O dia estava belo, tão belo quanto o que se possa imaginar, não havia nenhuma nuvem no céu, ele estava tão azul quanto se possa estar.
Um pequeno garoto, de sete anos de idade estava correndo para lá e para cá onde se possa ver, estava bem longe de sua mãe. O garotinho que tinha apenas uma bermuda azul e uma camiseta branca, sem nenhum detalhe em especial estava se divertindo muito com as outras crianças que também aproveitavam o parque com seus familiares.
A mãe desse pequeno garotinho, de cabelos lisos tão longos quanto suas pernas. Estava sentada a sombra de um grande Limoeiro, havia um leve e suave cheiro doce que cercava Catarina naquele momento.
Com um vestido florido onde a cor em destaque era o amarelo das girassóis que foram ali bordadas. No seu pulso direito, portava um relógio simples e feminino, com a carapaça que lembrava um quadrado minimalista e fofo a correia era magenta. Ao seu redor, haviam pessoas, das mais variáveis. Mas todas eram cavaleiros. Era o Day off, o dia de folga deles. Lutavam constantemente contra as corrupções sem interrupções a não ser pelo Day off.
É claro que nem todos estavam de folga, mas a sua maioria estava ali, no parque Chucre. É óbvio que uma concentração de cavaleiros distintos, Dps e Suporters, mesmo com o clima de feriado todos estavam atenciosos demais. Mas o que atraia a atenção não era exatamente o clima festivo e divertido, era na verdade uma pequena apresentação de uma garotinha da mesma idade de Matthew, o garotinho com a bermuda azul.
A garotinha tinha cabelos curtos, olhos castanhos e bochechas exuberantes, vestia um belíssimo cosplay de garota mágica, com um rosa bem leve misturado com um branco puro. O vestido que detinha uma saia volumosa semelhante a um tutu de bailarina, realçava a fofura da garotinha, que era tão fina quanto uma folha de papel, tão frágil, com uma voz tão poderososa. Ela cantava com a ajuda dos equipamentos sonoros. Cantava uma música alegre, muito alegre. Que estava deixando todos ali animados até que o garotinho apaixonado pela sua voz, rouba a atenção ao subir no palco e começou a cantar junto com ela. Ele também sabia a música de cor e a partir daí começaram a competir entre si, e ver quem anima mais o público com a sua voz.
É claro que a voz do pequeno Matt não era nem de perto boa para competir com a voz da garotinha, mas os dois formavam um dueto indescritívelmente belo. Atraíram a atenção não somente de cavaleiros e pajens, mas de toda a alma vivente que se encontrava naquele parque, naquele dia, naquele horário.
Depois de muito cantar e cantar, aqueles dois estavam exaustos. A garotinha cai tão cansada quanto um assaraliado em plena sexta feira e Matt cai de costas no chão. Todos estavam rindo, todos estavam felizes. Por pouco tempo.
Matt se levanta primeiro e educadamente estende a mão para a pequena garotinha, que aceita sua ajuda alegremente, a música continuou, mas não com aqueles dois no palco, ambos se separaram. Foram ter com suas famílias.
Matt correu em direção a sua mãe, Catarina estava sempre sorridente, e ao olhar para Matthew sorriu ainda mais. Matt pulou no colo da mãe e começou a tagarelar sem parar, sendo a felicidade de Catarina.
- Mãe, Mãe, Mãe! Você viu!? Aquela garotinha canta muuuuuuuuuuuuito!!- o pequeno estava tão empolgado que sua animação contagiava.
- Sim Matt, vocês estavam fofos juntos!
- Não é? se eu chamar ela pra cantar de novo, será que ela aceita?
- Não sei não, a sua voz de taquara rachada estava atrapalhando a beleza da música! - Um rapaz alto e esbelto se intrometeu.
- Não diga isso Josh, ele só tem sete anos, a voz dele quando crescer vai ser tão grave e bela que nem você vai reconhecer!
- não mime ele mãe! - Exclamou Josh enquanto fazia cócegas em Matt.
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Phantom Phase
Science FictionVocê já se sentiu derrotado? Sentiu que seu corpo se tornou tão imundo e nojento em detrimento das consequências de seus próprios atos infames? Em meio a pertubação emocional que você sente, mesmo criminoso, mesmo exalando o cheiro do pecado, existe...
