Thirteen

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Boa leitura, votem e comentem por favor 🗽

Despertar no Brooklyn é sempre surpreendente, e acordar depois da noite de ontem, foi como saber que tudo aquilo realmente aconteceu, olho para o lado e vejo Louis dormindo, hoje iremos sair em um encontro, programado por mim e isso tudo me faz acordar ele o dando beijinhos por todo o seu rosto.

— Bom dia — digo e ele sorri abertamente — dormiu bem?

— Bom dia sunshine, — toca em meu rosto — sempre durmo bem com você.

— Animado para hoje? — Pergunto.

— Hoje? Não tenho nada marcado para hoje — mente dando risada. — Preparadíssimo, mesmo você não me dizendo nada.

— É a graça — dou de ombros — vamos tomar café e sair, precisamos estar em Manhattan e depois voltamos para cá, o que acha?

— Acho que estamos falando a mesma língua — me beija.

Optamos por uma cafeteria aberta no bairro, seria mais rápido e prático não cozinhar nada, para dar tempo de seguir com todo o meu planejamento do encontro. Estava nervoso para que Louis gostasse do que iria compartilhar com ele, e não consegui terminar de comer a torrada pois meu estômago estava rejeitando qualquer alimento sólido.

Por insistência dele, consegui comer um pouco e beber alguma coisa, dizendo que precisava repor minhas energias gastas na noite passada.

A cobertura estava em silêncio, nenhum sinal dos meus pais, provavelmente ainda estavam dormindo após a festa, aproveito esse momento para tomar um banho e escolher o que vou vestir, tendo ainda um tempo de sobra para ir até o local, e enviar a localização para Louis, resolvo pintar as minhas unhas.

Utilizo de um esmalte azul e dou risada do quão idiota eu possa estar sendo por me fazerem lembrar dos olhos dele. Quando os dedos estão secos, me visto e confiro se estou com a carteira e o telefone no bolso da calça skinny branca.

Sei que corro o risco de não tirar a tinta das minhas unhas, e de causar uma grande discussão e cena com Celeste e Alexander, porém usando a desculpa de que eles não vão me ver sair e que voltarei para casa somente no domingo e posso tirar antes, saio com as unhas pintadas pela primeira vez.

Eu não sei o porque escolhi compartilhar esse lugar específico com ele, o convidei para ver isso comigo, foi a primeira coisa que pensei assim que sabia que teria que planejar um encontro. Estava ali, sentado em uma pedra do Central Park esperando por Louis, olhava para todos os lados esperando ver aquele par de olhos azuis e aquele andar desleixado entre as pessoas.

Uma das coisas que eu mais gosto de vir aqui é que prova o quão somos nada, o tanto que o mundo é muito maior do que eu, a diversidade das pessoas que passam por esse parque, alguns rostos conhecidos porque frequentam sempre, outros são turistas, pela sua primeira vez nesse miolo de verde dentre a selva de arranhas céus.

Já havia enviado a localização fazia meia hora, e uma das coisas que eu admirava no Tomlinson e não tinha medo de admitir, era a sua pontualidade. Nunca em momento algum eu o vi se atrasando para uma aula, um evento, um jantar, nada, sempre o primeiro a chegar, na maioria das vezes com minutos de antecedência, sei disso porque eu era igual, e trocávamos olhares completamente desconfortáveis, até que os nossos amigos aparecessem.

Depois do tanto que ele se culpou por ter atrasado na festa e não conseguido comprar o meu encontro antes de Jacob, era de se estranhar a demora que estava levando para andar apenas alguns metros, visto que era muito perto das nossas casas.

Eu tinha arrancado praticamente todas as pelinhas dos meus lábios tamanho a minha ansiedade, eu estava prestes a mostrar à Louis — aquele que iria disputar comigo a publicidade de grandes empresas — mais uma parte de mim, algo que poderia ser banal aos olhos dos outros, entretanto com um valor tão significativo que nunca consegui falar disso com alguém, muito menos mostrar, nem mesmo meu melhor amigo tinha conhecimento desse meu lado, afinal eu era aquele sem sentimentos, sem emoção, o coração gélido que não se afetava por nada.

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