Eu insisto

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Point of view'obanai
Tinha terminado de matar dois onis gosmentos, estava indo embora quando vejo um cabelo conhecido.

Em um bar? Essa garota enlouqueceu?
Vou atrás dela e como o imaginado não deu cinco minutos lá dentro para algum verme ir incomodar.

Essa mão nojenta dele sobre ela fez meu sangue subir.
Ela tirou e falou algo para ele, mas o verme fez questão de tentar encostar de novo.
- acho que ela deixou claro que é melhor se afastar. E diferente dela eu não aviso sobre o que vou fazer. _ falo segurando a sua mão antes dela ser posta em Agari novamente.- si-sinto muito... não sabia que ela estava acompanhada. _ o homem tentava se soltar assustado mas antes de deixá-lo livre eu faço questão de quebrar seu pulso

- obrigada... mas eu sei me cuidar sozinha. _ ela diz de costas. - você não deveria estar aqui. Isso não é lugar para uma mulher estar. _ ignoro sua frase e sento de frente para ela. - a garota está com fome. _ ela olha em direção a uma criança sentada ao seu lado. - é sua irmã? _ perguntei olhando para aquilo, que me olhava e olhava Kaburamaru com uma cara estranha. - não. Ela foi abandonada para morrer. Quando eu cheguei aqui ela estava quase sendo devorada pelo o que você sabe bem o que. _ onis. Imagino que o mesmo que eu matei. Já que ele se dividiu em várias partes.

Já havíamos saído do bar e andávamos para nossa vila novamente.

- O que pretende fazer com isso? _ aponto para a garotinha que dormia com a cabeça no pescoço da mulher. - não sei... mas aqui eu não posso deixá-la. Acho que vou leva-la para a mansão de inverno, lá terá quem possa cuidar dela direito. _ ela vai adotar a criança? - E NÃO APONTE PARA ELA COMO SE ELA FOSSE UM ANIMAL. _ ela grita comigo e eu apenas dou de ombros. Ela não sabe se decidir se é calma ou uma estúpida.

- Deixa que eu levo ela pra você. _ paro em frente a mulher. - não precisa, falta pouco para chegarmos. _ ela tenta se esquivar e voltar a andar mas não permito. - ela é quase da sua altura, deve estar pesado. Me deixe leva-la logo. _ tiro a garota dos seus braços e começo a caminhar. - eu tenho forças o suficiente para levar uma criança. E ela não tem quase a minha altura. _ ela dizia bufando e olhando para o lado. - se acredita nisso. _ dou de ombros. - O QUE DISSE?!



- Chegamos. Obrigada, Iguro. _ estávamos em frente a um grande portão. - abra... vou leva-la até uma cama. _ digo olhando para a menina em meus braços.

Assim que termino de colocar a criança deitada sobre a cama e me viro para ir embora dou de cara com Agari me encarando. Sem sua máscara.
E mais duas senhoras do seu lado.
Ela era linda. Aquela cicatriz a deixa ainda mais bonita, e seus olhos, aquele tom de azul era tão lindo. E me lembrava algo ou alguém, mas quem?

- Ayahati, fique de olho na garota por favor. Ela ira morar aqui a partir de hoje. E Saymishy, prepare um quarto para o senhor Iguro. _ ela diz agora olhando para as ajudantes. - não, já estou indo. _ caminho até a porta mas antes de sair sou puxado para trás. - nada disso. Creio que lutou a noite inteira e ainda carregou a garota até aqui. Deve estar cansado, durma aqui. Eu insisto. _ ela segurava meu braço fortemente. - hum... ok. _ eu realmente aceitei isso?

- antes das oito eu acordo, meu quarto é o último no corredor, qualquer coisa me procure. _ ela dizia com Kaburamaru em seus braços. Ele passeava pelo esquerdo e pelo direito, por seu pescoço e cintura. Uma bela cena de se ver, devo admitir. - aqui está. Tenha bons sonhos Kaburamaru. Até iguro. _ ela diz sorrindo pequeno e sai do quarto fechando as portas. - você é um vendido sabia? _ falo olhando a cobra agora rastejando pela cama.

- talvez eu realmente precisava dormir agora. _ meus olhos pesaram instantaneamente quando me deitei.

Acordo um pouco tonto. Por quanto tempo eu dormi?

𝘼 𝙨𝙚𝙧𝙥𝙚𝙣𝙩𝙚 𝙟𝙪𝙣𝙩𝙤 𝙖 𝙣𝙚𝙫𝙚 - 𝓞𝓫𝓪𝓷𝓪𝓲 𝓮 𝓐𝓰𝓪𝓻𝓲Onde histórias criam vida. Descubra agora