[11]

672 79 24
                                        

𝐀𝐞𝐦𝐨𝐧𝐝 𝐓𝐚𝐫𝐠𝐚𝐫𝐲𝐞𝐧

Aemond entrou apressadamente em seus aposentos, fechando a porta com força suficiente para ecoar pelo cômodo. Seu peito arfava em uma mistura de raiva e desespero. A revelação o corroía: Jacaerys não recebera a carta. Ele não sabia. Ele queria Alicent. A mente de Aemond fervilhava em pensamentos desordenados, mas nenhuma dessas justificativas fazia diferença agora.

— Papai? — A voz delicada o trouxe de volta à realidade. Virando-se, viu Alicent parada à sua frente, os olhos preocupados. Ele sabia que seu estado devia ser aterrorizante para ela, como o de um animal acuado.

Ajoelhou-se diante da filha, segurando-a pelos braços com uma gentileza que contrastava com sua expressão transtornada.

— Querida, preciso que vá para o seu quarto agora mesmo. Não fale com ninguém além de nós, ouviu bem? Ninguém! — O tom urgente em sua voz fez Alicent arregalar os olhos, mas, relutante, ela assentiu com a cabeça.

Aemond beijou o rosto da filha rapidamente e lançou um olhar significativo à ama das crianças, que prontamente pegou Gaemon do chão, onde ele brincava alheio, e conduziu os dois para fora do aposento.

Quando a porta se fechou, Aemond desabou na cadeira. A sensação de miséria era esmagadora. Tudo mudara com o que acabara de descobrir. Agora, mais do que nunca, ele tinha certeza de que Jacaerys não desistiria de Alicent. Ele conhecia o bastardo. Precisava agir rápido. Precisava de Garlan.

Cada minuto que passava parecia um golpe em seu coração. O medo de que Jacaerys atravessasse aquela porta a qualquer momento para roubar sua filha o consumia.

Quando Garlan chegou, o sol já havia se posto. Encontrou Aemond em estado deplorável, mordendo as unhas até que estivessem em carne viva. Era um hábito que ele detestava e jurara nunca permitir que seus filhos adquirissem.

— Aemond! O que aconteceu? — Garlan perguntou, a voz grave tingida de preocupação, enquanto se ajoelhava ao lado do marido.

Aemond levantou o olhar desesperado e, sem conseguir se conter, atirou-se nos braços do alfa, apertando-o com força, como se buscasse segurança.

— Jacaerys... — A voz saiu trêmula, entrecortada por um soluço doloroso. — Ele... Ele não sabia.

— O quê? — Garlan perguntou, confuso.

— A carta... Aquela carta que mandei para Jacaerys. Ele nunca a recebeu, Garlan. Ele não sabia sobre Alicent! — Aemond se agarrou ainda mais ao marido, enterrando o rosto em seu pescoço.

O corpo de Garlan enrijeceu, e Aemond sabia exatamente o que aquele silêncio significava. Era o medo de que ele se arrependesse e retornasse a Jacaerys.

Aemond afastou-se ligeiramente e encarou o companheiro, vendo nos olhos dele o pavor e a hesitação que transbordavam.

— Quero voltar para casa. Quero ir para Highgarden. — Ele murmurou, acariciando o rosto de Garlan. — Você é o homem que escolhi para passar o resto da minha vida. Não será uma carta que mudará isso. Jacaerys não destruirá nossa família.

Nem que para isso ele tenha que morrer.

Sentindo a determinação no olhar de Aemond, Garlan envolveu sua cabeça com as mãos e liberou feromônios calmantes.

— Vamos embora agora mesmo, meu amor. Vamos para casa.

𝐉𝐚𝐜𝐚𝐞𝐫𝐲𝐬 𝐕𝐞𝐥𝐚𝐫𝐲𝐨𝐧

Jacaerys entrou abruptamente nos aposentos de sua mãe, os passos firmes e o coração em chamas. Encontrou Rhaenyra sentada diante da penteadeira, arrumando os cabelos. A rainha, que deveria estar no Conselho governando o reino, deixava tudo em suas mãos e nas dos conselheiros.

Ao vê-lo, Rhaenyra arregalou os olhos por um instante, mas logo abriu um sorriso doce.

Essa mulher o destruiu. Tirou tudo dele. Privou-o de se casar com o amor de sua vida. Escondeu sua filha.

— Jace? O que faz aqui, querido? — ela perguntou com a voz melosa, mas o som apenas revolveu o estômago dele.

— Por que não me contou? — A voz de Jacaerys saiu embargada, carregada de traição. Nem mesmo em seu casamento ele se sentira tão miserável.

— Do que está falando? — Rhaenyra respondeu, confusa.

— Como... Como pôde fazer isso comigo? — Ele se apoiou em uma mesa, derrubando tudo o que havia nela, enquanto sua força o abandonava.

Alarmada, Rhaenyra levantou-se e caminhou até ele. Quando tentou tocá-lo, ele se afastou com brusquidão.

— Pelos deuses, Jacaerys, o que está falando? — a irritação transpareceu em sua voz.

Jacaerys não conteve o grito:

— Como pode esconder minha filha de mim?!

O impacto das palavras foi devastador. O rosto de Rhaenyra perdeu toda a cor, e seus olhos se arregalaram de puro terror.

— Você... Você não sabe do que está falando...

A culpa na voz dela o enfureceu ainda mais. Ele avançou, segurando-a pelo pescoço.

— Eu não sei do que estou falando?! — rugiu. Rhaenyra cambaleou, tentando se soltar, mas ele não a deixou. — Você escondeu Alicent de mim! Enviou minha filha e Aemond para as mãos de Garlan Tyrell! Como pôde?!

Jogou-a ao chão, onde ela bateu a cabeça com força.

— Eu fiz isso pelo bem da nossa família... — murmurou ela, soluçando.

— Alicent é da família! Ela é minha filha, sua neta! Você a condenou a ser uma bastarda por sua luxúria e egoísmo!

— Alicent é da família! Ela é minha filha, sua neta! — gritei descontrolado sem medir minhas palavras, Rhaenyra soltou um soluço dolorido  — Ela é meu sangue, seu sangue. Você a condenou a nascer como uma bastarda por seus próprios erros e luxúria. Como alguém é tão... Cruel.

Ele começou a chorar, e se virou para a saída derrotado. Jacaerys ouviu Rhaenyra se levantar apressada do chão e quando ela tentou tocá-lo ele se esquivou e continuou a andar

— Jacaerys! Me perdoe, por favor! Eu- eu não imaginei que as coisas saíram dessa forma — ela falou tentando me alcançar — Pensei que Baela te daria filhos, e, e, Aemond é um mestiço Hightower. Baela tinha sangue puro

Isso acabou com sua insanidade. Ele se virou e segurou sua mãe pelos braços com uma força que nunca imaginou usar contra alguém

— VOCÊ É UMA MESTIÇA ARRYN, EU E MEUS IRMÃOS SOMOS BASTARDOS STRONG! — ele gritou louco de raiva. Como ela pode chamar Aemond de "mestiço ândalo" quando a própria Aemma Arryn era filha de um senhor ândalo. Os Strong tinham sangue dos primeiros homens, e ele e seus irmãos nem se pareciam com valiranos.

Olhando para a mulher que o deu à luz, Jacaerys sentiu vontade de matá-la. Quando estava prestes a fazer uma loucura algo o distraiu. Pela janela ele viu a grandiosa Vhagar subir da Colina de Rhaenys em direção aos céus.

Não...

Ele jogou Rhaenyra de lado e correu para perto do vidro em desespero. Aemond estava fugindo com sua filha. Ele não deixaria isso acontecer, não. Seu ômega devia ficar com ele, assim como Alicent. Eles deviam ser uma família.

Eles vão ser uma família

Notas

Demorei, mas saiu. Semana que vem começa as provas e eu preciso tirar 5 na prova de matemática, mas não consigo um 3🤡

𝐆𝐫𝐨𝐰𝐢𝐧𝐠 𝐒𝐭𝐫𝐨𝐧𝐠Onde histórias criam vida. Descubra agora