Rapidamente o corpo adoecido de Matthew ficou completamente isento das fraquezas e inconveniências de um resfriado comum, na verdade, biologicamente falando, muitas coisas estavam sendo atropeladas para que ele pudesse lutar sem complicações, mas ele estava lá, saiu do quarto e como um raio apareceu diante daquela criatura das trevas.
Mas ao chegar já recebeu um golpe pesado da espada negra daquele Phantom, que o jogou longe, mas foi o suficiente para que pudesse pegar a garota ferida no colo, infelizmente ela voou junto com ele, para pousar sem que ela se ferisse, ele se virou para amortecer o impacto com suas costas. Bateu na parede e quicou intensamente, mas a garota não recebeu nenhum dano.
A deixou de lado, respirou fundo e percebeu que não estava tão ferido assim, dessa forma também percebeu que o primeiro round não seria suficiente.
- ROUND TWO! - o fone vibrou e brilhou, dessa vez a cor que emanava do interior do fone era um azul esverdeado.
"VOCÊ NÃO CONSEGUE LIDAR COM ELE! É O MESMO QUE SEU IRMÃO ENFRENTOU!"
A voz de Leyla, ecoava intensamente na mente daquele garoto, mas o olhar dele era imparável. Estava convicto de que iria derrotar aquele Phantom, numerado ou não, estava super confiante e isso era inadmissível.
Rapidamente, o Phantom surgiu na frente dele e golpeou a barriga, o elevando e arremessando apenas com esse golpe para o teto, da casa, a força foi tamanha que o mesmo quebrou. Matthew agora estava do lado de fora.
Antes de se levantar, ele puxou uma quantidade insana de ar para dentro de seus pulmões treinados na temperatura a baixo de zero, e gritou para que qualquer criatura mais adentro da floresta também ouvisse.
- ROUND THREE! - O fone vibrou e começou a emitir um som semelhante a uma roda de bicicleta em alta velocidade, cortando o vento estrada a fora. A cor que emanava começou a amarelar. Um verde-amarelado saia das entranhas do fone.
"EU NÃO POSSO PERMITIR QUE CONTINUE A DESTRUIR O PRÓPRIO CORPO! VOCÊ NEM PODE OLHAR PRA ELA! PORQUE SE ESFORÇAR A ESSE PONTO?!"
- o dever... De um cavaleiro não é proteger?
Leyla calou-se diante da convicção de um cavaleiro que foi excluído pela maior entidade da ordem, a própria lua. Ninguém estava esperando alguma coisa de alguém que tira vidas e é capaz de se matar sem ao menos se movimentar.
- Eu só tenho a Reverse, não tenho mais família, nem posso ter amigos, nem qualquer coisa do tipo, minha mestra me treinou de forma que eu pudesse odia-la, para que se eu a matasse, não ficasse com a culpa presa as minhas entranhas.
"Se você sabe disso, por que continua lutando pelos cavaleiros??"
- Só por causa da minha situação que é uma excessão, significa que tenho que dar as costas para quem quer que esteja precisando de ajuda? Meu pai me odiaria e minha mãe me mataria se eu deixasse de ajudar, ainda mais ajudar uma garota tão bonita quanto aquela dali. - Apontou para Elly, agora refém das trevas.
A criatura também subiu no telhado, dessa vez segurava a garota pelo pescoço, estava inconsciente até respirar o ar frio de fora da casa. A garota então abriu os olhos e fitou o garoto que parecia ser mais novo, porém ele não demonstrava medo, preocupação ou qualquer tipo de sentimento averso a vitória. Pelo contrário.
"Não há motivos para você lutar!"
- Um cavaleiro de verdade não precisa de nada disso, eu só preciso ter a oportunidade de salvar um belo par de peitos.
Ele avançou com um sorriso tenso na direção do Phantom, sem nada em mãos, apenas sua força de vontade e resiliência além do normal. O phantom o olhou de cima para baixo, ele ainda nem alcançou os 1,60 de altura. Era uma formiga diante do Phantom que ameaçava a vida de Elly.
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Phantom Phase
Science FictionVocê já se sentiu derrotado? Sentiu que seu corpo se tornou tão imundo e nojento em detrimento das consequências de seus próprios atos infames? Em meio a pertubação emocional que você sente, mesmo criminoso, mesmo exalando o cheiro do pecado, existe...
