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CAPÍTULO 30.

"Eu não posso ser morta"

"Eu não posso ser morta"

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Emmett e Faith passaram a noite sob a luz prateada da lua, tramando sonhos e esboçando o futuro

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Emmett e Faith passaram a noite sob a luz prateada da lua, tramando sonhos e esboçando o futuro. Cada plano era mais vibrante que o anterior, cada ideia carregava o peso de uma promessa: a de que viveriam e amariam juntos por toda a eternidade. O vampiro dedicou horas a admirar a ruiva, fascinado por seus gestos, pela forma como sua magia fluía com naturalidade — até mesmo ao acender uma simples fogueira. Havia algo mágico no som de sua risada, na textura de seu toque, na intensidade de cada olhar.

Quando o sol começou a despontar no horizonte, ambos se recolheram à casa. Faith, com um brilho de incerteza e excitação, decidiu que era hora de se despedir de sua família, mas guardaria seu segredo por enquanto. No espelho do quarto, ela contemplava seu reflexo, tentando processar a realidade que a cercava. Estava noiva de um homem que fazia seu coração acelerar e sua pele arrepiar com um simples olhar. 

Ainda assim, quando Emmett não estava ao seu lado, a escuridão de sua mente voltava a dominá-la, trazendo de volta a culpa e o peso das escolhas. Foi nesse turbilhão que o som de batidas à porta a arrancou de seus pensamentos. 

— Entre — disse Faith, jogada na cama. A porta se abriu, revelando Hope. 

— Rose me contou o que aconteceu ontem. Vamos ajudar a proteger Isabela — declarou Hope, mas Faith estava tão perdida em devaneios que nem ouviu. 

— Faith Mikaelson, está me ouvindo? — Hope gritou, jogando um travesseiro na prima. 

— Ah, o quê? Desculpa, estava pensando em outra coisa. Você disse que Rose te contou sobre ontem? 

— Sim. E, sinceramente, só vou ajudar por você... e porque Rose está envolvida — disse Hope, sentando-se na cama ao lado de Faith. 

— Vai por mim, minha vontade é de nem me meter nisso. Mas se Isabela é importante para eles, então... que seja — respondeu Faith, levantando-se. 

Após despedirem-se da família, Faith estava no banho quando o celular vibrou. A mensagem era de Jacob, convocando-a para ir à casa de Bela; Sam a aguardava. Ela saiu do banheiro resmungando. **Droga de lobo mandão**, pensou, revirando os olhos. Sam tinha a irritante mania de agir como se ela fosse propriedade da matilha. 

Quando chegou, avistou Edward, Bela e Jacob em uma discussão acalorada. Faith buzinou, interrompendo o embate. 

— Jacob! Anda logo! — chamou do carro, atraindo os olhares. — Oi, Edward. Bela. 

Jacob entrou no carro, batendo a porta com força. 

— Não tem geladeira em casa, não? — provocou Faith, mas o lobo estava sisudo. 

— Sam está furioso com você — começou Jacob. 

— E eu ligo? O que aconteceu foi um erro, mas é a minha natureza. Sam precisa entender que eu não faço parte da matilha — retrucou Faith. 

— Talvez, mas se continuar assim, nossa natureza pode decidir por nós — Jacob rebateu, seu tom grave. 

— Jacob, eu não posso morrer. Mas Sam... ele pode morrer tentando — disparou Faith, com uma faísca nos olhos. 

– Foi mal Faith, você sabe que eu não gosto de sanguessugas — Jacob disse se desculpando.

– É mas não se esqueça, que eu também sou loba, assim como vocês — Faith retrucou.

A tensão diminuiu quando chegaram à reserva. A casa de Emily estava cheia. 

— Oi, ruiva. Preparada para ouvir sermão do Sam? — zombou Paul. 

— Continua brincando que daqui a pouco você que vai ter que se preparar pra levar uma surra, Paul — retrucou Faith, arrancando risos. 

Sam interrompeu a leveza do momento. 

— Faith, preciso falar com você. Agora. 

— Diga na frente de todos — exigiu Faith, os olhos firmes. 

— O que você fez foi imperdoável! Você tirou a vida de pessoas inocentes, deixou seu lado vampiro te consumir, e pior, violou o tratado ao fazer isso em nosso território! — Sam disparou, sua voz carregada de autoridade e fúria.

— É a minha natureza. Eu sei que foi um erro, mas poupe seu sermão como se eu fosse parte da sua matilha — retrucou Faith, sua voz gélida, mas carregada de algo mais sombrio.

— Claro que você não é da matilha! Se fosse, já teria levado a surra que merece! — Sam rosnou, sua paciência à beira do colapso.

— Sam... — Emily interveio, sua voz suave, tentando domar o caos iminente.

Faith deu um passo à frente, seu olhar penetrante como lâminas. — Cuidado com suas palavras, Sam. Mesmo que tentasse me enfrentar, você perderia. Sabe por quê? — Sua voz era um sussurro ameaçador, carregado de poder contido. — Porque eu sou uma tribida. Mais forte que qualquer um de vocês. Eu não posso ser morta. E se acha que gostei de tirar aquelas vidas, está enganado. A culpa me consome todas as noites. É um peso que você nunca entenderia.

— Não subestime a minha força, Faith — Sam respondeu, a frieza em sua voz tão cortante quanto gelo. — Aqui, você não é ninguém.

— E você tem medo de mim. Eu poderia te prender em sua forma lupina para sempre. Não esqueça disso, Sam — concluiu Faith, virando as costas com altivez, deixando um silêncio pesado no ar. 

Oioi pessoal

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