A noite foi como prevista, horrível e totalmente pesada, já que elas evitaram até de se moverem para não causar nem um comentário importuno. Ambas não conseguiram dormir. Por mais exausta que Rosé estivesse, não saia da sua cabeça a proximidade de Jennie, e a possibilidade de ser beijada, era loucura. Jamais se imaginou beijando uma mulher, teria até nojo se passasse por sua cabeça qualquer tipo de pensamento, mas agora estava se perguntando e se tivesse acontecido? Sua madrugada foi uma tormenta.
Jennie por outro lado, tentava não fechar os olhos porque a todo momento que fazia isso, vinha a imagem de Rosé nua na sua frente, toda vez que fechava os olhos imaginava como seria o gosto do seu beijo, ter ela tão próxima a fez despertar tudo, menos repulsa que era o principal sentimento que ela deveria sentir. Passou a noite toda se julgando e se martirizando por estar desejando quem deveria odiar e a odiava, mas nesse momento, seu corpo estava vencendo seu coração.
[...]
— Mas que porra é essa? - Jennie se levantou assustada, não conseguiu dormir a noite toda, mas quando conseguiu finalmente fechar os olhos, seus ouvidos zumbiram com um barulho estridente de um cantar muito agudo de um animal que não era de se ouvir onde morava
— O que foi? - Rosé se levantou da cama assustada com a mão no peito
— Esse galo maldito, quem ele pensa que é pra tá gritando uma hora dessa? - se levantou para olhar pela janela — Ainda nem amanheceu direito, olha aqui, o sol ainda está se espreguiçando!
Rosé que ainda tentava assimilar a situação deixou uma risada tímida escapar com o termo que ela usou para se referir ao o sol ainda está nascendo
— E você ainda rir? - Jennie a olhou inconformada, seus olhos ardiam, queria dormir, mas o galo não parava de cantar — Onde desliga esse maldito?
— Não fale assim do Carijo, ele é um querido! - disse ao se espreguiçar, apesar de não ter dormido nada, tinha certeza que não iria conseguir dormir pela manhã, então calmamente foi até o banheiro e deixou Jennie amaldiçoar o animal de todos os palavrões que existia no mundo e nem sabia que existia tantos assim
Não demorou muito para Jhon abrir a porta do quarto de Rosé, já que o mesmo tinha trancado. Estava feliz, tinha finalmente casado com a mulher que amava e que escolheu para viver o resto da sua vida. Sua filha estava presente e iria ficar um ano por baixo de seus olhos. Sua enteada o amava e o admirava. Tinha um emprego maravilhoso e amigos verdadeiros. No momento não tinha do que reclamar
— Como foi a noite? - perguntou ao ver a filha olhando o movimento pela janela — Onde está Rosé?
— Finalmente, me mostre onde é meu quarto! - falou ignorando qualquer pergunta que se fora ouvida
— Vem - Jhon ignorou a falta de respostas para as suas perguntas, não iria estragar sua manhã com discussões
Jhon mostrou o quarto para Jennie que tentou não demonstrar nem uma emoção perante a ele, afinal, queria protestar a sua insatisfação por estar nesse país indesejado, mas quando o seu pai saiu do quarto, deu vários pulos de alegria ao ver a decoração, estava tudo do jeito que sempre pediu para a sua mãe, mas como a mesma era muito ocupada, então sempre adiava a reforma do seu quarto, mas pelo visto ela falou tudo para o seu pai, sorriu contente ao lembrar da mãe, ela era incrível.
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— .... E iremos ficar uma semana fora, mas não se preocupem, Maria irá tomar conta de vocês duas, e Rosé já sabe como funciona as coisas da fazenda, então, Jennie, você só vai ajuda-la no que ela precisar!
— Mas não vou mesmo - Jennie protestou, jamais obedeceria as ordens de uma caipira, ainda mais sabendo que o motivo é por causa da lua de mel que seu pai pretendia fazer com a nova esposa — Irei para casa de Mieyon, lá tem espaço, fico no quarto de Lisa.
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Horses | Chaennie
RomanceSINOPSE: HORSES - CHAENNIE Amor e ódio andam lado a lado, muitas vezes o ódio consegue se sobrepor, diminuindo o amor e aumentando a tensão. Jennie não aceitava que seu pai estava seguindo em frente com a vida dele, e odiou saber que teria que atura...