doze

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Rebeca estava acordada há um bom tempo, seus pensamentos estavam longe, mas em alguém que dormia logo à sua frente. Algo estava acontecendo, algo novo e desconhecido, mas gostoso – no entanto, igualmente assustador. Por Deus, só faz dois dias desde que a conheci pensava com uma leve careta ao se dar conta do fato.

Buscou o celular em meio a pequena bagunça da cama e buscou o grupo com as amigas. Desejou bom dia e esperou que respondessem, mas durante esse meio tempo, seus pensamentos outra vez pararam na mulher a sua frente, noiva e muito hétero – nem tanto, mas seu lado racional torcia para que sim.

Batucou os dedos sobre a coxa, pensando no que fazer sobre. Sentia vontade de se jogar, sem receio, sem restrições, sem o pesar da traição, mas era impossível. Sendo bem sincera, Rebeca não se incomodava em pôr um chifre no noivo de Simone, mas algo a fazia acreditar que a estadunidense não era assim. Suspirou, sentindo-se desanimar.

O celular vibrou e sua atenção voltou para as mensagens com as amigas.

Batidas nada discretas fizeram com que largasse o celular, a testa franzida em confusão. Sunisa e Jordan não poderiam ser, com certeza, ainda mais naquela hora da manhã. Levantou-se, analisando a própria roupa e caminhou até a porta, reparando que Simone estava acordando com o barulho.

— Bom dia, eu quero falar com Simone. — o homem despejou, seu tom grosseiro fazendo Rebeca erguer a sobrancelha desacreditada com a audácia.

— Bom dia. — o tom imponente da brasileira fez o homem inflar o peito. — Não sei quem procura, mas esse quarto é meu e com certeza não me chamo Simone.

Rebeca estava somente com uma fresta da porta aberta, então pôde ver facilmente quando Simone negou, pedindo silenciosamente que não confirmasse que estava ali.

— Eu sei que ela está aqui!

— Oh, é mesmo? — debochou. — Eu pareço a Simone? — apontou para o próprio rosto, se irritando. — Eu acho melhor você dar o fora antes que eu mande a segurança expulsar você!

— SIMONE! Eu espero você na nossa casa hoje a tarde! Se não aparecer, considere-se uma pessoa solteira! — gritou, antes de sair pisando duro.

Rebeca bateu a porta, irritada, mas respirou fundo porque não era sobre ela. Olhou para Biles e a viu com a expressão perdida, aproximou-se com cautela.

— Como? — Simone pensou alto. — Como ele me achou?

— Não disse a localização a ele?

— Não... — respondeu, focando o olhar em Rebeca.

Demorou apenas alguns segundos para que dois pares de olhos atentos estivessem focados no celular de Simone. Ao se dar conta realmente, Biles pegou o celular e o estourou na parede.

Andrade somente observou.

— Beca, diga a suas amigas que não precisa comprar passagem, mandarei um jatinho buscá-las e, hoje a noite, estaremos todas juntas na mesma casa.

— Beca, diga a suas amigas que não precisa comprar passagem, mandarei um jatinho buscá-las e, hoje a noite, estaremos todas juntas na mesma casa

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Primeira Vez - Rebiles Histórias para pegar e não largar. Descubra agora