A classe 1-A são crianças na creche!
- Com os professores Eraser e Mic
- Algumas coisas dentro do canon
- Sem ships
Qualquer aviso necessário vai estar no começo do capítulo
Minha primeira fic. Escrita confusa e mal estruturada
Arte da capa feita po...
Aizawa estava contando as crianças pela quarta vez, e estava pensando em fazer uma terceira chamada.
- Sensei, acho que todos estão aqui... Disse Burnin sentada em uma cadeira.
- Nunca se sabe... talvez teremos que fazer uma chamada no meio do caminho, e na chegada e...
- Shota. Já deu. Vamos embora. O professor loiro só queria ir embora.
Desta vez Aizawa andou atrás das crianças (discretamente as contando) junto de Yamada. Hawks, Mirko e Burnin foram na frente.
O caminho foi em silêncio. As crianças já estavam cansadas e ofegantes, e o clima estava pesado, nem mesmo Mic não falou nada.
Em algum momento as pernas de Izuku desistiram e, apenas aceitando, ele deitou de cara no chão. Até Shoji pega-lo, o carregando.
Na escola, já haviam alguns pais esperando para buscarem os filhos, como os de Koda e Jiro. Mas muitos ainda tinham que chegar.
Esperando junto das crianças, Hawks assistia pais pegando seus filhos sonolentos no colo, ou perguntando do passeio.
Assisto-lós voltar para suas famílias depois de um dia cansativo foi... surpreendentemente deprimente para ele.
O garoto já tinha aceitado a muito tempo que nunca poderia ser infantil, mas mesmo assim teve vontade de chorar feito uma criança quando Aizawa brigou com ele, o chamando de... bem, criança.
Antes que continuasse nessa linha de raciocínio, ele percebe Mirko sentando ao seu lado.
- Da pra acreditar naquele cara? - ele começa irritado. - falando que eu posso me matar se eu fosse descuidado. Como se eu já não tivesse sido treinado pra cuidar disso.
- Hawks. - ela diz relutante. - Acho que ele tem um ponto.
- O que?
- Acho que ele tem um ponto.
Ele levanta a cabeça, finalmente a olhando.
- O que quer dizer com isso?
- Acho que você não devia lidar com criminosos. Ela o olha de volta com o olhar firme, mesmo que suas palavras fossem trêmulas.
- Acha que eu não sou capaz?
- Você não tá entendendo. Eu acho que esse programa do governo não deveria existir.
Ele suspira, e olha de volta para as famílias.
- Qual foi a última vez que você foi pra sua casa?
Houve um silêncio. Ela não sabia se devia responder.
- Escuta, - ele começa - eu sou bom nisso, eu gosto de fazer isso e eu quero ser um herói. Eu já não pude ir a escola, ou ter uma família normal, ou uma infância. E você acha que que a única coisa que eu mais quero na vida também tem que ser tirada de mim?
- Eu... nunca tinha pensado por esse lado.
- Eu sei. Ninguém nunca pensa.
Os últimos pais finalmente chegam, e, após conversar um pouco com os professores, já estão indo embora.
Hawks se levanta.
- Eu não estou bravo com você. De verdade. - ele corta sua frase, como se fosse dizer algo a mais, mas desistiu na hora. - Eu tenho que ir, a academia tem toque de recolher.
- Tudo bem, tchau.
- Tchau.
*
Hawks e Mirko
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