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Seu Nome
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A noite tinha o cheiro metálico da chuva prestes a cair...e do sangue que já manchava o concreto. Gotham sussurrava segredos entre as gárgulas e os becos. Segredos que eu conhecia bem. E naquela noite, um deles estava deitado aos meus pés, arfando, com o rosto desfigurado e os dedos tremendo em desespero.
O homem gemia, cuspindo sangue e dentes. Tentava rastejar, como se tivesse alguma chance de fugir de mim.
— P-por favor...eu...eu tenho família — ele choramingou, a voz embargada. Suas mãos arranhavam o asfalto molhado, como se pudessem escavar a própria salvação.
Ajoelhei ao lado dele, uma das minhas lâminas de karambit ainda pingando sangue fresco. Peguei seu rosto entre os dedos enluvados, firme, forçando-o a me encarar. Os olhos dele saltaram, arregalados de puro terror. E queria que ele visse. Que ele sentisse.
— Ela também tinha — minha voz saiu baixa, grave, carregada de fúria contida — Uma garotinha de sete anos. Com um coelhinho de pelúcia rosa e um sorriso de dentinhos tortos. Você arrancou isso dela.
Ele começou a soluçar.
— Eu...eu não queria...foi um erro...eu estava bêbado...
— E isso justifica? — cortei, inclinando a cabeça — Você acha que o mundo vai te dar perdão porque você estava de porre quando destruiu a alma de uma criança?
Levantei-me, girei a lâmina entre os dedos com a mesma elegância de um bailarino da morte, e chutei suas costelas com força suficiente para ouvir o estalo. Ele gritou. Alto. E eu só conseguia pensar no quanto o choro dele parecia fraco comparado aos gritos daquela menina. Foi então que ouvi o som familiar. Pesado. Ritmado. Um impacto suave de botas em concreto. Meus sentidos se aguçaram no mesmo instante. Girei o corpo num impulso, colocando o homem entre mim e a nova presença. Mas eu já sabia quem era, mesmo antes de ver.
— Já chega, Nêmesis — a voz grave cortou a noite como uma lâmina. Sombria, firme. Quase paterna. Mas não para mim.
Olhei por sobre o ombro e vi a capa ondulando. A silhueta cravada contra a luz do poste, como um presságio.
— Você de novo — rosnei. Meus olhos faiscavam por trás da máscara — Ele continua respirando. Claramente, não terminei o serviço.
— E você não vai terminar — disse Batman, se aproximando com aquela calma irritante, o tom de quem acredita ter controle da situação — Isso não é justiça. É vingança.
— Justiça é lenta. Vingança é eficiente — rebati, cruzando os braços — Ele é um estuprador. Não deveria estar vivo.
— Não é você quem decide isso — murmurou, firme, ao segurar meu braço com força. O contato dele era quente, sólido...irritantemente real.
— Tira a mão de mim — sibilei, tentando soltar, mas ele não cedeu — Você não tem nada a ver com o que eu faço.
— A cidade é minha responsabilidade — ele rebateu, com aquele olhar de quem carrega o peso do mundo — E eu não vou deixar se tornar o mesmo tipo de monstro que você diz combater.
Revirei os olhos e soltei um riso debochado.
— Ah, por favor. Eu mato monstros. Você prende eles em jaulas de papel e fica assistindo enquanto eles escapam e matam de novo. Quem é o verdadeiro cúmplice aqui?
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Imagine Heróis Volume 3
FanfictionQuer se imaginar no mundos dos heróis? Entrar na história e curtir o máximo dela? Embarque nessa aventura junto comigo e com todos os leitores apaixonados por esse mundo mágico. Essa obra é fruto de minha imaginação, qualquer semelhança com a real...
