O papel dele

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Dia 23

"Um pouco mais de três semanas se passaram desde aquela noite fatídica, onde duas garotas e uma mulher bruta mudaram a minha vida por completo. O fone era um protótipo, nunca esteve completo, o que me dá muito medo do que ele pode fazer quando estiver completo...

Estamos em uma floresta inóspita de algum raio de lugar, para testar algumas das mudanças no fone. Não posso mais usar os rounds, elas me proibiram, na verdade, elas removeram completamente aquela função do fone. Mas eu não posso lutar sem nada não é mesmo?

Então para compensar isso, me deram uma tal de porcentagem, um percentual de poder que posso extrair usando o fone. Os Rounds eram algo que sempre estavam no máximo, eram como um medidor de volume, e cada round que eu forçava no meu próprio corpo, era como se eu amplificasse o volume que já estava no máximo, por isso meu ilustre corpinho, não foi capaz de resistir, afinal estava em um estado infantil e mal desenvolvido.

Mas a porcentagem é algo ainda mais perigoso, só não posso deixar que descubram, ou vão tirar isso de mim também. Hoje vamos testar até onde meu corpo pode ir e quantos por cento ele consegue aguentar."

A manhã estava limpa, sem nenhuma nuvem no céu. Matthew estava ofegante, suava como se estivesse numa sauna, infelizmente uma das primeiras consequências da porcentagem.

- Você está bem, querido? - Sophie vestia um sobretudo branco, o céu estava limpo, mas ainda era inverno naquele lugar inóspito. A neve cobria quase tudo que era visível, mas aquele rapaz ainda suava como se fosse verão.

- Não ligue pra mim! Aumenta sem misericórdia!

- Olha aqui, você sabe por que raios tiramos os seus malditos rounds?

- Por que eles eram muito poderosos?

- NÃO! Simplesmente por que são muito perigosos, ouviu? - Sophie carregava um notebook robusto, parecia pesado, tanto que mal conseguia carrega-lo por aí.

- Hi... Hi... Mas eai? Quantos eu consegui tankar? - Matthew olhava para ela com olhinhos sinceros e muito curiosos, mas os olhos da pequenina não corresponderam aos dele.

- Sete por cento.

- Se-

- Sim, apenas Sete por cento de toda a capacidade do fone, e você já se encontra desidratado, desnutrido e com uma leve insolação.

- Nada demais.

- ESTAMOS NO INVERNO!

- Como eu disse! nada dem-

Slap!

Uma garota fofa se intromete nas ilusões de Matthew, com um sobretudo azul-escuro, cabelos longos e negros como a noite, pele tão branca quanto a neve, cujo frio deixou levemente avermelhada, essa mesma garota trazia consigo uma feição irritada... muito, muito irritada.

- a. - Matthew não podia contra ela, Sophie era uma coisa, mas Elly já o viu a beira da morte.

"Você não pode exagerar, se ficar em coma por mais de um mês a ordem pode te encontrar de novo. A minha mãe não consegue te esconder para sempre!"

- Eu gostaria de saber o que aconteceu enquanto eu estive inconsciente... Como que de um cavaleiro negro protegido eu fui para um criminoso foragido? - Matthew estava sem camisa, mas continuava a suar loucamente. Ao seu lado, Sophie monitorava muitas coisas do seu corpo, e a mais importante é a quantidade de água nele. Ao lado de ambos, um cooller cheio de água refrigerada estava disposto.

- Agradeça a seu pai por isso! Ele é o culpado de tudo! Graças a ele você não consegue entrar na clínica da ordem, então por favor não fique mais inconsciente. Se não fosse por causa dele, você teria se recuperado infinitamente mais rápido do que se recuperou.

Phantom PhaseOnde histórias criam vida. Descubra agora