oioi vou começar esse cap de novo pq eu SEI q o felipe vai me matar mas sao vivencias, ent eu te peço por favor felipe nao me mate
A escuridão da noite caía como um manto denso sobre a floresta, mas Aruanã e Ibiraci continuavam a seguir em frente, guiados apenas pela luz das estrelas e pelos sons da selva ao redor. O silêncio entre eles, desta vez, não era confortável. Havia algo no ar, uma inquietude, como se a própria mata estivesse tentando alertá-los de um perigo iminente.
Desde o encontro no rio, os dois se tornaram ainda mais próximos. A troca de olhares, o toque das mãos, e, finalmente, o beijo que compartilhavam era uma promessa silenciosa de que nunca se separariam. Mesmo nos momentos mais simples, Aruanã sentia como se sua vida estivesse entrelaçada à de Ibiraci de uma forma que não conseguia explicar. E o mesmo parecia se refletir nos olhos profundos de Ibiraci, que agora caminhava com cautela ao seu lado.
— "Estamos perto," disse Aruanã, tentando quebrar o silêncio que parecia pesar mais do que o normal. Ele olhava para a trilha, seus instintos alertas, mas sua mente ainda voltada para o calor do beijo de antes.
Ibiraci assentiu, mas não disse nada. Ele parecia concentrado, os olhos escaneando a mata ao redor, como se algo estivesse fora do lugar. O clima, que antes era úmido e calmo, agora trazia uma leve brisa cortante, como um presságio.
De repente, o som de galhos quebrando ao longe os fez parar de súbito. Aruanã imediatamente puxou Ibiraci para perto, os olhos arregalados em alerta. Eles sabiam que as ameaças na floresta podiam surgir de qualquer direção — desde animais selvagens até homens mal-intencionados, especialmente aqueles interessados nas riquezas naturais da terra. O que eles não podiam prever, no entanto, era o que estava por vir.
— "Fique perto de mim," Aruanã sussurrou, o braço segurando Ibiraci com mais firmeza.
— "Sempre," respondeu Ibiraci, sua voz baixa, mas firme.
A noite parecia mais escura à medida que avançavam, os ruídos da floresta cada vez mais tensos. A confiança de Aruanã vacilava, mas ele sabia que, não importa o que acontecesse, eles estavam juntos. A fé que ambos compartilhavam no espírito da floresta, nos seus ancestrais, era o que os mantinha de pé.
Foi então que ouviram o som agudo de uma flecha cortando o ar.
Antes que Aruanã pudesse reagir, Ibiraci gritou e caiu de joelhos, segurando o lado do corpo. O pânico tomou conta de Aruanã. O tempo parecia desacelerar enquanto ele se ajoelhava ao lado de Ibiraci, a respiração acelerada e o coração batendo como um tambor.
— "Não! Não, Ibiraci, não agora..." a voz de Aruanã estava embargada, mas ele tentava se manter forte.
Ibiraci respirava com dificuldade, o suor escorrendo pela testa, mas seus olhos, sempre profundos e cheios de sabedoria, se voltaram para Aruanã com uma calma inesperada.
— "Aruanã... você precisa continuar... precisa... proteger nossa casa... a floresta," Ibiraci sussurrou, a voz fraca, mas firme, apesar da dor evidente.
— "Eu não vou te deixar!" Aruanã gritou, a determinação fervendo em suas veias. "Você prometeu! Nunca vamos nos separar, lembra? Nossa fé é forte, e os espíritos da floresta estão com a gente."
Ibiraci sorriu, mesmo diante da dor que atravessava seu corpo. Ele sabia o que Aruanã sentia, e, mesmo enfraquecido, não queria que seu amigo, seu amor, perdesse a fé. Os dois já tinham passado por muitos desafios juntos, e esse seria mais um.
— "Eu confio... confio nos espíritos... mas você precisa ser forte... por nós dois."
As palavras de Ibiraci penetraram fundo no coração de Aruanã. Ele sabia que não podia fraquejar, que, mesmo diante do perigo, a fé deles era o que os manteria vivos. E, naquele momento, Aruanã lembrou-se da promessa que fizeram à beira do rio: sempre estar juntos, mesmo que o mundo ao redor tentasse separá-los.
A floresta parecia responder àquela promessa. O som do vento através das árvores tornou-se mais suave, como um sussurro de conforto. Aruanã fechou os olhos por um momento, sentindo o espírito da floresta ao seu redor, como se ela própria estivesse protegendo os dois.
Com uma nova determinação, Aruanã levantou-se, puxando Ibiraci com cuidado. Ele sabia que precisava tirá-los dali antes que o perigo voltasse. O destino de Ibiraci era incerto, mas Aruanã não deixaria que aquilo fosse o fim.
— "Eu vou te proteger, Ibiraci. Nunca vou te abandonar." Suas palavras eram tanto uma promessa quanto uma prece.
Eles se arrastaram pela mata, cada passo sendo uma luta para manter Ibiraci em pé. A respiração de Ibiraci ficava mais difícil a cada minuto, e Aruanã sentia o coração se apertar com o medo de perdê-lo. Mas não, ele não podia pensar nisso agora. O espírito da floresta estava com eles, e a fé deles era inquebrável.
Ao longe, eles podiam ouvir o som de águas correndo — um riacho. Aruanã sabia que, se conseguissem chegar lá, haveria plantas medicinais que poderiam ajudar a estancar o sangramento. Ele carregava Ibiraci com toda a força que tinha, mesmo quando seus próprios músculos começavam a ceder.
Finalmente, ao chegarem à margem do riacho, Aruanã colocou Ibiraci suavemente no chão. Ele rapidamente começou a buscar ervas ao redor, seu coração batendo forte enquanto lutava contra o desespero crescente.
— "Aguenta firme, Ibiraci. Estamos perto. Você vai ficar bem," ele murmurava, repetindo as palavras tanto para acalmar a si mesmo quanto ao amigo.
Ibiraci, com dificuldade, olhou para Aruanã e sorriu novamente. Seus olhos brilhavam, mesmo com a dor, e ele levantou a mão trêmula para segurar a de Aruanã.
— "Não importa o que aconteça, eu sempre estarei com você... aqui," ele sussurrou, apontando para o coração de Aruanã.
As palavras de Ibiraci ecoaram nos pensamentos de Aruanã enquanto ele se movia freneticamente, tentando salvar o amigo. A noite parecia mais escura agora, e a luta entre a fé e o medo era uma batalha constante no coração de Aruanã. Eles tinham prometido nunca se separar, e Aruanã estava decidido a cumprir essa promessa, mesmo que o espírito da floresta tivesse outros planos.
aiai ja to vendo o felipe me matando, mas são vivencias, mas daqui a pouco fica melhor eu prometo mas por enquanto é isso ne, tchau ate o próximo cap
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Cantos da Floresta
RomansaEm meio à imensidão da floresta amazônica, Aruanã e Ibiraci cresceram como melhores amigos, unidos pelas raízes profundas de sua aldeia e pelas tradições que os cercam. Aruanã, com seu espírito aventureiro, sonha em explorar o mundo além da floresta...
