir que os gigantes atacassem o nosso reino.

— S/n — a voz firme de meu marido chamou-me a atenção, mas eu a ignorei e continuei em direção ao meu destino — S/n!

— Loki, agora não é a hora — resmunguei, com ele me seguindo — Eu descobri algo importante e preciso avisar o seu pai — sua mão tocou a minha e por um instante, me permiti parar e respirar fundo, olhando para ele.

— Eu sei — ele falou, levando-a de encontro aos seus lábios e depositando um beijo nela — Informei ao meu pai sobre o ataque, não precisa se preocupar com isso, meu amor.

— Como você…

— Tudo o que precisa saber é que ficaremos seguros — interrompeu-me, sorrindo ao passar seu braço pela minha cintura — O que acha de irmos até a nossa cabana hoje? 

— Só nós dois? — ele assentiu e não teve como não sorrir — Eu adoraria.”

Uma onda de melancolia e tristeza me atingiu com força, fazendo-me recuar mentalmente para aquele tempo em que éramos inseparáveis. O peso da saudade era quase palpável, e meu peito doía com a intensidade das lembranças. Mas, ao mesmo tempo, havia uma tristeza diferente agora, uma tristeza tingida com arrependimento e a consciência dolorosa do que poderia ter sido. O que nos separou ainda ecoava entre nós, uma barreira intransponível que nenhum dos dois teve a coragem de enfrentar. 

“A rainha me recebeu de braços abertos, sorrindo quando finalmente havíamos voltado das nossas mini-férias tão merecidas. Ela acariciou meus fios e depositou um beijo em minha bochecha, passando para o filho que se deleitava do carinho da mãe. Segurando nossas mãos, Frigga nos acompanhou durante todo o trajeto até nosso quarto, perguntando animadamente o que tínhamos feito, se tínhamos aproveitado, querendo saber de tudo um pouco. Sempre que estava ao seu lado, sentia o espírito materno à minha volta.

— Realmente espero que esses dias tenham sido proveitosos — ela disse, parando na entrada do nosso quarto — Até porque já está na hora de vocês me darem um netinho.

Loki encostou-se no batente da porta e instintivamente abriu um botão do seu colarinho, enquanto meu rosto ficava pálido à medida que ela se afastava. Voltei para o meu marido e balancei minha cabeça, segurando em sua mão.

— Querido, ainda temos tempo — o puxei para dentro, colocando-o sentado na cama — Não se preocupe com isso. 

— Eu não estou preocupado — ele disse — Estou apavorado. A ideia de ser pai me apavora. 

— Mas a ideia de como fazer bebês não, não é mesmo? — perguntei e um sorriso malicioso surgiu em seus lábios.

— Claro que não, isso me alegra e você nem imagina o quanto.”

Um toque em meu ombro fez com que eu voltasse a realidade e me desprendesse das memórias, estas que tanto me assombram desde que saí de Asgard. Olhei para o homem ao meu lado e abri um sorriso, sentindo suas mãos passarem por minha cintura. Derek entregou-me uma rosa-vermelha e sem hesitar, inclinou-se para me beijar.
O ruivo me direcionou um sorriso amável e segurou em minha mão, perguntando se podíamos ir. Olhei mais uma vez para onde o moreno estava e seus olhos azuis encontram-se com os meus, demonstrando um vislumbre de melancolia, uma sombra passageira de arrependimento que ecoava pelos seus poros.
Então, enquanto nossos olhares se desviavam, perdidos em pensamentos e emoções conflitantes, eu continuei minha jornada pelas ruas de Nova York, levando comigo o peso de um reencontro não planejado, mas profundamente significativo.

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Oi, pessoaaaaal.

Olha quem resolveu aparecer por aqui!

Espero que vocês estejam bem!

Gostaria que vocês comentassem quem gostariam que fosse os próximos capítulos. Estou querendo encerrar o livro em breve e finalizar esse capítulo da minha vida como escritora de imagines. Por isso, conto com a ajuda de vocês. Comentem muito sobre o personagem que você gostaria de ver aqui e deixem muitas estrelinhas.

Ah, eu atenderei todos os pedidos, sem exceção. Comentem!!!

Nos vemos em breve ❤

Um beijo!

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