Faith Mikaelson, uma tríbida como sua prima Hope Mikaelson, era uma brecha da natureza. Ambas desejavam levar uma vida tranquila, distante dos inimigos, e assim chegaram à pacata cidade de Forks.
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Emmett e Faith passaram a noite sob a luz prateada da lua, tramando sonhos e esboçando o futuro. Cada plano era mais vibrante que o anterior, cada ideia carregava o peso de uma promessa: a de que viveriam e amariam juntos por toda a eternidade. O vampiro dedicou horas a admirar a ruiva, fascinado por seus gestos, pela forma como sua magia fluía com naturalidade — até mesmo ao acender uma simples fogueira. Havia algo mágico no som de sua risada, na textura de seu toque, na intensidade de cada olhar.
Quando o sol começou a despontar no horizonte, ambos se recolheram à casa. Faith, com um brilho de incerteza e excitação, decidiu que era hora de se despedir de sua família, mas guardaria seu segredo por enquanto. No espelho do quarto, ela contemplava seu reflexo, tentando processar a realidade que a cercava. Estava noiva de um homem que fazia seu coração acelerar e sua pele arrepiar com um simples olhar.
Ainda assim, quando Emmett não estava ao seu lado, a escuridão de sua mente voltava a dominá-la, trazendo de volta a culpa e o peso das escolhas. Foi nesse turbilhão que o som de batidas à porta a arrancou de seus pensamentos.
— Entre — disse Faith, jogada na cama. A porta se abriu, revelando Hope.
— Rose me contou o que aconteceu ontem. Vamos ajudar a proteger Isabela — declarou Hope, mas Faith estava tão perdida em devaneios que nem ouviu.
— Faith Mikaelson, está me ouvindo? — Hope gritou, jogando um travesseiro na prima.
— Ah, o quê? Desculpa, estava pensando em outra coisa. Você disse que Rose te contou sobre ontem?
— Sim. E, sinceramente, só vou ajudar por você... e porque Rose está envolvida — disse Hope, sentando-se na cama ao lado de Faith.
— Vai por mim, minha vontade é de nem me meter nisso. Mas se Isabela é importante para eles, então... que seja — respondeu Faith, levantando-se.
Após despedirem-se da família, Faith estava no banho quando o celular vibrou. A mensagem era de Jacob, convocando-a para ir à casa de Bela; Sam a aguardava. Ela saiu do banheiro resmungando. **Droga de lobo mandão**, pensou, revirando os olhos. Sam tinha a irritante mania de agir como se ela fosse propriedade da matilha.
Quando chegou, avistou Edward, Bela e Jacob em uma discussão acalorada. Faith buzinou, interrompendo o embate.
— Jacob! Anda logo! — chamou do carro, atraindo os olhares. — Oi, Edward. Bela.
Jacob entrou no carro, batendo a porta com força.
— Não tem geladeira em casa, não? — provocou Faith, mas o lobo estava sisudo.
— Sam está furioso com você — começou Jacob.
— E eu ligo? O que aconteceu foi um erro, mas é a minha natureza. Sam precisa entender que eu não faço parte da matilha — retrucou Faith.
— Talvez, mas se continuar assim, nossa natureza pode decidir por nós — Jacob rebateu, seu tom grave.
— Jacob, eu não posso morrer. Mas Sam... ele pode morrer tentando — disparou Faith, com uma faísca nos olhos.
– Foi mal Faith, você sabe que eu não gosto de sanguessugas — Jacob disse se desculpando.
– É mas não se esqueça, que eu também sou loba, assim como vocês — Faith retrucou.
A tensão diminuiu quando chegaram à reserva. A casa de Emily estava cheia.
— Oi, ruiva. Preparada para ouvir sermão do Sam? — zombou Paul.
— Continua brincando que daqui a pouco você que vai ter que se preparar pra levar uma surra, Paul — retrucou Faith, arrancando risos.
Sam interrompeu a leveza do momento.
— Faith, preciso falar com você. Agora.
— Diga na frente de todos — exigiu Faith, os olhos firmes.
— O que você fez foi imperdoável! Você tirou a vida de pessoas inocentes, deixou seu lado vampiro te consumir, e pior, violou o tratado ao fazer isso em nosso território! — Sam disparou, sua voz carregada de autoridade e fúria.
— É a minha natureza. Eu sei que foi um erro, mas poupe seu sermão como se eu fosse parte da sua matilha — retrucou Faith, sua voz gélida, mas carregada de algo mais sombrio.
— Claro que você não é da matilha! Se fosse, já teria levado a surra que merece! — Sam rosnou, sua paciência à beira do colapso.
— Sam... — Emily interveio, sua voz suave, tentando domar o caos iminente.
Faith deu um passo à frente, seu olhar penetrante como lâminas. — Cuidado com suas palavras, Sam. Mesmo que tentasse me enfrentar, você perderia. Sabe por quê? — Sua voz era um sussurro ameaçador, carregado de poder contido. — Porque eu sou uma tribida. Mais forte que qualquer um de vocês. Eu não posso ser morta. E se acha que gostei de tirar aquelas vidas, está enganado. A culpa me consome todas as noites. É um peso que você nunca entenderia.
— Não subestime a minha força, Faith — Sam respondeu, a frieza em sua voz tão cortante quanto gelo. — Aqui, você não é ninguém.
— E você tem medo de mim. Eu poderia te prender em sua forma lupina para sempre. Não esqueça disso, Sam — concluiu Faith, virando as costas com altivez, deixando um silêncio pesado no ar.
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