13. Minha garota

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Pov Casey

Quando eu estava em frente à minha casa, as luzes da sala ainda estavam acesas, o que era incomum naquela hora. Minha mãe ficou acordada tão tarde, mas não me surpreendeu encontrar-la sentada no sofá, com uma xícara de chá nas mãos e um livro revelado ao seu lado.

— Você chegou tarde. — A voz dela era gentil, mas atenta, como se já soubesse o que eu iria dizer.

— Jantar com uma... amiga. Izzie, você conheceu ela aqui. — A palavra é tão estranha na minha boca. Não faz justiça ao que Izzie realmente era.

Minha mãe arqueou uma sobrancelha, um leve sorriso se formando no rosto dela.

— Só uma amiga?

Eu me sentei no sofá oposto e soltei um suspiro, passando a mão pelo cabelo. Não adiantava esconder. Minha mãe me conhecia melhor do que qualquer pessoa.

— Não, mãe. Não é só uma amiga. — Pausa. — Estou apaixonado por ela.

As palavras ditas antes que eu pudesse controlar, e, ao mesmo tempo, senti um peso sair dos meus ombros.

Minha mãe colocou a xícara na mesa de centro e me olhou com carinho.

— Eu sabia!! — O sorriso dela ficou mais largo. — Nunca vi você assim, Casey. Tão leve, tão... viva.

Fiquei surpreso com a simplicidade da resposta dela. Parte de mim esperava uma longa conversa, mas, no fundo, minha mãe sempre foi assim: direta e acolhedora.

— Ela é diferente de qualquer pessoa que eu já conheci — confessei, sentindo um calor se espalhar no meu peito ao falar de Izzie. — Ela me faz querer ser uma pessoa melhor, sabe? Tipo... ela não é só mais uma garota. Ela é... tudo.

Minha mãe inclinou a cabeça, como se estivesse absorvendo minhas palavras.

— Você quer trazer ela aqui novamente como... como vocês dizem hoje? Sua garota?

Pensei por um momento antes de responder.

— Mãe!!! Ela não é minha garota, ela é só... Iz. "A GAROTA". Mas... mais do que isso, quero que minha família abrace ela. Izzie merece isso. Ela é incrível, e... acho que nunca senti isso antes por ninguém.

Minha mãe sorriu, mas havia algo mais em seu olhar. Um tipo de entendimento silencioso que eu sempre admiro nela.

— Então ela é especial.

— Muito.

Houve um silêncio confortável entre nós, quebrado apenas pelo som do relógio na parede. Minha mãe me estudou por mais um instante antes de mudar o assunto, com a mesma delicadeza de sempre.

— E sobre a universidade? Você ainda está pensando em Utah?

Suspirei novamente, dessa vez mais fundo.

— Eu estava... mas agora não sei. A Universidade de Utah seria uma escolha segura, mas finalmente pensei em outras possibilidades.

Ela inclinou a cabeça, interessada.

— Como o quê?

— Bem, outras universidades têm me interessado... lugares mais longe daqui. Pensilvania, UCLA, MIT, Stanford, Yale... Não que eu queira fugir, mas talvez... eu preciso descobrir quem eu sou fora de tudo isso. — Fiz um gesto abrangente, referindo-me à nossa cidade, à nossa casa, à minha vida aqui em Utah. 

Minha mãe enviou novamente, aquele sorriso compreensivo que sempre me pareceu dizer que ela entendeu mais do que deixou transparecer.

— Casey, qualquer lugar que você escolher será o certo, porque você é uma pessoa que faz as oportunidades acontecerem, não o contrário.

Até te encontrar - CAZZIE STORYOnde histórias criam vida. Descubra agora