Faith Mikaelson, uma tríbida como sua prima Hope Mikaelson, era uma brecha da natureza. Ambas desejavam levar uma vida tranquila, distante dos inimigos, e assim chegaram à pacata cidade de Forks.
"Ela é impulsiva por natureza. Isso deveria ser minha culpa?"
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Faith remoía a falha como um espinho cravado em sua alma. Nunca havia perdido antes. Nunca permitira que um inimigo escapasse ileso. A derrota era um sabor amargo que ela não estava acostumada a provar.
Sentada na penumbra da sala, com os olhos fixos em um ponto invisível, sua mente era um turbilhão de pensamentos sombrios. O silêncio foi rompido por Kol, que, como sempre, trazia sua postura descontraída e um toque de provocação.
– O que tanto te atormenta, Faith? – Ele se acomodou ao seu lado, inclinando a cabeça para observar a sobrinha com curiosidade.
Faith suspirou profundamente, como se tentasse soltar o peso que carregava.
– Não consegui capturar uma vadia que está tentando atacar Isabela Swan – confessou, sua voz carregada de frustração.
– E por que se importa tanto com essa garota? – Kol perguntou, arqueando as sobrancelhas, claramente indignado.
– Porque ela é namorada do meu cunhado, e a família dele a adora. Exceto Rosalie, claro – respondeu, com um olhar distante. – Eu prometi que ajudaria.
Hope, que até então apenas observava à distância, se aproximou rapidamente ao ouvir o nome de sua companheira ser mencionado.
– E com razão. Isabela quer virar vampira e perder a chance de viver uma vida humana plena – retrucou Hope, com o tom levemente crítico.
Rebekah surgiu na sala como uma sombra elegante, entrando na conversa com sua habitual franqueza.
– Rosalie tem motivos para odiá-la
Rebekah queria formar sua própria família, um desejo que pulsava em seu coração com uma intensidade que ela mal conseguia controlar. Klaus compartilhava desse anseio em seu próprio e distorcido modo, e até Elijah, o sempre nobre e ponderado, começava a se deixar consumir por essa necessidade. Rebekah sentia uma ponta de inveja, mas também um amor feroz pelas sobrinhas, que cuidava como se fossem suas filhas. Talvez por isso entendesse, como poucos, o ódio de Rosalie pela escolha de Isabela Swan.