Reis praticamente não dormiu a noite toda. Dilara, embora tivesse conseguido descansar um pouco, estava tão ansiosa quanto ele.A tarde já havia caído, e ninguém tinha notícias de seu filho. O medo do que poderia ter acontecido era insuportável. Dilara estava andando de um lado para o outro, usando um casaco branco de tecido fino, os cabelos soltos. Ela olhava da janela da mansão o jardim, observando se via alguma movimentação que indicasse o aparecimento do seu filho.
A sala estava envolta em uma penumbra inquietante, e as sombras das árvores no jardim se alongavam à medida que a noite avançava. Cada brisa que passava parecia trazer consigo um pressentimento, e os pensamentos de Dilara giravam em torno do pior. O silêncio na mansão era ensurdecedor; cada vez que ela parava para ouvir, o vazio ecoava de volta, intensificando sua angústia.
Reis a surpreendeu tocando em seu ombro. Dilara continuou a olhar fixamente pela janela, como se pudesse fazer seu filho aparecer com apenas a força do olhar. O toque dele era firme, mas gentil. Quando ele beijou o topo de sua cabeça, trouxe um conforto momentâneo; porém, a ansiedade rapidamente retornou como uma sombra persistente.
—Dilara, amor, por que você não tenta descansar um pouco?—sugeriu Reis, com a voz suave, enquanto se aproximava dela.
—Como posso descansar, Reis? A cada minuto que passa sem notícias dele, meu coração afunda mais.— Ela virou-se para ele, os olhos brilhando de preocupação.
—Eu entendo sua dor, mas precisamos manter a esperança. Ele é forte e inteligente. Se algo estivesse errado, já teríamos recebido notícias.
—E se não for o caso? E se algo terrível tiver acontecido? —A voz dela tremia, repleta de angústia.
— Escute-me, Dilara. A ansiedade só nos consome. Vamos nos apoiar um ao outro. Lembre-se de todas as vezes em que ele superou desafios. Ele sempre encontrou uma saída.
-—Você realmente acredita nisso?—Ela o encarou, buscando conforto nas palavras dele.
—Com todo meu coração. A vida é cheia de incertezas, mas juntos podemos enfrentar qualquer tempestade. Você não está sozinha nessa. Estou aqui com você.
—Eu sei... Mas a incerteza é tão dolorosa.—Ela respirou fundo e tentou se acalmar.
—Vamos fazer um pacto: enquanto estivermos juntos, não deixaremos a tristeza nos dominar. Vamos lutar pela esperança e pela luz que ainda existe em nossas vidas.
Dilara olhou nos olhos dele e sentiu um pouco do peso se aliviar.
—Obrigada por estar ao meu lado.
—Sempre estarei, Dilara. Juntos somos mais fortes. Agora vamos preparar algo para comer e tentar relaxar um pouco. O dia apenas começou.
Dilara nunca poderia imaginar que se sentiria tão confortável perto dele, mas naquele momento, mesmo com a preocupação pulsando dentro dela, havia uma leveza no toque dele que a fazia sentir-se um pouco menos sozinha.
Reis estava atrás de Dilara, envolvendo-a em seus braços, tentando oferecer algum conforto enquanto ela olhava pela janela. A noite estava fria, refletindo a tempestade que se formava em seu coração. Ele sussurrou suavemente em seu ouvido:
—Estou aqui, amor. Não precisa se preocupar. Tudo vai ficar bem.
Mas Dilara estava distante, seus olhos fixos no jardim. De repente, ela percebeu os carros da polícia se aproximando e um frio intenso percorreu sua espinha.
—Reis...— sua voz saiu quase como um sussurro, carregada de apreensão. — Olhe! Os policiais estão chegando.
Ele se endireitou, a expressão mudando rapidamente de preocupação para alerta.
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O Véu da Violência +18
RomanceDilara kurt cresceu no interior de Ancara, onde a vida era marcada pela simplicidade e pelo trabalho duro. Desde jovem, ela e sua família serviram na opulenta mansão dos Karadeniz, uma família poderosa e temida. Noiva de um jovem que a amava, Dilara...
