Na manhã seguinte, ele acorda quente, imprensado entre a pele nua e o edredom grosso. Ele acha que sabe a quem o corpo pertence, a noite passada ainda fresca em sua mente, mas ele tem medo de estar errado, aterrorizado de abrir os olhos e ver alguém que não seja Eddie olhando para ele.
“Eu sei que você está acordado, Buck. Você pode muito bem abrir os olhos.”
A voz envia uma onda de alívio tão aguda através de seu corpo, que parece que seu peito afunda. Ele abre os olhos, cansado e seco de tanto chorar ontem, e se depara com o que pode ser sua visão favorita de todos os tempos. Eddie Diaz, sonolento e sorrindo, banhado em luz dourada do sol.
“Você realmente ainda está aqui.” Ele sussurra em espanto. O sorriso de volta de Eddie é triste, mas ele balança a cabeça e aperta os braços em volta de Buck um pouco mais forte.
"Eu ainda estou aqui." Ele promete, sorrindo suavemente quando Buck se aninha na mão que ele levanta e coloca contra sua bochecha, seus lábios roçando a testa de Buck.
Buck cantarola alegremente, irritado com a atenção que sua bexiga e estômago estão exigindo, lembrando-o de que ele dormiu por um tempo e que não comeu depois do seu turno de ontem.
Eddie ri asperamente do ronco que seu estômago faz, seu rosto tão dolorosamente afetuoso que parece que alguém está apertando o coração de Buck.
“Levante-se, vou preparar um café e preparar o seu café da manhã.” Eddie oferece, dando um tapinha gentil em sua coxa.
"Você vai fazer o café da manhã?", ele pergunta, já entrando na brincadeira de sempre, mas seu estômago embrulha quando ele lembra que Eddie se foi há muito tempo, e pode haver uma série de coisas sobre ele agora que Buck não sabe.
O desânimo deve aparecer em seu rosto, porque Eddie pressiona um beijo demorado em sua bochecha e então o encoraja a se mover. “Nós conversaremos durante o café da manhã. Eu prometo.”
É o suficiente para fazer Buck se mexer, sair de cima dele... de cima de Eddie e cambalear até o banheiro para cuidar de seus negócios.
Quando ele chega à cozinha, Eddie já começou a preparar o café e está parado em frente ao fogão, sem camisa, com tudo pronto para fazer torradas e omeletes.
Buck não consegue resistir a tocá-lo em seu caminho, a mão permanecendo na parte inferior de suas costas enquanto ele se aproxima para pegar as canecas e fazer duas xícaras de café. "Ainda toma do mesmo jeito?" Ele consegue perguntar normalmente, sentindo algo se estabelecer nele quando Eddie acena, um pequeno lembrete de que este ainda é Eddie, seu Eddie, e que nem tudo mudou.
Ele prepara o café juntos, do jeito que costumava fazer na estação e quando ficava lá nas noites de cinema, sorrindo quando Eddie cantarola de prazer no primeiro gole.
Eles estão um pouco estranhos um com o outro, tantas coisas não ditas no ar entre eles, mas Buck não trocaria isso por nada. Ele aceitaria qualquer constrangimento se tivesse Eddie de volta.
Não demora muito para preparar as omeletes e tirar a geleia para a torrada e, em pouco tempo, eles estão sentados à mesa, um pouco inseguros, mas ansiosamente devorando a comida.
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Para sempre - (BUDDIE)
RomanceO atirador não era um ex-policial irritado. Era alguém mirando especificamente em Eddie por causa de sua última missão no Afeganistão. Buck descobre que está no testamento de Eddie de uma forma muito pior.
