Chegada em Paris e a moça das tulipas

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A aeronave pousou suavemente no Aeroporto Charles de Gaulle, e Michael Jackson, disfarçado sob um chapéu fedora e óculos escuros, olhava pela janela enquanto o avião taxiava. Paris, com toda a sua história e charme, aguardava por ele. O coração de Michael batia com uma mistura de excitação e alívio. Ele finalmente estava fora da bolha sufocante de fama que o seguia em todo lugar.

Ao desembarcar, foi recebido discretamente por sua equipe de segurança, que o conduziu por um caminho reservado para evitar os curiosos e os paparazzi. Michael sempre apreciou o trabalho diligente de seus guarda-costas e assistentes, que faziam o possível para lhe dar momentos de normalidade. Após passar pela segurança, entrou em um carro preto e confortável que o aguardava.

Enquanto o carro se afastava do aeroporto, Michael olhou pelas janelas, absorvendo cada detalhe da paisagem parisiense. As ruas movimentadas, as pessoas apressadas, os artistas de rua que davam vida a cada esquina. Havia uma energia vibrante e encantadora que ele não sentia há muito tempo. A cidade parecia estar viva, respirando junto com seus habitantes.

Chegando ao hotel, um luxuoso estabelecimento no coração de Paris, Michael foi conduzido por uma entrada privada para evitar a atenção da mídia. A suíte, situada no último andar, oferecia uma vista panorâmica da cidade. A Torre Eiffel, imponente e iluminada, dominava o horizonte. Ele se aproximou da janela, admirando a beleza da vista.

Ao se instalar, Michael decidiu que queria explorar a cidade o mais rápido possível. Vestiu-se de maneira simples, tentando se misturar aos parisienses. Com um cachecol enrolado no pescoço e um casaco longo, saiu do hotel com sua equipe de segurança mantendo uma distância discreta.

Caminhando pelas ruas de Paris, Michael se sentiu incrivelmente livre. Entrou em pequenos cafés, provou croissants e conversou com moradores que, desconhecendo sua identidade, o tratavam como qualquer outro turista. Era exatamente o que ele precisava.

Em um desses passeios, Michael encontrou um mercado de rua repleto de barracas coloridas vendendo de tudo, de flores a queijos artesanais. Foi ali que ele avistou Ariana pela primeira vez. Ela estava em uma barraca de flores, escolhendo cuidadosamente um buquê de tulipas. Havia algo nela que imediatamente capturou a atenção de Michael. Talvez fosse o sorriso encantador ou a maneira graciosa com que se movia.

Ariana era uma jovem deslumbrante, com longos cabelos loiros presos em um coque, que lhe davam um ar sofisticado. Seus olhos grandes e expressivos, de um tom profundo de marrom, brilhavam com uma vivacidade contagiante. A pele dela, de uma tonalidade suave e impecável, parecia brilhar sob a luz do sol. Vestia um vestido floral que complementava sua figura pequena e sua presença encantadora.

Aproximando-se, Michael hesitou por um momento antes de falar.

— As tulipas são suas flores favoritas? — perguntou, com um leve sotaque americano que ela imediatamente reconheceu.

Ariana levantou o olhar, surpresa com a abordagem.

— Sim, elas são. E as suas? — respondeu ela com um sorriso gentil que fez o coração de Michael acelerar.

— Eu gosto de rosas, mas acho que tulipas também têm seu charme — disse ele, tentando manter a conversa leve.

Ariana sorriu, intrigada com o homem que estava diante dela. Havia algo familiar nele, mas ela não conseguia identificar exatamente o quê.

— Você está visitando Paris? — perguntou, tentando prolongar a conversa.

— Sim, estou de férias. Queria conhecer a cidade e aproveitar um pouco do que ela tem a oferecer — respondeu Michael, notando a curiosidade nos olhos dela.

Ariana assentiu e seus olhos analisaram o rosto daquele belo homem que tinha um sorriso lindo.

— Perdão, eu esqueci algo muito importante — Michael voltou a falar, rindo sem graça e um tanto tímido — Como se chama, senhorita?

— Ariana... meu nome é Ariana.

— Ariana... é um belo nome — Michael disse e seu sorriso entregava o quanto havia gostado daquela moça — Eu me chamo Michael. Prazer em conhece-la.

Ariana sorriu adoravelmente e seu olhar se desviou para as tulipas de seu buquê. Ela estava claramente tímida e Michael, sendo outro tímido, conseguiu reconhecer. Mas o que importava, é que havia gostado de Ariana. E suas férias mal haviam começado e ele já estava amando cada segundo.

Remember the time in moonlightOnde histórias criam vida. Descubra agora